Mozambique

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  • 1 day ago

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta quarta-feira (21) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado localmente muito nublado. Possibilidade de ocorrência de chuvas fracas locais. Vento de sudoeste a sueste fraco a moderado soprando, por vezes, com rajadas. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala céu pouco nublado com períodos de muito nublado. Possibilidade de ocorrência de chuvas fracas locais. Vento de sudoeste a sueste fraco a moderado soprando, por vezes, com rajadas. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu muito nublado passando a pouco nublado. Possibilidade de ocorrência de chuvas fracas locais. Vento de sueste a leste fraco a moderado soprando, por vezes, com rajadas. Eis as temperaturas previstas: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 24 18 Xai-Xai 24 17 Inhambane 25 18 Vilankulo 25 19 Beira 24 18 Chimoio 23 13 Tete 25 18 Quelimane 26 17 Nampula 27 16 Pemba 27 19 Lichinga 23 10

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  • 2 days ago

Há poucos meses da mudanças dos titulares de cargos governativos, mesmo que nas eleições de Outubro o vencedor seja o partido no poder desde 1975, o Executivo de Filipe Nyusi decidiu impor alguns limites e critérios objectivos “a observar na reparação, manutenção e apetrechamento de residências oficiais ou de funções”, com efeitos desde o início de 2018. As manutenções não podem exceder os 240 milhões de Meticais enquanto as reparações estão limitadas a um máximo de 1,2 bilião de Meticais. Os leitores mais atentos do @Verdade deverão recordar-se do saque que aconteceu em 2011 quando Eduardo Mulembwè, que deixara de ser presidente da Assembleia da República, teve de abandonar a casa oficial que habitava: o Gabinete de Assistência aos Antigos Presidentes da República e Atendimento dos Dirigentes Superiores do Estado comprou-lhe uma luxuosa mansão por 29 milhões de Meticais mas o “regabofe” foram os 2,6 milhões de Meticais que o povo teve de pagar por cortinas e ornamentação de uma das milhares de residências oficiais ou de funções dos denominados Dirigente Superior do Estado ou Titular de Cargo Governativo. A cada ciclo de governação novos Dirigentes Superiores do Estado ou Titulares de Cargos Governativos são nomeados e os moçambicanos que vivem em casas de material precários têm de pagar, dentre várias regalias, pela da nova “habitação condigna” a preços que não obedeciam, até agora, a nenhum critério claro e transparente. No entanto, forçado pela descoberta das dívidas ilegais da Proindicus, EMATUM e MAM (parafraseando o Professor António Francisco “foram o melhor trambolhão que podia ter acontecido a Moçambique nos últimos anos”), o Governo foi obrigado a alguma “consolidação orçamental” e daí resultou o Diploma Ministerial 76/2019 que define os montantes e critérios “a observar na reparação, manutenção e apetrechamento de residências oficiais ou de funções”. Primeiro ficou definido que “A reparação de residências oficiais ou de funções é efectuada de 5 em 5 anos e não deve ultrapassar os limites” definidos. A reparação passa a depender “de autorização prévia das Unidades Intermédias ou de Supervisão do Subsistema do Património do Estado (...) após a avaliação do imóvel”, além disso ficou “vedada a realização de benfeitorias às residências oficiais ou de funções que impliquem a alteração ou acréscimo da estrutura original do imóvel”. “As despesas com o apetrechamento de residências oficiais ou de funções não podem exceder o valor de 1.000.000,00 Mt, e são efectuadas apenas uma vez a cada 5 anos, carecendo a substituição dos bens móveis de prévia avaliação do seu estado de conservação pela Unidades de Supervisão ou Intermédia do Subsistema do Património do Estado”, determina também o Diploma Ministerial rubricado pelos ministros Adriano Maleiane e João Machatine. Relativamente aos Dirigentes Superiores do Estado ou Titulares de Cargos Governativos e demais beneficiários do direito à habitação, “aos quais não tenha sido atribuída residência oficial ou de funções, por insuficiência de património do Estado, têm direito à uma compensação, de 5 em 5 anos, para despesas de reparação, manutenção e apetrechamento da residência própria”. Este Diploma Ministerial, publicado a 31 de Julho último mas que é aplicável desde 1 de Janeiro de 2018, definiu ainda que essa compensação será de 500 mil Meticais para Dirigentes Superiores do Estado ou Titulares de Cargos Governativos e de 150 mil Meticais para os demais beneficiários do direito à habitação por conta do Estado.

