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Centenas de milhares de nerds, geeks e fãs de cultura pop em geral lotaram a 5ª edição da Comic Con Experience (CCXP), que começou no último dia 6 e termina neste domingo (9), em São Paulo. Todos ávidos por novidades e celebridades do cinema, TV, quadrinhos, games e afins.Mas o que realmente rolou na CCXP de 2018?Veja 5 tendências que marcaram o evento:1. Terror é um gênero femininoO terror aos poucos vem se mostrando o gênero do momento no cinema, e essa realidade não é diferente nos quadrinhos. Ao andar pelo Artists' Alley, setor que reúne quadrinistas e ilustradores brasileiros e estrangeiros na CCXP 2018, o que se nota é que quadrinhos de terror ganharam neste ano muito mais destaque do que em edições anteriores.Uma característica interessante é que eles têm, em sua maioria, mulheres como autoras."Já lidamos com o terror em nosso dia a dia. Com o terror do assédio, da desigualdade, do abuso. Lidamos com monstros nossa vida toda, por isso acho que extravasar esses medos criando monstros imaginários é algo que soa bem familiar às mulheres", diz a quadrinista Camila Torrano.Autora da capa de Gibi de Menininhas – Historietas de Terror e Putaria e de contos publicados na nova revista Sinistra, Camila conclui: "Somos taxadas de loucas, de bruxas mesmo. Por que não vestir a carapuça?".2. Mais diversidade, por favorUma das grandes surpresas da CCXP 2018 foi o alvoroço em torno da presença de Rebecca Sugar, autora da animação Steven Universe, o primeiro desenho da Cartoon Network criado exclusivamente por uma mulher. Com grande base de fãs no Brasil, a animação entrou para a história ao se posicionar a favor da diversidade e mostrou um casamento homoafetivo no episódio The Answer, indicado ao Emmy.Rebecca emocionou crianças, adolescentes e adultos ao cantar músicas do desenho compostas por ela. Antes de lançar sua própria animação, ela fez parte da equipe de outro desenho famoso: Hora da Aventura.3. O império da Marvel se expandeTo the greatest fans in the world, thank you for being there from the beginning until the endgame and making this the most viewed trailer in history with 289M views in 24 hours! pic.twitter.com/oWBDCe4e0m — Marvel Studios (@MarvelStudios) December 8, 2018Mesmo com a expectativa em torno da pré-estreia do aguardado novo filme de um personagem da DC, Aquaman, a rival Marvel tomou conta dessa edição da CCXP. E boa parte disso por conta de apenas um trailer. Vingadores: Ultimato alcançou o incrível número de 289 milhões de visualizações no YouTube em apenas 24 horas. Um recorde absoluto na plataforma.Isso sem falar da passagem de Brie Larson para apresentar Capitã Marvel e exibição das primeiras imagens de X-Men: Fênix Negra, que contou com a presença das atrizes Sophie Turner e Jessica Chastain.Mas surpreendente mesmo foi a vinda surpresa dos atores Tom Holland e Jake Gyllenhall para promover a nova aventura do Homem-Aranha. Detalhe: os 3 filmes são de 3 companhias diferentes – Disney, Fox e Sony –, mostrando que o tsunami Marvel engole tudo que vem pela frente.4. Na CCXP, Globo não é mais GloboA CCXP de 2018 foi a primeira em que a Globo não montou seu estande como Globo, mas como Globoplay. Isso mostra o quanto a maior rede de TV brasileira quer entrar com tudo na guerra das plataformas de streaming, que vêm ganhando cada vez mais força com o público jovem, mais acostumado a ver séries na Netflix do que acompanhar as tradicionais novelas globais.O serviço de streaming da Globo está investindo alto em produções de séries próprias com linguagem americanizada, como Ilha de Ferro, e na compra de produções internacionais de bastante relevância, como The Handmaid's Tale (O Conto da Aia). A treta está apenas começando!5. Comic con com cada vez menos comicsÉ visível que a CCXP virou mais um canal de divulgação de produções do cinema e da TV do que um local de reunião de fãs de quadrinhos. Estandes de grandes editoras de HQs internacionais e nacionais simplesmente sumiram do evento.Com os filmes de super-heróis e a proliferação de séries em streaming, os quadrinhos estão perdendo espaço nos eventos que ajudaram a criar. E essa não é uma tendência brasileira. Até na comic con mais antiga e tradicional do mundo, a de San Diego (EUA), estandes de atrações do cinema e da TV recebem muito mais atenção do grande público do que quadrinistas famosos.LEIA MAIS Artists’ Alley: O espaço merecido de quadrinistas independentes na CCXP CCXP 2018: Mauricio de Sousa traz chuva de novidades para fãs da Turma da Mônica CCXP 2018: Painel de 'Game of Thrones' é a grande sensação do 1º dia do evento

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  • 19 hours ago

