Mozambique

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  • 17 hours ago

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta terça-feira (24) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado com períodos de muito nublado. Possibilidade de chuvas fracas ou chuviscos dispersos ao longo da faixa costeira. Possibilidade de neblinas ou nevoeiros matinais. Vento de sueste a sudoeste fraco a moderado, soprando por vezes com rajadas na faixa costeira. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala céu pouco nublado com períodos de muito nublado. Possibilidade de chuvas fracas ou chuviscos dispersos na faixa costeira de Zambézia. Possibilidade de neblinas ou nevoeiros matinais, principalmente nas terras altas de Manica e Tete. Vento de leste a nordeste fraco a moderado. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu geralmente pouco nublado. Ocorrência de neblinas ou nevoeiros matinais. Vento de nordeste a noroeste fraco a moderado. Eis as temperaturas previstas: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 34 19 Xai-Xai 32 18 Inhambane 29 23 Vilankulo 29 19 Beira 29 22 Chimoio 26 16 Tete 33 21 Quelimane 29 22 Nampula 29 20 Pemba 32 22 Lichinga 25 13

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  • 1 day ago

O Barcelona, guiado por um espectacular Andrés Iniesta, recuperou este sábado a excelência e goleou 5 a 0 um Sevilha irreconhecível para revalidar o título da Taça do Rei de Espanha em futebol, a sua trigésima coroa e a quarta consecutiva. Apareceu na primeira final do Wanda Metropolitano a melhor versão do conjunto de Ernesto Valverde, muito distinta à qual lhe custou a eliminação da Champions em Roma, e não teve rival, porquê os homens de Vincenzo Montella delinearam muito pouca oposição, todo o contrário que ocorreu há dois anos, quando houve que chegar à prorroga. Aquela derrota no Olimpico romano obrigava ao Barcelona a tratar de paliar a tremenda decepção. O atingiu com rotundidade e até com uma lição de futebol mais que notável perante a que o quadro andaluz pouco ou nada pôde rebater. Coalhou um péssimo encontro do que se salvaram muito poucos. A concentração com a qual saiu o Barcelona, o esforço pela pressão e a recuperação rápida da bola, anunciou o que ia a acontecer. Os pupilos de Valverde, liderados por um magnífico Andrés Iniesta e pela magia de Leo Messi, foram um furacão que assolou a linha de flutuação do conjunto sevilhista, constantemente desbordado. Foi um cúmulo de despropósitos para os sevilhistas e o início perfeito para um Barcelona que, apesar a tentativa de reacção por meio unicamente de Jesús Navas, cavalgou para um novo título de forma indiscutível.

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  • 1 day ago

A Guarda Costeira da Líbia recuperou os corpos de onze migrantes que morreram durante uma tentativa de cruzar da costa oeste da Líbia para a Itália no domingo, disse um porta-voz. Mais de 80 migrantes sobreviveram ao incidente na cidade de Sabratha, no oeste do país, e os guardas costeiros os levaram de volta a Zawiya, cerca de 25 quilómetros ao leste, disse Ayoub Qassem, porta-voz da Guarda Costeira. Os migrantes eram de vários países da África subsahariana, segundo ele. A Líbia é o ponto de partida mais comum para os migrantes que tentam chegar à Europa por via marítima. Mais de 600 mil cruzaram o Mediterrâneo central para a Itália nos últimos quatro anos, a grande maioria da Líbia. Desde Julho do ano passado, houve uma queda acentuada nas travessias, já que as autoridades da Líbia, apoiadas pela Itália, pressionaram grupos locais para que parassem as travessias clandestinas e apoiassem a guarda costeira da Líbia para interceptar aqueles que deixassem o país. Países europeus também pressionaram para a redução dos fluxos para o sul da Líbia e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) enviou de volta 25 mil migrantes da Líbia para seus países de origem desde o início do ano passado. Cerca de 5.330 migrantes cruzaram a fronteira entre a Líbia e a Itália entre 1º de janeiro e 20 de abril deste ano, cerca de 85 por cento menos que em igual período de 2017, de acordo com o Ministério de Justiça da Itália.