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  • 2 days ago

A actividade de agiotagem sem esteve criminalizada em Moçambique contudo sem uma pena de prisão clara, na recente revisão do Código Penal o legislador estabeleceu entre 1 a 5 anos de prisão a sua prática e determinou em 2 anos de prisão a punição para quem cobrar dívidas por conta do agiota. A prática de concessão de empréstimos de dinheiro com cobrança de juros sem a necessária autorização do Banco de Moçambique tornou-se numa prática generalizada no nosso país tendo como uma das suas faces visíveis os raptos de empresários de ascendência asiática particularmente nos principais centros urbanos. Quiçá atentos ao fenómeno, os legisladores moçambicanos decidiram agravar as sanções pela sua prática, principalmente porque o Código Penal ainda em vigor embora puna a agiotagem com pena de prisão não identifica a moldura penal. “Quem, sem autorização da autoridade competente, se dedicar a concessão de empréstimos de dinheiro a terceiro, com carácter de habitualidade e com cobrança de juros, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos e multa até 1 ano”, passou a sancionar o Código Penal revisto no mês passado pela Assembleia da República. Passou também a ser punido, com pena de prisão até 2 anos e multa até 1 ano, “quem realizar cobranças de dívidas por conta do agiota."

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  • 2 days ago

Beatriz Buchili foi empossada nesta segunda-feira (19) para um segundo mandato de 5 anos pelo Presidente da República, com a confiança renovada a guardiã da legalidade em Moçambique declarou que “não se pode combater o crime organizado e transnacional sem um Serviço de Investigação Criminal (SERNIC) cientificamente preparado” e instou ao Governo a “dar meios humanos e materiais ao SERNIC”. Para a Procuradora-Geral da República (PGR) é ainda urgente a lei da recuperação de activos, “tem que se mostrar que o crime não compensa”. Após cumprir o mandato para o qual foi nomeada por Armando Guebuza, em 2014, a primeira mulher a dirigir o Ministério Público em Moçambique mereceu a confiança de Filipe Nyusi para prosseguir o combate, diga-se teatral, contra a corrupção no nosso país como são exemplos as detenções de algumas figuras de segunda linha da governação (Helena Taipo, Paulo Zucula, Ndambi Guebuza, Gregório Leão, António Carlos do Rosário, Francisco Mazoio) literalmente para moçambicano ver! Nenhum dos casos chamados “quentes” foi ainda a julgamento e aí os moçambicanos verão o que vale a sua representante legal, e do Estado. Aliás o maior caso de corrupção da nossa história, que entrou também para os anais da corrupção mundial, foi retalhado em arguidos que embora tenham, alegadamente, beneficiado de uma parte do dinheiro não são os Dirigentes Superiores do Estado e Titulares de Cargos Governativos que autorizaram os empréstimos de mais de 2 biliões de Dólares norte-americanos. Após a ser empossada Beatriz Buchili disse a jornalistas que “a implementação do SERNIC é fundamental, não se pode combater o crime organizado e transnacional sem um Serviço de Investigação Criminal cientificamente preparado. E aí tem a componente do Governo, que tem um grande papel de dar meios humanos e materiais ao SERNIC, e tem o legislativo, tem de fazer leis mais arrojadas para investigação. Eu entro satisfeita neste mandato primeiro porque, pelo menos ao nível da Assembleia já foi aprovado, o Código de Processo Penal, o Código Penal e Código de Execução de Pena e Medida Criminal,x eles tem mecanismos mais arrojados para investigação penal e vai nos dar mais espaço para melhor podermos investigar”. “Mas ainda há muitas leis que tem de ser aprovadas, a própria lei de restruturação do SERNIC, a lei da recuperação de activos, esta é fundamental. Sem a lei da recuperação de activos hoje nós não podemos combater o crime