Mozambique

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  • 1 day ago

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o seguinte estado do tempo para esta quarta-feira (22) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado, localmente muito nublado. Possibilidade de chuvas fracas a norte das províncias de Niassa. Neblinas e nevoeiros locais. Vento de sueste fraco a moderado. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala céu pouco nublado temporariamente nublado. Possibilidade de chuviscos dispersos na costa da Província da Zambézia. Neblinas e nevoeiros principalmente nas terras altas do interior e ao longo do vale do Zambeze. Vento de sueste a sudoeste fraco a moderado. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu pouco nublado com períodos de muito nublado. Possibilidade de chuvas fracas ou chuviscos dispersos na zona costeira. Vento de sueste fraco a moderado, soprando por vezes com rajadas. Eis as temperaturas previstas: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 28 17 Xai-Xai 27 18 Inhambane 28 19 Vilankulo 27 18 Beira 29 18 Chimoio 26 13 Tete 31 20 Quelimane 29 18 Nampula 27 19 Pemba 30 22 Lichinga 25 14

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  • 2 days ago

O Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), através da Inspecção Geral do Trabalho (IGT) na sequência de denúncias efectuadas pelas empresas Ourivesaria Kawaai e Gozo Azul, sedeadas na Ponta de Ouro, distrito de Matutuine, reportando um caso de corrupção, iniciou um processo exaustivo de averiguação, tendo para o efeito deslocado uma equipa àquele distrito, com vista à audição dos representantes das empresas denunciantes, do inspector chefe da delegação da IGT da província de Maputo e de outros intervenientes no processo. Tendo em conta a legitimidade da denúncia, bem como os fundamentos arrolados, a Inspecção Geral do Trabalho decidiu instaurar processos disciplinares contra dois inspectores da delegação da província de Maputo, para a sua responsabilização.