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  • 1 day ago

As manifestações contra o governo na Nicarágua entraram em seu quinto dia neste domingo, enquanto o número de mortos pela violência aumentou e saques foram registados em algumas áreas, agravando a crise em torno do presidente de longa data, Daniel Ortega. A Cruz Vermelha disse que pelo menos sete pessoas morreram e centenas ficaram feridas nos protestos, enquanto uma organização de direitos humanos disse ter registado 25 mortes. As manifestações começaram na quarta-feira, desencadeadas por planos de elevar as contribuições dos trabalhadores à seguridade social e aposentadorias menores, disseram testemunhas da Reuters. Pelo menos duas marchas de protesto foram planejadas em Manágua neste domingo. Na noite de sábado, a mídia local informou que um repórter foi baleado e morto durante uma transmissão ao vivo de Bluefields, uma cidade na costa caribenha atingida pelas turbulências. Imagens gráficas do incidente logo se espalharam para mídias sociais e locais. A repressão da polícia contra os protestantes e restrições à mídia nos últimos dias alimentaram críticas mais generalizadas contra Ortega, que gradualmente aumentou sua influência sobre as instituições do país desde que retornou ao poder mais de 11 anos atrás.

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  • 1 day ago

Pelo menos seis pessoas das quais cinco mulheres morreram sexta-feira à noite, em Ouagadougou, capital do Burkina Faso, na sequência duma debandada provocada por uma pregação de um predicador muçulmano, anunciou a Polícia. A mesma fonte precisa que um inquérito foi aberto para determinar as circunstâncias da tragédia ocorrida no bairro de Somgandé de Ouagadougou. O presidente da Câmara Municipal de Ouagadougou, Armand Béouindé, que se deslocou ao local, apresentou as suas condolências às famílias enlutadas e desejou pronta recuperação aos feridos.