organizado e transnacional, tem que se mostrar que o crime não compensa, temos que ressarcir o Estado pelos danos causados”, declarou a PGR. Embora todos os crimes sejam prioritários Buchili destacou “que a nossa aposta em termos de capacitação dos magistrados e dos investigadores são os crimes organizado e transnacional como o branqueamento, o tráfico de drogas e o terrorismo, há novas manifestações criminais que temos que estar atentos, nós não somos uma ilhas, esses é que são os crimes prioritários para nós”. Criminalidade hoje em dia é tal dimensão que põe “em causa até a legitimidade da existência do próprio Estado” Já o Mais Alto Magistrado da Nação quer “um Ministério Público destemido, técnica e cientificamente competente e por isso com capacidade de contribuir para melhor controle da gestão da coisa pública, permitindo que os recursos financeiros do país sejam efectivamente usados na Saúde, Educação e produção nacional”. Discursando num dos poucos actos de posse que junta os poderes Judicial, Legislativo e Executivo, Filipe Nyusi reconheceu que em Moçambique “a criminalidade hoje em dia é tal dimensão que mina a capacidade dos Estado fazer face aos mais elementares de administração da coisa pública e prossecução do desenvolvimento e bem-estar social, pondo em causa até a legitimidade da existência do próprio Estado”. “Repito o que tenho estado a dizer ultimamente, a Procuradoria-Geral da República só pode brilhar se trabalhar em bloco e ser estrela do país, normalmente quando as pessoas são indivíduos nos separam, nós não queremos que esta casa fique separada, façam da Procuradoria-Geral da República uma equipa estrela e não de estrelas isoladas, essas sempre não triunfam”, afirmou Presidente da República reiterando o aviso que fez sexta-feira última e que tinha como destinatário as lideranças do Instituto Nacional de Estatística que se destacam diante do povo quando vieram a público denunciar os “fantasmas” recenseados na Província de Gaza. Paradoxalmente o processo eleitoral, principal fonte de discórdia e guerras em Moçambique, não mereceu nenhum palavra quer do Presidente assim como da PGR contudo durante o seu primeiro mandato revelou-se perspicaz em acolher as ilegalidades que aconteceram nos pleitos eleitorais de 2014 e de 2018, apesar das denuncias. Importa recordar que no curriculum de Beatriz Buchili consta um dos mais infames casos de violência pós eleitoral que culminou com a morte de 119 membros do partido Renamo na cadeia distrital de Montepuez no ano 2000, a actual guardiã da legalidade liderou o Ministério Público na Província de Cabo Delgado e foi incapaz de provar a responsabilidade dos agentes da polícia que causaram a tragédia, foram absolvidos por falta de provas.

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  • 2 days ago

O Presidente da República e do partido Frelimo, após ter concedido dispensa da função de Governador a Júlio Parruque, Manuel Rodrigues e Francisca Tomás, que são candidatos nas Eleições Provinciais de Outubro, designou nesta segunda-feira (19) os seus substitutos durante os próximos 60 dias. Para substituir Júlio Parruque, cabeça da lista do partido Frelimo a Governador da Província de Maputo, o Chefe de Estado indigitou o actual vice-ministro da Educação Armindo Saúl Atelela Ngunga para governar a província de Cabo Delgado pelo período de 60 dias. Manuel Rodrigues, que é cabeça da lista do partido no poder para a Província de Nampula, será substituído no cargo de Governador da província de Manica, durante os próximos 2 meses, por Manuela Joaquim Rebelo, actual vice-ministra dos Transportes e Comunicações. A vice-Ministra da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, Leda Hugo, vai substituir a Governadora da Província de Niassa, Francisca Domingos Tomás, que é cabeça da lista do partido dos “camaradas” a Governadora da Província de Manica.