Em fim de ano eleitoral e às vésperas do início do mandato de um número recorde de parlamentares novos, a bancada feminina fez um esforço, nas últimas 2 semanas, para aprovar propostas relacionadas a direitos das mulheres. Dentro da campanha "16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres", a Câmara dos Deputados aprovou, neste período, 8 projetos de lei ligados ao tema.Desse total, 5 seguiram para sanção do presidente Michel Temer e 3 ainda precisam do aval do Senado, o que pode não ocorrer em 2018 devido ao rito de tramitação.Os textos foram definidos após acordo entre as deputadas. Dos 9 escolhidos, apenas um foi retirado de pauta - o PL 622/2015. O projeto prevê a proibição do uso de recursos públicos para contratação de artistas que, em suas músicas, desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres a situação de constrangimento, ou ainda contenham manifestações de homofobia, discriminação racial ou apologia ao uso de drogas ilícitas."Houve uma contestação de determinados setores ligados à cultura que acham que isso pode ser compreendido de maneira subjetiva e levar a uma censura. Vamos nos debruçar sobre o assunto e ver se a gente especializa o projeto", afirmou ao HuffPost Brasil a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).Para a parlamentar, o mutirão deve ser comemorado, mas há muito que avançar. "Estamos vivendo tempos turbulentos e as mulheres acabam ficando condicionadas a duas datas: março e o fim de ano. Isso é uma atipia do sistema legislativo brasileiro. Precisamos, além de crescer o número de mulheres, garantir a aprovação de pautas que impactem a vida de mais da metade da população brasileira", afirmou.Por esse motivo, Portugal defendeu que o Congresso vote uma reforma política que inclua cota de cadeiras para mulheres. A bancada não conseguiu avançar com a proposta de emenda à Constituição sobre esse tema nesta legislatura.Entre as propostas aprovadas nas últimas 2 semanas, a maioria está ligada à violência doméstica, devido a uma facilidade de consenso sobre o tema entre as deputadas e à situação nacional nessa esfera. O Brasil é o quinto país que mais mata mulheres.Na avaliação da deputada Maria do Rosário (PT-MS), a mobilização foi importante diante da expectativa para 2019. "Concluímos agora sem saber como será o futuro. Neste momento temos movimentos anti-feministas dentro da próxima bancada", disse à reportagem.A partir do próximo ano, das 77 eleitas, legendas progressistas como PT, PCdoB e PSol somam 21 integrantes. Do outro lado, 9 são do PSL, partido de Jair Bolsonaro. Aliadas do presidente eleito, já afirmaram, por exemplo, que "mulher aceita a violência porque não quer trabalhar".Apesar do esforço da Câmara, o caminho não é curto no Senado. Os projetos originados na Câmara só não passam pelas comissões se forem aprovados requerimentos de urgência."Não creio que haja disposição da maioria de votar imediatamente projetos que acabam de vir da Câmara. E o requerimento de urgência depende de uma maioria determinada pelo regimento interno. Pode iniciar a tramitação, mas dificilmente concluir neste ano", afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).De acordo com a parlamentar, que comanda a Procuradoria da Mulher no Senado, não houve um acordo com as deputadas para acelerar a tramitação. "Não houve um pedido formal de atenção especial para a bancada feminina. Não recebemos nenhum pedido nesse sentido", afirmou.Grazziotin acredita ser possível aprovar algum texto ligado a mulheres ainda em 2018, mas admite que algumas matérias não vão avançar. Uma delas é o projeto de lei que proíbe o casamento de menores de 16 anos, aprovado pela Câmara em junho. O PLC 56/2018 chegou a entrar na pauta do plenário do Senado neste semestre, mas saiu devido à resistência de senadores."Ele é bastante polêmico. Chegamos a sugerir a apresentação de uma emenda para que fosse votado ainda nessa semana, que dessa forma iria para a Câmara e a Câmara dá a palavra final, mas não houve consenso para ser votado", afirmou Grazziotin. O objetivo da proposta é evitar casos de gravidez acidental, abandono escolar e exploração sexual, muitas vezes relacionados a casamentos precoces.Entenda o que foi aprovado sobre violência contra mulher01) Pagamento do agressor: pendente de votação no Senado, o Projeto de Lei 9691/18 obriga o agressor a ressarcir os custos do SUS (Sistema Único de Saúde) com vítimas de violência doméstica, além de eventuais gastos com uso de abrigo para vítimas e dispositivos de monitoramento de mulheres amparadas por medidas protetivas. Para evitar que os bens da vítima sejam usados para esse pagamento, foi incluído no texto um dispositivo para que o ressarcimento não diminua o patrimônio dela ou de seus dependentes.02) Ecocardiograma fetal: depende de aval do Senado o PL 5248/16, que inclui o ecocardiograma fetal entre os exames a serem oferecidos pelo SUS. Também deve estar disponível o exame de ultrassonografia transvaginal por duas vezes durante o primeiro quadrimestre da gravidez.03) Prevenção contra câncer: enviado para