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  • 1 day ago

Mais uma Conta Geral do Estado (CGE) foi viabilizada pelos deputados do partido Frelimo na Assembleia da República (AR) que preferem ignorar as imensas irregularidades e ilegalidades ao nível do processo orçamental, na execução do Orçamento da receita e da despesa, na fiscalização da indústria extrativa, na gestão do património financeiro e na Dívida Pública que mais uma vez foram constatadas pelo Tribunal Administrativo e admitidas por alguns dos deputados do partido no Poder que lideram a 1ª e 2ª Comissão do Parlamento. “Persistem, no e-SISTAFE, registos de acréscimos e reduções de dotações orçamentais de alguns órgãos e instituições do Estado, sem documentos que os fundamentam” é a primeira irregularidade que se pode ler no Parecer da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade que indica também que “As transferências e redistribuições orçamentais continuam sendo efectuadas sem a observância das regras de delegação de competência, plasmadas no respectivo Decreto, anualmente aprovado pelo Conselho de Ministros”. A 1ª Comissão, chefiada pelo deputado do partido Frelimo Edson Macuácua, detectou ainda que “A Direcção Nacional da Planificação e Orçamento e as Direcções Provinciais da economia e finanças, na qualidade de unidade intermédias e de supervisão do subsistema do Orçamento do Estado, em alguns casos, não mantêm organizados os arquivos dos processos de alterações orçamentais por si registadas, no e-SISTAFE, e raras vezes comunicam aos órgãos e instituições, sobre o êxito ou não da alteração requerida”. No que respeita a execução do Orçamento da receita o Parecer nota que “Há contabilização de valores diferentes das receitas cobradas no ano, nos diversos Mapas e Tabelas da Conta Geral do Estado”; “Parte das Receitas de dividendos, efectivamente, pagas ao Estado no ano, nos exercícios de 2016, não registadas na Conta Geral do Estado”; e ainda “Algumas entidades de âmbito central não declararam a cobrança de receitas próprias previstas no Orçamento”. “Há pagamentos de despesas com recurso a verbas inapropriadas” Relativamente a fiscalização às actividades da Indústria Extractiva a Comissão dirigida por Edson Macuácua voltou a detectar que “Os valores dos impostos pagos, registados na CGE de 2016, são diferentes dos obtidos nas auditorias realizadas pelo tribunal, bem como dos facultados pela Direcção Geral de Impostos” e que os preços de referencia e taxas de câmbio utilizadas na produção de dados estatísticos “estão desactualizados”. No âmbito da execução do Orçamento da despesa a 1ª Comissão da Assembleia da República destaca, mais uma vez, que “Há pagamentos de despesas com recurso a verbas inapropriadas” e que “Na celebração dos contratos de fornecimentos de bens, prestação de serviços, empreitada de obras públicas, consultoria e arrendamento, não foram cumpridas as normas e os procedimentos instituídos sobre esta matéria, por parte das instituições auditadas”. Comissão dirigida por Eneas Comiche também aponta irregularidades e ilegalidades na CGE de 2016 Por seu turno a Comissão do Plano e Orçamento começa por referir a “Existência de divergências entre os dados da arrecadação de receitas dentro da Conta Geral do Estado. Em alguns momentos apresentam-se dados provisórios que constam do Relatório de Execução Orçamental de 2016 e noutros dados consolidados. Isto leva a uma incerteza sobre qual a informação a considerar na análise e pode induzir a erros de interpretação”. “Parte das receitas dos dividendos efectivamente pagos ao Estado, em 2016, não foram registados na CGE”, constatou a 2ª Comissão que notou persistir, tal como em Contas Gerais anteriores “a falta de previsão de receitas próprias e de alienação de bens”. A Comissão que é dirigida pelo deputado do partido Frelimo Eneas Comiche chamou atenção aos seus pares, e ao Governo de Filipe Nyusi, que “Os custos recuperáveis reportados pelas empresas Anadarko Moçambique Área 1, lda, e ENI Est Africa continuam sem serem certificados” e que ao nível da indústria do gás e petróleo há “divergência nos valores dos impostos pagos entre os registos na CGE de 2016, e os valores obtidos nas auditorias do TA e dos valores fornecidos pela Direcção Geral de Impostos”. Ainda sobre a indústria Extractiva o Parecer da Comissão parlamentar aponta que há “Atraso na instalação e funcionamento da Alta Autoridade para a indústria extractiva, criada pela Lei de minas nº 20/2014, de 18 de Agosto”, como aliás o @Verdade já havia revelado. No âmbito da despesa a Comissão do Plano e Orçamento da AR apurou que continua, tal como em Contas Gerais passadas, a haver o “registo de pagamento de despesas de anos anteriores, sem inscrição da verba apropriada nos respectivos orçamentos” e que mantêm-se “casos de não devolução de saldos finais à Conta Única do Tesouro”. Importa notar que parte do dinheiro que não entra na Conta Única do Tesouro o @Verdade revelou que é mantido pelo Governo em contas em bancos comerciais onde o seu uso acontece sem a fiscalização da Assembleia da República e do Tribunal Administrativo. Empresas Públicas não estão a reembolsar dos créditos obtidos por acordos de retrocessão “Existência de divergência entre montantes registados na CGE de 2016 sobre os desembolsos e reembolsos de empréstimos por acordos de retrocessão e nas empresas auditadas pelo Tribunal Administrativo” é outra irregularidade destacada pela 2ª Comissão da AR que volta a censurar ao Executivo pelo facto do “IGEPE continua a não deter o controlo da totalidade das parcelas do Estado no capital social das empresas, estando parte destas sob gestão dos ministérios sectoriais e outras entidades públicas”. A Comissão dirigida pelo deputado Eneas Comiche referiu ainda no seu Parecer sobre a CGE de 2016 que “Existe um reduzido nível de reembolso dos créditos concedidos por acordos de retrocessão; não tendo as empresas TDM, Ara Sul, CFM efectuado qualquer reembolso entre 2013 e 2016” e que “Nas auditorias realizadas à Direcção Nacional de Património do Estado e ao IGEPE, verificou-se a existência de incumprimento dos pagamentos das prestações vencidas na alienação do património do Estado e na aquisição das participações do Estado em empresas, nos termos da adjudicação”. No que ao Património do Estado diz respeito a Comissão do Plano e Orçamento da AR detectou que continua a não haver “actualização do inventário”; “Deficiência no preenchimento das fichas de inventário”; “Falta de regularização dos títulos de propriedade e apólices de seguro dos imóveis e veículos do Estado”; “Fraco mecanismo de identificação dos imóveis do Estado”; e ainda há “Ausência de base de dados das entidades responsáveis pela gestão, registo, controlo e alienação dos imóveis do Estado”. Sobre a Dívida Pública a 2ª Comissão destaca que “Os indicadores de sustentabilidade da Dívida Pública ultrapassaram os limites estabelecidos pelo Banco Mundial e FMI”, sem no entanto referir que tal aconteceu porque as dívidas ilegais da Proindicus, EMATUM e da MAM já estão a ser contabilizadas como Dívida do Estado moçambicano no seguimento da sua incorporação na Conta Geral do Estado de 2014 e de 2015 pelos deputados do partido Frelimo.