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  • 2 days ago

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) lançou nesta segunda-feira (20) a Oferta Pública de Venda (OPV) das suas acções numa corrida contra o tempo para garantir o cumprimento da promessa de Filipe Nyusi, que está a pouco meses de terminar o seu 1º mandato. Porém ,em vez dos 7,5 prometidos em 2017 pelo Chefe de Estado, estarão disponíveis na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) apenas 2,5 por cento do capital social da HCB cujos Administradores deram a entender não estarem muito preocupada com o valor que poderão obter dessa venda que é destinada apenas a cidadãos e empresas nacionais. Enfim arrancou o processo público que irá culminar a 12 de Julho com a admissão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa na Bolsa de Valores de Moçambique. “Tem início hoje o processo de comunicação, divulgação desta operação, estendendo-se por um período de 4 semanas, a partir de 17 de Junho até 12 de Julho de 2019, todos os cidadãos, empresas e instituições nacionais com apetência e que sejam elegíveis poderão fazer a sua subscrição para a compra de acções da HCB”, declarou o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa, Pedro Couto. Esta OPV, que segundo Couto pretende alcançar “maior inclusão económica dos moçambicanos e acrescentar valor a expressão muito conhecida Cahora Bassa é nossa” e tornar a empresa “, é apenas para moçambicanos que sejam trabalhadores da HCB, pequenos investidores singulares, grandes investidores singulares, empresas onde os capitais nacionais sejam superiores a 50 por cento e fundos de pensão. O custo inicial de cada acção é de 3 Meticais. Investidores da BVM ouvidos pelo @Verdade garantem que é um bom investimento, a possibilidade de lucro é garantido e muito grande, comparando por exemplo com empresas de dimensão bem menor mas cujas acções estão hoje cotadas em 160 Meticais, caso das Cervejas de Moçambique, ou 900 Meticais, que é quanto valorizaram cada acção da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos. No entanto esta Oferta Pública de Venda inicial contraria a promessa que Filipe Nyusi fez a 26 de Novembro de 2017, no Songo, de dispersar 2.060.661.944 acções correspondentes a 7,5 por cento do capital social da Hidroeléctrica de Cahora Bassa. Nesta primeira tranche a hidroeléctrica que produz energia para os sul-africanos vai apenas colocar no mercado 686.887.315 acções ordinárias, nominativas e escriturais, correspondentes a 2,5 por cento do seu capital social. HCB não revela quando pretende obter com Oferta Pública de Venda Couto explicou a jornalistas que após esta primeira tranche, “segue-se após um processo de avaliação como foi executado e analisa-se o momento de realização das tranches subsequentes”. “As razões que levaram a definição de uma tranche inicial são sobejamente conhecidas, o mercado de capitais ainda é inicial e a operação da HCB com 7,5 por cento da acções cotadas em bolsa é uma mudança grande em termos de envergadura e complexidade de acção, e a necessidade de inclusão obriga-se que se faça um processo de divulgação e aprendizagem dos cidadãos ou dos investidores nacionais”, tentou explicar o PCA. No discurso que fez durante a cerimónia pública que aconteceu na Cidade de Maputo, Pedro Couto afirmou que a cotação da HCB em Bolsa “representa um pilar adicional da consolidação do processo de gestão deste empreendimento, alicerçando-se assim cada vez mais a transparência e aderência às boas práticas internacionais de gestão corporativa, visto que passará a estar mais exposta ao escrutínio público”. Porém a Hidroeléctrica de Cahora Bassa continua a não revelar completamente várias nuances da sua gestão a começar pelo preço de venda de energia a Eskom, o @Verdade apurou que ronda os 0,51 cêntimos do Dólar por quilowatt/hora, dez vezes menos do que o preço que vende à Electricidade de Moçambique. Paradoxalmente a participação de 85 por cento do Estado Moçambicano na HCB é feita através da Companhia Eléctrica do Vale do Zambeze (CEZA), uma Sociedade Anónima que tem como único accionista a deficitária Electricidade de Moçambique e que foi criada para a gestão do serviço da dívida com os credores da reversão. Oficialmente a reversão ficou concluída em 2017. Além disso, questionado pelo @Verdade sobre quanto dinheiro a empresa que dirige pretende obter com esta OPV, o Presidente do Conselho de Administração da HCB passou o microfone primeiro para o representante do Banco BIG, Joel Rodrigues que afirmou que “é difícil falar dos 7,5 por cento”. Resultados da HCB em 2018 são o dobro do valor base da venda de 2,5 por cento de acções Diante da insistência do @Verdade, afinal a abertura do capital na BVM é divulgada como uma fonte de financiamento alternativa aos bancos, o Administrador Financeiro da hidroeléctrica, Manuel Gameiro, começou por esclarecer que: “fonte de financiamento alternativa é um dos objectivos, entretanto a empresa persegue outros objectivos com esta transacção, para além da inclusão temos a questão, que é fundamental para uma empresa da dimensão da HCB, que é a consolidar o processo de aderência da empresa as boas práticas internacionais, que é um pilar fundamental para o crescente aumento da credibilidade da empresa junto de financiadores, fornecedores”. “Há-de recordar que a HCB é uma empresa de capital intensivo, a demanda recursos financeiros avultados quer para realizar investimentos de manutenção, de modernização, como para realizar investimentos de expansão e diversificação do seu negocio. Só para lhe dar uma ideia, só para o Capex Vital, que é o projecto imediato de modernização, estamos a falar de uma magnitude de cerca de 500 milhões de Euros. Portanto não existe outra alternativa para uma empresa como a HCB senão ter acesso permanente ao financiamento no mercado financeiro internacional, hoje a questão da credibilidade é fundamental”, acrescentou Gameiro. Manuel Gameiro admitiu que “é verdade que hoje a empresa pode não ter uma grande necessidade como tal, financeiramente a empresa está numa posição bastante saudável, mas tem projectos e tem ambições de médio e longo prazo de tornar-se numa empresa de referencia internacional, significa demandar fundos avultados para suportar os seus projectos. Portanto começar a criar hoje esse mercado de capitais para que a empresa a médio e longo prazo se beneficie da liquidez que será criada nesse segmento de mercado”. Ainda não foram tornadas públicas as Demonstrações Financeiras de 2018 da HCB contudo a empresa indica que fechou o exercício com um resultado líquido de 4,6 biliões de Meticais, o dobro do valor base a ser arrecada com a venda de 2,5 por cento de acções a 3 Meticais. Ademais a Hidroeléctrica de Cahora Bassa prevê duplicar esse resultado líquido em 2019, para 8,6 biliões de Meticais, e chegar a 2021 com lucros de 10 biliões de Meticais.