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  • 2 days ago

Conforme a conferência Alma Ata, realizada em 1978 no Cazaquistão, na qual foi estabelecida como meta a saúde para todos até ao ano 2000, a alimentação e nutrição constituem direitos humanos fundamentais, consignados na Declaração Universal dos Direitos Humanos e são vistos como requisitos básicos para a promoção e proteção da saúde, possibilitando a afirmação plena do potencial de crescimento e desenvolvimento humano com qualidade de vida. Adicionalmente, já em 1988, foi realizada a segunda conferência internacional de promoção da saúde, na Austrália, onde se destacou como uma das áreas prioritárias para a promoção da saúde a alimentação e nutrição. Desde então a eliminação da fome, da má nutrição e dos agravos relacionados ao excesso de peso foram considerados como principais metas para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Não obstante, a desnutrição continua, até aos dias actuais, constituindo um dos principais problemas de saúde, sobretudo nos países em via de desenvolvimento, afectando sobremaneira crianças menores de cinco anos de idade, mulheres grávidas e latentes. Conforme foi mencionado no primeiro capítulo, a desnutrição é uma das doenças que mais causa mortes no mundo. Segundo a UNICEF é um problema chocante, tanto em escala quanto em gravidade, um cúmplice secreto da pobreza que impede o crescimento físico e mental de uma em cada três crianças nos países em via de desenvolvimento. Em Moçambique, segundo estudos realizados, em 1995 cerca de 41% das crianças sofriam de desnutrição, em 2003 o número aumentou para 48%, diminuindo em 2008 para 44% e no último estudo (2011) passou para 43% (OMS, 1995; MICS, 2008; IDS, 2011). Conforme foi referido no terceiro capítulo, a desnutrição consiste num estado patológico caracterizado pelo desequilíbrio nutricional que resulta da insuficiência ou deficiência na ingestão de alimentos, ingestão inadequada dos alimentos ou mesmo pela má absorção dos nutrientes. Nesse caso, quando os alimentos escasseiam ou quando a alimentação é desequilibrada, o indivíduo pode envelhecer precocemente, apresentar baixo desempenho intelectual e se tornar vulnerável a desenvolver uma série de doenças, podendo ainda desenvolver uma estatura física do seu organismo com dificuldades. Nesse caso, para manter o equilíbrio biológico é necessário fornecer ao organismo os alimentos não só em quantidades suficientes, como também em composição nutricional necessária. A literatura reconhece que as prácticas alimentares são determinadas pelas perceções que caracterizam os indivíduos no seu meio social, desde a dificuldade de acesso aos alimentos, a escolha e a forma de preparar, bem como a higiene alimentar e pessoal, incluindo as quantidades ingeridas e a variação ou não dos alimentos consumidos no dia-a-dia de cada um. Tradicionalmente o homem, na qualidade de chefe de família, goza de maior privilégio alimentar, sustentado na prioridade de ser o primeiro a ser servido ou a selecionar as partes da carne ou a quantidade que pretende consumir. Além disso, em muitos casos é atribuído o direito de passar a refeição sozinho, em detrimento dos demais que tradicionalmente partilham a refeição com mais de uma pessoa no mesmo prato. Este acontecimento está aliado à ideia de que o homem é quem deve crescer e é socialmente visto como quem deve decidir quando há problemas de carácter familiar. Em outros casos, a criança é vista como quem tem maior prioridade de crescimento, mas no concreto em nada ganha na distribuição dos alimentos, pois o chefe da família está sempre na melhor posição. Eis as causas principais da prevalência da desnutrição: introdução precoce de outros alimentos para recém-nascido (menos de seis meses); fraco controlo da saúde da mulher e da criança, o que leva à fraca capacidade de prevenção em diagnóstico precoce do problema; gravidez precoce e, por conseguinte, elevado número de crianças na família, o que engrandece o agregado familiar; hábito das comunidades produzirem mais para a venda do que para a sua própria alimentação; prevalência de tabus alimentares; maior incidência do HIV/SIDA; atribuição excessiva de privilégios ao homem na distribuição dos alimentos; o facto da mulher e a sua criança partirem muito cedo à machamba, onde ficam quase por todo o dia e sem merenda suficiente para suprir as necessidades energéticas diárias; fraco conhecimento sobre boas prácticas alimentares; fraca avaliação dos alimentos aliado à crença de que somente xima dá força em detrimento de outros alimentos de base (arroz, por exemplo); fraca capacidade produtiva e aquisitiva por parte de algumas famílias; e sensibilização deficiente das comunidades sobre os hábitos alimentares. Os factores fundamentais da prevalência da desnutrição tem sido a própria alimentação. Em algum momento a população não está habituada a variar os alimentos e muitas vezes acredita-se que comer xima e peixe seco é alimentar-se bem, mas também, em algum momento, a pobreza não permite ter uma alimentação adequada. Nesse contexto, as constatações obtidas a partir dos estudos já realizados sustentam que o problema da desnutrição não deve ser tratado como uma mera consequência da falta de alimentos, do consumo inadequado ou da inibição imposta pelos tabus, mas sim como um fenómeno multidimensional que envolve aspectos ligados aos papéis e estatutos sociais baseados na idade, no sexo, nas percepções, no contexto social, etc. Xxx