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  • 1 day ago

A União Desportiva do Songo vai enfrentar o RS Berkane do Marrocos, o El Masry do Egipto e o El Hilal do Sudão no grupo B da Taça da Confederação Africana de futebol (CAF) “Nós vamos ser um outsider completamente, somos miúdos nestas andanças, é o nosso segundo ano nas competições africanas”, reagiu Chiquinho Conde ao sorteio. Realizado no passado sábado (21) na sede da instituição que gere o futebol no nosso continente o sorteio da fase de grupo da Taça CAF ditou que o campeão moçambicano vai enfrentar equipas do “Magreb”. No próximo dia 4 de Maio viaja para o Egipto e depois recebe os marroquinos na Beira, no dia 15 de Maio, antes de voltar ao Sudão a 17 de Julho onde encerra a 1ª volta. Confira a composição de cada um dos grupos: Grupo A ASEC Mimosas (Costa do Marfim) Raja Club Athletic (Marrocos) AS Vita (RD Congo) Aduana (Gana) Grupo B RS Berkane (Marrocos) El Masry (Egipto) UD Songo (Moçambique) El Hilal (Sudão) Grupo C Enyimba (Nigéria) Williamsville (Costa do Marfim) CARA (Congo) Djoliba (Mali) Grupo D Rayon Sports (Ruanda) USM Alger (Argélia) Young Africans (Tanzânia) Gor Mahia (Quénia) Estratégia vai ser “começarmos bem é tentarmos não perder fora” Para Chiquinho Conde “não havia muito por onde escolher, não conhecemos ainda bem as equipas que estão no nosso grupo, vamos tentar identificar agora, principalmente a equipa do Egipto”. “Sabemos que está na recta final do seu campeonato, está no 7º lugar, de qualquer forma é um campeonato muito forte e muito competitivo, poderão os jogadores estarem numa fase decrescente de fadiga em termos competitivos, não sei, é uma surpresa mas vamos preparar o jogo com calma, estudar minuciosamente juntamente com o jogadores para começarmos muito bem”, aclarou o treinador da União Desportiva do Songo. De acordo com Conde a estratégia vai ser “começarmos bem é tentarmos não perder pelo menos fora, mesmo sabendo o Egipto é poderoso. Já aprendemos com os nossos erros e pode ser que depois, mesmo trazendo um percalço consigamos rectificar as coisas naquele que é, eu digo, o talismã da nossa equipa que é o Caldeirão (em alusão ao campo do Ferroviário da Beira)”. Sobre o regresso ao Sudão, “é uma equipa forte, já jogou com o Ferroviário (da Beira) mas jogou no ano passado e este ano se calhar alterou alguns elementos da sua estrutura, vamos com calma ver e analisar melhor de modo a que tenhamos melhor conhecimento para levar, não digo de vencida, mas pelo menos fora não perder o jogo e depois tentar ganhar em casa. O nosso plano tem sido assim, as coisas têm estado a correr bem”. Questionado sobre as chances dos campeões nacionais Chiquinho Conde não tem ilusões mas tem ambições. “Nós vamos ser um outsider completamente, somos miúdos nestas andanças, é o nosso segundo ano nas competições africanas. No primeiro ano ganhamos experiência, começamos tarde, este ano as coisas funcionam de maneira diferente mesmo tendo saído na eliminatória um tamanho poderoso como o TP Mazembe foi um sabor amargo tudo aquilo que se passou lá e a prova cabal que nós podemos também ombrear com os grandes foram os resultados que nós fizemos na Beira, golos limpinhos e bem conquistados e isso ajuda também para o crescimento da equipa”.