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  • 2 days ago

O Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou nesta segunda-feira (21) a projecção avançada pelo @Verdade que a economia de Moçambique vai desacelerar para 1,8 por cento devido ao impacto do Ciclone IDAI. Contudo Ari Aisen projecta “uma recuperação para 6 por cento liderada muito pela agricultura”. Enquanto o Governo continua por rever em baixa o impacto do Ciclone Idai na economia nacional o FMI reviu o cenário macroeconómico de Moçambique. “Tanto o Idai como o Kennth vão causar uma revisão na taxa de crescimento, a nossa projecção era de 3,8 por cento antes do Idai acontecer, hoje a nossa projecção é de 1,8 por cento, claramente uma queda do desempenho da economia moçambicana esse ano, mas uma recuperação para 6 por cento liderada muito pela agricultura”, indicou o representante do Fundo em Moçambique. Ari Aisen, que apresentou em Maputo as Perspectivas Económicas para África Subsariana e Moçambique, disse que o impacto destas Calamidades Naturais: “É o que a gente chama ajuste em V, a verdade é um desempenho em V”. A boa notícia, de acordo com o representante do FMI é que “não é um choque que vai requerer muitos anos de crescimento para poder compensar”. Após a queda de 2019 e a retoma em 2020 o Fundo Monetário perspectiva que a economia moçambicana volte “para os 4 por cento, antes dos grandes projectos onde o crescimento dispara”, para 9,2 em 2023 e ultrapassa os 11,5 por cento em 2024, quando o projecto de exploração de gás natural na Área 1 da Bacia do Rovuma deverá entrar na fase de produção e exportação. Entretanto o @Verdade questionou ao representante do FMI como é que a agricultura, envolta em tantos desafios e com taxas de produção baixas, vai liderar o crescimento económico já em 2020 se em 2018 contribuiu para o Produto Interno Bruto com 0,9 pontos percentuais e essa deverá voltar a ser a contribuição a partir do próximo ano. “Quando você tem uma base estatística que cai muito, vinha com produção agrícola e depois há uma contracção, se restaurar a produção que havia anteriormente a taxa de crescimento será logo maior do que a anterior”, explicou Aisen.