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  • 2 days ago

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta terça-feira (20) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado localmente muito nublado. Neblinas ou nevoeiros locais. Vento de sudoeste a sueste fraco a moderado. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala céu pouco nublado localmente muito nublado. Neblina ou nevoeiros locais. Vento de sudoeste a sueste fraco a moderado soprando, por vezes, com rajadas. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu pouco nublado com períodos de muito nublado. Possibilidade de ocorrência de chuvas fracas locais. Vento de sueste fraco a moderado soprando, por vezes, com rajadas. Eis as temperaturas previstas: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 27 17 Xai-Xai 25 18 Inhambane 25 18 Vilankulo 26 17 Beira 26 21 Chimoio 24 13 Tete 31 20 Quelimane 28 17 Nampula 28 18 Pemba 30 20 Lichinga 23 10

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  • 2 days ago

Responsável por regular o mercado de telefonia no Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou nesta sexta-feira nota assinada pelo seu presidente, Leonardo Euler de Morais, negando a "possibilidade iminente de decretação de intervenção ou de aplicação de caducidade às concessões de telefonia fixa do Grupo Oi", reporta a Revista Valor Económico. "Uma solução de mercado definitiva é o cenário preferencial para a evolução positiva da situação do grupo, diante de sua aderência ao modelo regulatório vigente", destaca Morais no texto postado no site da agência. "Soluções de outra natureza são excepcionais e 'ultima ratio'[último recurso]. Dependem não apenas do atendimento das hipóteses previstas em lei, mas também de se mostrarem, ante a análise de conveniência e oportunidade, instrumentos hábeis a alcançar posição mais segura e favorável ao interesse público." Na nota, Morais lembra que o acompanhamento especial - tanto da prestação de serviços de telecomunicações como da situação económico financeira - das empresas do Grupo Oi vem sendo feito pela Anatel desde 2014. Morais frisa ainda que o acompanhamento pressupõe, de todos os agentes envolvidos, alto grau de prudência e discrição no tratamento da matéria. "Eventuais manifestações, sem lastro factual, podem causar impactos sobre o mercado e externalidades negativas com efeitos deletérios sobre o custo de capital do setor", ressalta o presidente da Anatel. A nota faz referência à reportagem publicada na edição de "O Estado de S. Paulo", que informa sobre as possibilidades de intervenção da Anatel na Oi e de retirada da concessão da telefonia fixa. De acordo com o texto, a agência teria avisado autoridades do governo federal e duas reuniões já teria sido realizadas para discutir o assunto. O governo teria sido envolvido no debate diante do risco de que uma decisão mais dura tenha de ser tomada nos próximos meses. Uma das possibilidades, de acordo com a reportagem, era tirar da Oi a concessão que a permite oferecer telefonia fixa em todos os Estados do país, com exceção de São Paulo. Em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro afirmou não estar completamente a par do assunto, mas defendeu honrar os contratos. "Nós vamos honrar contratos. Temos que honrar contratos senão o governo perde a credibilidade", disse. "Peguei liminarmente o que está acontecendo, não tenho condições de emitir juízo de valor agora", completou Bolsonaro. A a Revista Valor Económico indica que quarta-feira, a Oi divulgou que o prejuízo do segundo trimestre foi 24% superior ao mesmo período de 2018. A receita líquida somou R$ 5,09 biliões, queda de 8,2%. Às 14h30, a acção ordinária da Oi registava queda de 10,08%, a R$ 1,07, e o papel preferencial mostrava queda de 11,64%, a R$ 1,29.