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  • 1 day ago

Por volta das 08h00 da manhã de sábado (21), mais uma vez, a insensatez ao volante podia ter custado a vida de quase meia centena de pessoas na capital moçambicana. Um sinistro rodoviário ocorrido no bairro de Magoanine, concretamente na zona de CMC, deixou 42 vítimas, 15 das quais em estado grave. Até ao fecho desta edição não havia registo de óbitos, mas uma avaliação dos médicos do maior hospital de Moçambique sugeria que pelo menos nove cidadãos teriam, desde aquele dia, suas vidas transformadas em pesadelo. O sinistro, que segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM) resultou da inobservância de algumas das regras elementares de trânsito, deu-se na Estrada Circular de Maputo e envolveu cinco viaturas, das quais uma carinha de caixa aberta, três minibuses de transporte de passageiros e uma viatura ligeira. Este desastre, a partir do qual alguns compatriotas terão as suas vidas completa ou parcialmente dependentes de terceiros, é um caso concreto do tipo de condução que não deveria acontecer nas estradas do país nem em qualquer outra parte do mundo, mormente porque não faltam advertências e apelos para a necessidade de se pautar por um condição defensiva. E se todos aqueles que se põem ao volante de um veículo colocassem a mão na consciência e pensassem nas consequências deste tipo de drama, talvez milhares de vidas seriam poupadas. Guilherme Quemelo, membro da brigada da Polícia de Trânsito (PT) que acorreu ao local, explicou que a carinha de caixa aberta cortou prioridade a um dos minibuses, que circulava a alta velocidade. Ao ser cortado prioridade, o motorista do referido miniautocarro tentou, sem sucesso, evitar a desgraça. Ele embateu violentamente num outro minibus e, de seguida, projectou-se contra uma barreira de protecção de um poste de iluminação pública, instalado no separador central da via. Antes de atingir outras viaturas em circulação noutra faixa de rodagem, o mesmo minibus ziguezagueou, cambaleou e acabou na horizontal, bloqueando por completo a estrada. Para além de pessoas estateladas e gritando pela ajuda, vários destroços espalharam-se pelo chão regado de sangue, combustível, óleo e outros lubrificantes dos veículos envolvidos na tragédia. O trânsito ficou condicionado por pelo menos mais de uma hora e foi necessária a intervenção do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) e de outras viaturas particulares de reboque para normalizar a situação. Os dois minibuses transformaram-se em sucatas e irreconhecíveis e houve também danos avultados nas outras três viaturas. O pior não aconteceu à vítimas graças à ponta intervenção dos transeuntes e moradores daquela zona residencial. Algumas carinhas de caixa aberta, vulgarmente conhecidas por my love, foram mobilizadas em socorro aos sobreviventes. Madalena Manjate, do Serviço de Urgência no Hospital Central de Maputo (HCM), confirmou que 42 feridos deram entrada naquela unidade sanitária. Dos doentes em questão, nove sofreram fraturas múltiplas e, destes, quatro com fraturas expostas, “o que significa” que foram urgentemente submetidos à cirurgia para estabilizá-los. “Temos uma vítima que, infelizmente, sofreu amputação do membro inferior esquerdo e está na sala de reanimação”, disse a médica, acrescentando que outros cinco pacientes tiveram “traumatismo abdominal fechado” e outros ainda contraíram fraturas na face e foram assistidas por um especialista maxilo-facial. A situação relatada por aquela médica movimentou as equipas de “radiologia, maxilo-facial, ortopedia, cirurgia e reanimação”. Algum automobilista ou passageiro imagina não mais poder caminhar ou ver num abrir e fechar de olhos? Eis parte do destino reservado a alguns concidadãos envolvidos naquele sinistro.