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  • 2 days ago

A pouco menos de 1 mês de ser anunciado o maior investimento directo estrangeiro de sempre em Moçambique o Governo de Filipe Nyusi continua a adiar a Lei de Conteúdo Local para proteger as empresas moçambicanas. “Fizemos as alterações que foram recomendadas e estamos a devolver para os tomadores de decisão”, revelou ao @Verdade o diretor nacional de Estudos Económicos e Financeiros no Ministério da Economia e Finanças. No próximo dia 18 de Junho a Anadarko Petroleum Corporation, e os seus parceiros no consórcio que vai explorar o gás natural existente na Área 1 do Bloco do Rovuma, vão anunciar a Decisão Final de investir 26,5 biliões de Dólares norte-americanos em Moçambique, mais do que foi investido por todos projectos nos últimos 5 anos. Durante o ano passado pelo menos 270 novas empresas estrangeiras registaram-se em Moçambique de olho nos negócios que os investimentos do gás natural na Província de Cabo Delgado vão demandar. As petrolíferas deixaram claro que consideram empresa moçambicana todas aquelas registadas no nosso país independentemente dos sócios serem estrangeiros, e o Governo calou-se. Tal como o anterior, que deu início a preparação da lei que poderá impor a presença do sector privado moçambicano como fornecedor de serviços e bens das petrolíferas, o Executivo de Filipe Nyusi vai atrasando a aprovação de um dispositivo legal que já tem idade de adolescente. Nesta segunda-feira (20), director nacional de Estudos Económicos e Financeiros no Ministério da Economia e Finanças, Vasco Nhabinde, entidade que liderou a preparação com a Confederação das Associações Económicas, admitiu ao @Verdade que “a bola está do lado do Governo, fizemos as alterações que foram recomendadas e estamos a devolver para os tomadores de decisão”. “Esteve no Conselho Económico (do Conselho de Ministros), foi debatida, foi recomendado fazer algumas alterações, sobre as quais nós já trabalhamos, vai ser devolvida ao Conselho Económico penso que daqui a mais uma semana e dali dependerá da decisão que o Conselho Económico e Social fizer para avançar”, revelou Vasco Nhabinde. O representante do Minstério da Economia e Finanças esclareceu ao @Verdade que “o draft que existe até hoje é de consenso com o sector privado, portanto aquilo que é a posição do sector privado ao nível técnico com o sector público estamos harmonizados”. Recorde-se que discursando na XVI Conferência Anual do Sector Privado o Presidente Filipe Nyusi afirmou que a Lei de Conteúdo Local dependia da boa vontade das petrolíferas que vão explorar o gás natural existente no Bloco do Rovuma.

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  • 2 days ago

A carga manuseada nos portos nacionais conheceu um crescimento de cerca de 35%, no presente quinquénio. Em 2018, os portos moçambicanos manusearam cerca de 46 milhões de toneladas, contra cerca de 34 milhões em 2014. Do ponto de vista de contribuição de cada unidade portuária, o Porto de Maputo destaca-se, quer no volume da carga manuseada, quer na consolidação dos seus ritmos de crescimento, durante o quinquénio. Só em 2018, de um total de 46 milhões de toneladas manuseadas em todos os portos nacionais, o Porto de Maputo manuseou cerca de 19.5 milhões de toneladas, o equivalente a cerca de 42%. Esta informação foi revelada esta segunda-feira, 20 de Maio, pelo ministro dos Transportes e Comunicações, quando procedia à inauguração de cinco simuladores de guindastes, para a formação de operadores de máquinas, no futuro Centro de Formação Portuária do Porto de Maputo. O investimento neste equipamento tecnológico, dotado de softwares que permitem a simulação de operação de máquinas consoante as necessidades do porto, enquadra-se na estratégia de formação profissional da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC). Na ocasião, Carlos Mesquita referiu que os simuladores, ora inaugurados, sinalizam uma decisão muito importante para o desenvolvimento da actividade de formação portuária: “É nossa expectativa que contribuam para a melhor profissionalização dos trabalhadores, para atingirem cada vez mais melhores índices de eficiência do Porto de Maputo”, disse. O governante encorajou os gestores da MPDC a implementarem a sua estratégica iniciativa de criação de um centro de ensino técnico-profissional para operadores portuários, que vai colmatar não só as necessidades do Porto de Maputo, mas de todos outros operadores portuários do País. “Nessa perspectiva, exortamos a todos os intervenientes do ramo portuário a se juntarem e acarinharem esta iniciativa da MPDC, formando as necessárias sinergias, para evitar a duplicação de esforços na área de formação portuária que temos verificado, desde o encerramento da Escola Ferro-Portuária, em 2002”, frisou. A ausência de uma unidade de formação no País, conforme sustentou Carlos Mesquita, leva a que cada gestor portuário invista na formação de técnicos especializados para operarem equipamento portuário, suportando os elevados custos e demais constrangimentos daí decorrentes. Refira-se que a inauguração dos simuladores de guindastes foi testemunhada pelo vice-ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Oswaldo Petersburgo, e do secretário permanente do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Celso Laice.