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  • 3 days ago

Durante a inauguração das novas instalações do Ministério da Economia e Finanças o Presidente da República fez duras críticas ao Instituto Nacional de Estatística (INE), “não é possível haver estatísticas da sede do Ministério e estatísticas do Instituto Nacional diferentes”. Embora não tenha aludido aos dados do censo da Província de Gaza que mostraram a fraude eleitoral que está a ser preparada desde o recenseamento, Filipe Nyusi avisou “hão-de ser tirados como capim comprido, que está a crescer sozinho”. O presidente do INE assim como quadros da instituição “gazetaram” ao evento onde todas as instituições tuteladas da Economia e Finanças estiveram representadas. Nyusi que conseguiu superar-se nos seus já habituais atrasos, a inauguração estava agendada para as 9 horas mas o Chefe de Estado só chegou ao local que dista poucos quilómetros da sua residência e local de trabalho cerca das 10h30, após visitar os edifícios de 19 andar, com cinco caves, e que representam mais 4,7 biliões de Meticais em dívida pública, começou por fazer uma chamada como se fosse um professor primário. Após os responsáveis de várias instituições tuteladas, de nível central e provincial, levantarem-se e terem-se apresentado Nyusi asseverou “não vi onze, não falta alguma coisa? Estatística não é vosso, não faz parte dos onze? Não vi, quem é de Estatística? Quem é de Estatística?”. “O presidente Rosário Fernandes ligou-me de manhã a pedir dispensa para o Consultivo, o Coordenador, mas aqui não tenho informação”, tentou justificar o ministro Adriano Maleine, visivelmente embaraçado. O Presidente retorquiu “está bom” e iniciou o seu discurso enaltecendo o trabalho do Ministério que apesar da falta de ajuda dos Parceiros de Cooperação garantiu o funcionamento do país desde 2016, sem no entanto mencionar que o Pelouro está no epicentro da dívidas ilegais que precipitaram Moçambique para a crise económica e financeira. O antigo titular é arguido, a ex-vice deveria ser arguida e o actual ministro é acusado nos Estados Unidos da América de ser parte da conspiração. Após a retórica, e falando de improviso, Nyusi apelou a “maior coordenação entre os sectores tutelados pela Economia e Finanças. Não está muito bem o ambiente de coordenação, há muita gente que pensa que é autónoma, não. Muitos sectores estão em cima do Ministério de Economia e Finanças por uma questão estratégica, para gerir, para acompanhar, porque vocês estão debaixo do suor do povo, do património neste caso”. “Vocês tem que ter uma coordenação inter e intra sectorial dentro de vocês próprios, em cada sector, mas também entre sectores. Quando há desfasamento significa que é uma orquestra mal tocada, são muitas pessoas a tocar mas quando toca cada pessoa tudo soa bem e não cria ruído nós quando escutamos. Agora orquestras mal tocadas não podem acontecer aqui, não podem existir instituições que não trabalham em equipe, dentro da própria instituição não há equipe, ou então não há harmonização”, disse o Chefe de Estado. “Não provoquem problemas, coordenem antes, vejam antes, monitorizem os números” Sem se referir ao recenseamento eleitoral que inscreveu mais de 300 mil eleitores do que aqueles o INE afirmou perentoriamente existirem na Província de Gaza, o