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  • 1 day ago

Um golaço de Luís Parkim no “ninho” do Costa do Sol deu uma preciosa vitória a União Desportiva do Songo, contra um rival na luta pelo título, e ainda catapultou os campeões para a liderança do campeonato nacional que continua interrompido devido a crise financeira, aproveitando a derrota do Ferroviário de Maputo diante da UP em Manica. “Controlamos o jogo, na 1ª parte podíamos ter feito dois ou três, demos um autêntico chocolate”, afirmou Chiquinho Conde cuja equipa ainda tem um jogo em atraso e pode dilatar a vantagem na frente do Moçambola. Os “hidroeléctricos” entraram melhor para o relvado sintético dos “canarinhos”, assumindo as rédeas da partida atrasada da 6ª jornada como se nem sequer tivessem feito uma viagem de cerca de 10 horas do Sudão onde ganharam direito a continuar na Taça CAF. O veterano Hélder Pelembe foi o primeiro a rematar a baliza e antes do quarto de hora a União podia ter inaugurado o placar não tivesse um defensor do Costa do Sol cortado de cabeça sobre a linha de golo um remate de Kambala, na sequência do primeiro pontapé de canto da partida. Na segunda vaga dessa jogada Parkim apareceu bem posicionado na área mas demorou muito a decidir rematar e a defesa limpou. Os anfitriões, que tinham tido de substituir Hilário lesionado por Nené, só chegaram a área de Leonel perto do minuto 20 quando Isac chutou fraco. Em mais um ataque dos campeões, Salomão cortou atabalhoadamente um cruzamento e a bola tocou na sua mão, Celso Salvação não hesitou e assinalou o castigo máximo. Hélder Pelembe sem convicção chutou para a defesa de Guirrugo. No minuto 34 Parkim cabeceou perto da baliza de Guirrugo, na sequência de um pontapé de canto marcado por Kambala. Minutos depois o guarda-redes “canarinho” fez nova defesa monumental negado o golo a Hélder Pelembe. Mas no minuto 41 Luís Parkim brilhou no “ninho” onde despontou para o futebol. Recebeu a bola no flanco esquerdo, sempre olhando para a baliza aguentou a pressão dos seus opositores, fletiu para a zona central e com o pé direito armou um remate colocado que se foi anichar no canto superior direito de Guirrugo. Como seria de esperar o Costa do Sol voltou do descanso a procura do empate mas de forma pouco clarividente. Isac vinha para o meio campo tentar buscar jogo, Terence estava completamente anulado pelo flanco e a bola quase nunca chegava em boas condições a Sibala. A União deixava os “canarinhos” jogarem e fechava bem os caminhos para a baliza de Leonel. Perto da meia hora Chiquinho tirou Pelembe e lançou Chelito para dar novo gás ao contra-ataque e suster o ímpeto atacante do Costa do Sol que dava cada vez mais trabalho a Leonel mas até ao apito final nunca conseguiu realmente colocar em causa a vitória dos “hidroeléctricos”. “Foi uma vitória fantástica e inequívoca de uma equipa que está a crescer como equipa porque já consegue dominar dois momentos do jogo que são extremamente fundamentais que são defesa – ataque e ataque – defesa. A equipa soube baixar as linhas quando achou que devia que baixar, achou que devia subir na altura certa e isso é que é para um treinador é motivo de satisfação e orgulho. Perceber o jogo, estudar o jogo, estudar o adversário, viu-se nitidamente que algumas pedras fundamentais do Costa do Sol foram anuladas”, analisou Chiquinho Conde o jogo. Para o treinador da União Desportiva do Songo o “Costa do Sol não sabe jogar em ataque planeado e nós, ao fechar os corredores, eles bombeavam as bolas e nós com dois centrais altos ganhávamos a bola de frente e era só uma questão de qualidade na saída do passe para o contra-ataque. Nem sempre conseguimos fazer com classe, também o estado do campo não ajuda muito, de qualquer forma valeu a intenção, a ideia do jogo está lá e para é um orgulho porque os jogadores foram fantásticos depois de uma viagem longa e desgastante, um conquista inédita, vir jogar hoje aqui”. “Docentes” de Manica derrotam Ferroviário de Maputo “Controlamos o jogo, na 1ª parte podíamos ter feito dois ou três, demos um autêntico chocolate é preciso dizer isso, os jogadores conseguiram reter a bola e conseguiram descansar com a bola, então quando é assim é eu só posso ficar satisfeito”, concluiu Chiquinho ainda sem saber que a sua equipa além da vitória conseguira passar para a liderança do Moçambola. É que em outra partida atrasada os “locomotivas” de Maputo, então líderes isolados, foram derrotados pelos “docentes” de Manica que não saíram da zona de despromoção mas juntaram-se a um quinteto. O outro representante de Manica, os “fabris” da Soalpo, impôs um empate ao cada vez mais aflito Maxaquene que reparte a última posição com outras cinco equipas. Dário com um remate de fora da área abriu o placar para o Textáfrica. Valeu a equipa de Antoninho um bom remate de primeira de Manuelito na sequência de um pontapé de canto. Eis os resultados das partidas que concluíram este domingo a disputa da 6ª jornada do Moçambola: Maxaquene 1-1 Textáfrica de Chimoio Incomáti 0-0 Ferroviário de Nampula Desportivo de Nacala 0-0 Liga Desportiva de Maputo UP de Manica 1-0 Ferroviário de Maputo Costa do Sol 0-1 União Desportiva do Songo Haviam sido jogadas no fim-de-semana passado as partidas: ENH de Vilanculo 0-2 Clube de Chibuto 1º de Maio de Quelimane 1-1 Ferroviário da Beira Sporting de Nampula 2-1 Ferroviário de Nacala   Ainda com questões logísticas por acordar o Moçambola permanece por retomar com a classificação assim reordenada: CLUBES J V E D BM BS P 1º União Desportiva do Songo 5 4 1 0 8 1 13 2º Ferroviário de Maputo 6 4 0 2 9 6 12 3º Liga Desportiva de Maputo 6 3 2 1 6 4 11 4º Ferroviário da Beira 6 2 4 0 10 4 10 5º Ferroviário de Nampula 6 2 3 1 7 4 9 5º G.D.R.Textafrica 6 2 3 1 8 8 9 7º Costa do Sol 6 2 2 2 5 3 8 7º Clube do Chibuto 5 2 2 1 7 5 8 9º Ferroviário de Nacala 6 2 1 3 5 7 7 9º 1º de Maio de Quelimane 6 2 1 3 6 9 7 11º G.D.Incomati 6 1 3 2 2 3 6 16º Desportivo de Nacala 6 1 2 3 3 4 5 16º Maxaquene 6 1 2 3 6 8 5 16º Universidade Pedagógica de Manica 6 1 2 3 3 6 5 16º ENH de Vilanculo 6 1 2 3 3 8 5 16º Sporting de Nampula 6 1 2 3 4 12 5