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  • 2 days ago

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê o seguinte estado do tempo para esta terça-feira (21) em Moçambique: nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula céu pouco nublado, localmente muito nublado. Possibilidade de chuvas fracas a norte das províncias de Cabo Delgado e Niassa. Neblina e nevoeiro locais. Vento de sudoeste a sueste fraco a moderado. Para as províncias de Tete, Zambézia, Manica e Sofala céu pouco nublado sendo nublado na faixa costeira. Possibilidade de chuviscos dispersos. Neblinas e nevoeiros principalmente nas terras altas do interior e ao longo do vale do Zambeze. Vento de variável fraco a moderado. Nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo céu limpo passando a nublado. Possibilidade de neblinas e nevoeiros locais. Vento de nordeste a noroeste fraco a moderado rodando para sueste soprando por vezes com rajadas na faixa costeira de Maputo. Eis as temperaturas previstas para hoje: Cidade Tempo Máx ºC Mín ºC Maputo 29 17 Xai-Xai 28 16 Inhambane 28 19 Vilankulo 28 18 Beira 28 19 Chimoio 26 14 Tete 31 20 Quelimane 29 19 Nampula 28 19 Pemba 30 22 Lichinga 25 14

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  • 3 days ago

O gás natural extraído em Inhambane nunca foi transformado em LPG (Liquefied Petroleum Gas ou GPL Gás liquefeito de Petróleo), e usado para cozinhar em Moçambique. “O gás de cozinha vem de diversas fontes, recebemos da Nigéria, já recebemos do Chile” revelou ao @Verdade o director da IMOPETRO, João Macandja. Apesar de estar a ser usado na produção de energia eléctrica o gás de Pande e Temane também não tem contribuído para a redução da factura que os moçambicanos pagam à Electricidade de Moçambique. Os moçambicanos não percebem porque razões sendo o país produtor de gás natural, desde 2001, o preço das botijas de gás não se torna mais barato e que motivos ditam a escassez do combustível em alguns períodos. A verdade é que grande parte do gás natural extraído pela petrolífera Sasol é exportado para a África do Sul e não é o adequado para ser transformado em gás de cozinha. Existe algum gás natural que é canalizado para cerca de 2 mil famílias na Província de Inhambane mas a sua massificação para o resto dos moçambicanos não tem viabilidade económica. “O gás natural, aquele que é extraído em Temane, chama-se LNG” começou por esclarecer ao @Verdade o director da Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO), explicando que “é completamente diferente do gás usado nas botijas, nós estamos a usar o liquefeito, que é derivado de petróleo, um sub produto das refinarias de crude”. João Macandja clarificou que o LPG/GPL usado em Moçambique é uma mistura de probano e butano, “é a nossa especificação, tem a ver com o tipo de equipamentos que temos aqui, tem a ver com as temperaturas de África”. O director da IMOPETRO revelou que até 2012 o gás de cozinha era importado da África do Sul, “vinha da refinaria da Engen ou da refinaria da Sasol, que produzem a partir de carvão” em camiões cisterna. “Os volumes começaram a subir, hoje é quase impossível pensar que aquilo que Moçambique consome de gás (de cozinha) pode ser importado da África do Sul via camião. Nós estamos com um consumo hoje em dia de 150 toneladas, para as termos deveríamos receber no mínimo 8 camiões cisterna (de 20 toneladas) por dia, o que é um pesadelo, só para descarregar cada um demora 4 horas, e depois era preciso fazer o enchimento das botijas”, disse Macandja. De acordo com o nosso entrevistado Moçambique deixou de importar gás de cozinha da África do Sul “quando a Petromoc investiu na infra-estrutura