Presidente da República que também é candidato do partido Frelimo e está em campanha eleitoral declarou: “Não é possível haver estatísticas da sede do Ministério e estatísticas do Instituto Nacional diferentes, não é possível, significa que não há trabalho. E nós nem queremos estrelas aqui, nós queremos o Ministério estrela, não queremos sectores estrelas individualmente, queremos um Ministério que é estrela, estrela maior é o povo então para isso é preciso a orquestra jogar. Falem antes de nos dizer aquilo que é, não é cada um dizer o que quer, o que pensa, e dizer que sabe mais, não há quem sabe mais, quem sabe mais é o dono que é o patrão que é o povo”. “Quando não há coordenação vão baralhar o trabalho e depois nós ficamos sem saber afinal qual é a função de cada um, é de resolver problemas ou de provocar problemas. Não provoquem problemas, coordenem antes, vejam antes, monitorizem os números. O vosso ministro antes de tomar alguma decisão até partilha, estou a pensar fazer assim Presidente o que acha? O vosso Banco Central para poder tomar decisões vem, estamos a pensar a inflação, não há nenhum problema, é uma unidade que facilita o trabalho e é assim que temos de trabalhar nós todos”, exemplificou Nyusi. “Capim que cresce mais sozinho é fácil o dono quando chega esse tira com mão” Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique ou presidente do partido Frelimo, avisou: “Por que se você quer ser estrela não há-de ser uma estrela só, o meu pai dizia uma coisa, que lhe tenha o Deus lá, de que numa machamba o capim que cresce mais sozinho é fácil o dono quando chega esse tira com mão, agora aqueles que estão juntos não consegue tirar tudo porque não viu, hão-de ser tirados como capim comprido, que está a crescer sozinho. Se todo o capim está no mesmo nível, sozinho você cresceu como? E nós queremos crescer juntos, é isso que ajuda a instituição, e uma instituição como as Finanças não é brincadeira, pode desestabilizar o país quando não está junta a instituição”. “Nós não podemos estar aqui a tentar contrariar, depois torna-se ridículo, as populações lá sabem bem as coisas que são. Quando diz que Monapo tem hospital, você não pode dizer que Monapo não tem hospital porque o povo está a ver que tem hospital lá, não sei está a falar o quê. Quando diz que Mapai vai ter agora um banco, sim sabem que vai ter banco, você é que não chegou até lá, então não pode tentar fazer um esforço para contraria aquilo que a natureza ou o tempo está a dizer, o problema é ser um risco de descredibilizar-se depois o trabalho seu não tem valor nenhum, vai ficar estrela, há-de sempre haver alguém que vai dizer que aquele é boa pessoa, aquele era inteligente, mas você é estrela que não ilumina ninguém. Quero o Ministério de Economia e Finanças estrela”, concluiu Nyusi. O Instituto Nacional de Estatística, corroborando as constatações das Organizações da Sociedade Civil que observaram o Recenseamento Eleitoral, tornou público ter informado ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) e à Comissão Nacional de Eleições (CNE), em tempo oportuno, que a população em idade eleitoral na Província de Gaza não podia ser superior a 836.581 cidadãos, menos 329.430 pessoas do que os 1.166.011 recenseados no Círculo Eleitoral onde o partido Frelimo obtém “vitórias retumbantes”.