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  • 1 day ago

Uma funcionária da Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações em Inhambane encontra-se no banco dos réus, desde a última quinta-feira (19), por desvio de 340 mil meticais, durante a requisição de combustível para as viaturas dos seus superiores hierárquicos, quando era chefe do Departamento de Finanças naquela instituição do Estado. Com o beneplácito de algum “camarada”, a visada até devassava as contas daquela entidade, pese embora não tivesse habilidades para o efeito. Trata-se de Mariamo Aligy, que diante do tribunal admitiu que, apesar de ostentar o título de contabilista, não era e nunca o foi. Apenas assumiu o cargo de chefe do Departamento de Finanças por confiança, e não por competência. Todavia, ela não disse quem a colocou naquela função. Julgado no âmbito do processo sumário número 07/18, a ré disse que por orientação dos seus chefes, não só efectuava requisição de combustível para as viaturas dos seus superiores hierárquicos, como também entrava no sistema e transferia dinheiro da instituição. Durante esse processo, a visada aproveitava pagar outras despesas da Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações sem o conhecimento e consentimento da respectiva diretora. Mariamo Aligy confirmou o roubo ao Francisco Simão, actual chefe do Departamento da Administração e Finanças na Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações em Inhambane. Este contou, por sua vez, ao tribunal, que não percebe por que motivo foram feitas transferências de dinheiro se a entidade tinha outro fundo para combustível. Aliás, a Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações tinha combustível suficiente para funcionar sem sobressaltos no período em que o desfalque aconteceu. Francisco Simão compareceu ao tribunal na qualidade de declarante, a par da secretária da directora Provincial dos Transportes e Comunicações, Olinda António. Esta disse que, certas vezes, entrava igualmente no sistema de pagamentos da instituição a mando da ré Mariamo Aligy, que ordenava ainda que se fizesse transferência de fundos em função das requisições que apresentava. Isaías Carlos, também declarante, afirmou que ele é motorista daquela instituição. Contudo, internamente teve influências e amizades que lhe permitiam averiguar a origem e o paradeiro do dinheiro antes de ser transferido para o pagamento de combustível. A sessão de julgamento prossegue na quinta-feira (26), dia em que o tribunal irá ouvir os declarantes que faltaram na primeira audiência, nomeadamente Nelcia Alfredo e Américo Rafael.