de armazenam de cerca de 3 mil toneladas de GPL (na Matola), nessa altura deixamos de importar de camião (...) Na verdade o que nós passamos a ter é o efeito de economia de escala, a partir da altura em que começamos a lançar concursos para segmentos maiores”. Gás de Pande e Temane também não tem contribuído para a redução da factura que os moçambicanos pagam à EDM Portanto o gás natural extraído em Temane e Pande não serve as cozinhas dos moçambicanos, salvo uma pequena minoria que em Inhambane recebe-o canalizado, da produção anual que ronda os 185 milhões de gigajoules apenas 6 milhões de gigajoules são destinados ao nosso país e está a ser usado maioritariamente na produção de energia eléctrica pela Produtores Independentes Gigawatt Moçambique, Central Térmica de Ressano Garcia e, desde o ano passado, a Central Termoeléctrica de Ciclo Combinado de Maputo. Mas a energia produzida por estes Produtores Independentes (IPP, Independent Power Producer) com gás natural de Moçambique é um grande encargo para a Electricidade de Moçambique (EDM) e foi um dos motivos dos sucessivos aumentos dos preços da energia para os moçambicanos. O @Verdade apurou que quando entraram em funcionamento pleno, em 2016, custaram 238 milhões de Dólares dos 333 milhões que a EDM despendeu na compra de energia eléctrica para revender aos moçambicanos, enquanto a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) o custo foi de 41 milhões. Em 2017 a factura da Electricidade de Moçambique com Gigawatt Moçambique e a Central Térmica de Ressano Garcia subiu para 255 milhões de Dólares norte-americanos, enquanto o custo da HCB reduziu para 30 milhões. O @Verdade descortinou que o custo destes IPP´s é muito mais alto do que da Hidroeléctrica de Cahora Bassa. Enquanto a HCB vende cada quilowatt/hora a 3,5 cêntimos do Dólar a Gigawatt Moçambique e a Central Térmica de Ressano Garcia, vendem a 10 e 15 cêntimos do Dólar por quilowatt/hora, respectivamente. A dúvida que os moçambicanos têm porque motivos a EDM compra energia mais cara a Produtores Independentes se Cahora Bassa “é nossa” desde 2007 foi clarificada pelo Governo, na Assembleia da República. Eskom compra energia de Cahora Bassa por dez vezes que a EDM A HCB “foi concebida e desenvolvida exclusivamente para fornecer energia a África do Sul, existindo por isso contratos de longo prazo celebrados no período anterior a independências e cujas bases, mesmo com a reversão ainda se encontram em vigor”, declarou o ministro da Energia e Recursos Minerais, durante a última sessão de Perguntas ao Governo pelos deputados do Parlamento. “Com a independência nacional foram encetadas negociações que permitiram a alocação de energia do empreendimento de Cahora Bassa para Moçambique e foram estabelecidas as bases para incrementos subsequentes, dentro de uma reserva que foi crescendo mas ainda limitada até aos actuais 300 Megawatts de potencia firme, mantendo-se a África do Sul como o principal tomador com 80 por cento dos direitos. Procuramos assim seguir o mesmo processo e neste quadro que, após a reversão, foram negociadas alocações não firmes estando em curso um processo visando o incremento de potencia firme para mais 200 Megawatts em condições que assegurem mais disponibilidade para Moçambique e a sustentabilidade do empreendimento”, explicou semana passada Ernesto Max Tonela. O @Verdade sabe que os contratos da HCB com sul-africana Eskom e que remontam ao período anterior a independência nacional duram pelo menos até 2029. O @Verdade apurou que a Eskom compra a energia de Cahora Bassa a 0,35 cêntimos do Dólar por quilowatt/hora, dez vezes menos do que o preço que vende à Electricidade de Moçambique.