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  • 3 days ago

As “Samurais” foram incapazes de vencer o Senegal, na meia-final que disputaram na sexta-feira (16), e acabaram o Campeonato Africano de basquetebol sénior feminino derrotadas pelo Mali, neste domingo (18), quedando-se no 4º lugar. Leia Dongue foi a melhor marcadora do Afrobasket e eleita para o cinco ideia da prova. Depois de uma fase de grupo acessível, de onde saltou os “oitavos”, e de um adversário fraco nos quartos-de-final a nossa selecção entrou para a quadra da novíssima arena de Dakar disposta a mostrar o valor do basquetebol moçambicano. Enfrentando a selecção anfitriã, onze vezes campeã africana e vice campeão a procura de reconquistar o título, as “Samurais” na sexta-feira (16) impuseram-se no 1º período por 8-16 pontos e literalmente silenciaram o hostil pavilhão no 2º período saindo para o intervalo com uma vantagem de 19-35 pontos. Mas o descanso não fez bem a Moçambique, ou fez muito bem ao Senegal, que começou a encurtar a diferença, enervou as moçambicanas e com uma afinada pontaria reduziu a desvantagem para 3 pontos antes do derradeiro período. As “Samurais” mostraram alguma serenidade no início do 4º período, dilataram a vantagem mas em 2 minutos as senegalesas empataram o jogo nos 48 pontos. A liderança do marcador alternou-se a cada novo ataque até Bintou Dienne disparar uma bomba. As moçambicanos já não tiveram forças para dar réplica e saíram derrotadas por 60-57 pontos. Falando a jornalistas após a derrota Tamara Seda disse: “A equipa que vence é a equipa que faz comete menos erros, e o Senegal fez isso, infelizmente os nossos lançamentos não caíram e cometemos muitos erros defensivamente. Mas quero deixar claro que viemos para aqui competir desde o primeiro dia até hoje, deixamos esta arena com a cabeça erguida e amanhã também teremos um jogo difícil”. “Tivemos um mau jogo” Tamara Seda O objectivo assumido pelas “Samurais” era enfim conquistar o título africano por isso terão entrado algo frustradas para a partida deste domingo diante do Mali, mesmo adversário em partida para o último lugar do pódio do Afrobasket de 2017, um jogo sofrido que demorou a começar devido a necessidade das malianas trocarem de equipamentos. Começaram a perder o jogo de disputa do 3º lugar, viram o Mali chegar aos 0-7 antes de Leia encestar pela primeira vez para Moçambique. As malianas aceleraram o ritmo e venceram o 1º período por 8-19 pontos. O Mali fez 8-24 pontos até que Delma Zita deu o tom para as “Samurais” darem luta tendo reduzido a desvantagem para 25-33 pontos ao intervalo. Anabela Cossa abriu o 3º período com uma bomba, Amélia Macamo roubou a bola e reduziu a desvantagem para 3 pontos e Tamara Seda, da linha de lançamentos livres, colocou o resultado em 32-33 pontos. Anabela tentou outro triplo mas a bomba não caiu, as malianas encestaram e Amélia respondeu com 2 pontos porém, a falta que ganhou, não conseguiu empatar o jogo. O Mali acelerou novamente o seu ritmo e distanciou em 11 pontos. Com mais experiência e melhor banco as malianas geriram a vantagem no derradeiro período enquanto as “Samurais” não encontraram forças para lutar mais e perderam por 54-66 pontos. “Não estamos frustradas, tivemos um mau jogo, jogamos cansadas desde o início”, resumiu Tamara Seda a jornalistas no final da partida que classificou Moçambique no 4º lugar deste Campeonato que foi reconquistado pela Nigéria, venceu o Senegal por 60-55 pontos. Com 79 pontos, uma média de 15 por jogo, Leia Dongue continua a ser a melhor basquetebolista moçambicana e foi eleita como uma das cinco melhores do torneio. Tamara Seda foi a melhor ressaltadora do Campeonato.