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  • 3 days ago

O ministro dos Transportes e Comunicações anunciou na Assembleia da República que os “my loves” vão continuar a transportar os moçambicanos porém terão de ter cadeiras e cobertura. Em campanha eleitoral Carlos Mesquita anunciou, para breve, automotora para os corredores Maputo - Goba, Maputo - Ressano Garcia, Maputo - Chicualacuala, Beira – Moatize e Beira – Marromeu. Aproveitando a pergunta da bancada parlamentar do partido Frelimo o ministro Carlos Mesquita fez um balanço positivo do seu trabalho, particularmente no transporte urbano de passageiros na Cidade e Província de Maputo que passou a contar com 365 autocarros a operarem em 74 rotas e mais 18 a funcionarem durante a noite em 9 rotas. Realista o ministro dos Transportes e Comunicações admitiu que: “Os veículos de caixa aberta, poderão continuar a curto prazo, a servir de alimentadores dos principais corredores de transportes através da concessão de rotas. A legitimação dos mesmos, irá permitir a responsabilização dos automobilistas em caso de contravenções”. Porém Mesquita pretende que as carrinhas de caixa aberta que transportam pessoas, conhecidas popularmente por “my loves” passam a “reunir requisitos referentes a comodidade e segurança”, nomeadamente cadeiras e cobertura, como aliás funcionavam nos anos 90. Indiferente a responsabilidade do Governo, do qual é membro, na morte de dezenas de moçambicanos em naufrágios por viajarem em barcos inapropriados para o transporte de passageiro o titular dos Transportes prometeu embarcações para algumas das centenas de povoações e vilas que tem no transporte marítimo a única via de ligação com o resto de Moçambique. No transporte aéreo Carlos Mesquita falou sobre algumas melhorias que vão acontecer nos aeroportos da Beira, Nampula e Quelimane mas nenhum referência fez ao aeroporto internacional de Nacala que continua a receber apenas voos das LAM e parece servir melhor como salão de festas. Mesquita vangloriou-se das melhorias no transporte ferroviário de passageiros, em todas as lihas e anunciou a aquisição, em finais deste ano ou início do próximo, de mais 300 vagões e 90 carruagens para reforçar os sistema Ferroviários do Sul e Centro. “Acresce a este investimento que o Governo está a fazer, a aquisição de 4 automotoras do regime metrobus, que temos experiencia aqui o Maputo, com a introdução de 6 carruagens em cada automotora para cada um dos corredores Goba, Ressano Garcia, Chicualacuala, Beira – Moatize e Beira Marromeu” prometeu também o ministro Carlos Mesquita.

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  • 3 days ago

O Relatório de Execução do Orçamento (REO) confirma as constatações do @Verdade que o Governo de Filipe Nyusi está a financiar a sua despesa maioritariamente com Dívida Pública Interna, foram 5,4 biliões só no 1º trimestre do corrente ano. O Orçamento de Estado (OE) de 2019 foi aprovado com um défice de 93 biliões de Meticais, a expectativa do Executivo é obter 65,4 biliões desse dinheiro em falta principalmente com recurso a empréstimos ao banco central, aos bancos comerciais, instituições financeiras e através da emissão de Títulos de Dívida Pública do Tesouro e ainda obter 27,7 biliões de Meticais em donativos dos Parceiros de Cooperação. O @Verdade tem reportado as dificuldades que o Governo tem tido em vender Dívida Pública Interna contudo ainda assim as Obrigações do Tesouro emitidas entre Janeiro e Março de 2019 foram a maior fonte de financiamento do défice do OE, 5,4 biliões de Meticais correspondentes a 27,6 por cento de todo o financiamento do défice no período. Devido a esse endividamento o stock da Dívida Pública Interna cresceu para mais de 148 biliões de Meticais. A segunda fonte foram os donativos dos Parceiros para os Fundos Comuns de Apoio ao Sector de Educação, Saúde, ao Tribunal Administrativo e também ao Instituto Nacional de Estatísticas, de acordo com REO do Estado do 1º trimestre do corrente ano.