sanção presidencial, o PL 843/07 autoriza o trabalhador a se ausentar do serviço para realizar exames preventivos contra o câncer. Apesar do tema não se restringir às mulheres, faz parte do pacote acertado pela bancada feminina.04) Reconstrução de mama: dependente de sanção presidencial, o PL 4409/16 garante o direito à reconstrução das duas mamas para garantir sua simetria em mulheres submetidas a tratamentos contra o câncer.05) Porn revenge: enviado para sanção presidencial, o PL 5555/13 prevê pena de 6 meses a 1 ano e multa para quem fizer registro não autorizado da intimidade sexual. O crime também inclui quem produz montagem para incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual.06) Medida protetiva: ainda sem aval do presidente, o PL 3030/2015 aumenta a pena de homicídio no caso de descumprimento de medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha.07) Mães presas: pendente de sanção do presidente, o PL 10269/18 coloca na lei entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) que concedeu às detentas mães o direito de cumprir a pena em regime domiciliar.08) Tratamento de agressores: depende de aprovação dos senadores o PL 5001/16, que altera a Lei Maria da Penha para que o autor de violência familiar frequente centros de educação e de reabilitação e receba acompanhamento psicossocial, por meio de atendimento individual ou em grupo de apoio. Após um acordo em plenário, o texto final prevê que a orientação possa ser determinada pelo juiz, mas não seja uma obrigação.LEIA MAIS Nova bancada de mulheres na Câmara se equilibrará entre feministas e aliadas de Bolsonaro O caso Cristiane Machado e o ciclo de violência tragicamente democrático

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  • 19 hours ago

A nova Base Nacional Comum Curricular do ensino médio (BNCC), aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) na última semana, deve servir como um motor para melhorar a colocação do Brasil nos principais índices internacionais de educação. A opinião é do coordenador-geral de Política Educacional para a Juventude do MEC, Bruno Alves de Jesus, para quem o novo modelo dará "mais protagonismo ao jovem".Em entrevista ao HuffPost Brasil durante o 1º Encontro de Jovens do Mercosul, em Montevidéu, o coordenador-geral disse que a preocupação ao formular a nova base curricular era de que ela permitisse ao estudante sinalizar "o percurso formativo e profissional que ele deseja ter no futuro"."Acredito que a educação brasileira vai caminhar na direção correta", disse.Um dos índices em que o Brasil pode melhorar, segundo Alves de Jesus, é o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Na última edição, realizada em 2015 e divulgada no ano seguinte, o País ficou entre os dez últimos do ranking em ciências (63º) e matemática (65º). Em leitura, ficou na 59ª posição - o que mostra que o Brasil está muito aquém de potências educacionais, como Cingapura e Finlândia.De acordo com Bruno Alves de Jesus, a educação no Brasil não foi colocada como prioridade por anos e o abandono da escola pelo jovem é estrutural. "A partir do momento que este jovem está fora da escola, ele fica invisível. A partir do momento que não conhece seus direitos, não sabe como cobrá-los", explica.A nova base curricular servirá como orientação para os currículos de escolas públicas e privadas, definindo o conteúdo mínimo que os estudantes do ensino médio de todo o País devem aprender em sala de aula. De acordo com o texto aprovado pelo CNE, apenas matemática e português serão disciplinas obrigatórias nos 3 anos do ensino médio. Outras, como geografia, física e química, poderão ser lecionadas em 1 ou 2 anos. As mudanças devem entrar em vigor em 2020.Alguns especialistas na área de educação, no entanto, dizem que o documento é "vago" e pode acarretar em uma formação precária, sem fomentar o pensamento crítico do aluno. A BNCC começou a ser discutida no governo de Dilma Rousseff e, após o impeachment, em 2016, o documento foi modificado pelo governo de Michel Temer, o que gerou uma série de protestos de professores e sindicatos."A proposta do MEC pode levar à formação de uma geração de jovens pouco qualificados, acríticos, manipuláveis, incapazes de criar e condenados aos trabalhos mais simples e entediantes", escreveu o sociólogo César Callegari, que deixou a presidência do CNE, em uma carta ao Conselho em julho deste ano.No encontro em Montevidéu, realizado pela Nestlé, foi lançado o Acordo pela Empregabilidade dos Jovens do Mercosul, no qual mais de 29 empresas se comprometeram a oferecer mais de 40 mil oportunidades de desenvolvimento profissional aos jovens da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, até 2020.Veja abaixo a entrevista completa com o coordenador do MEC:Uma pesquisa recente revelou que 23% dos jovens brasileiros são os conhecidos "nem-nem"(não estuda, nem trabalha), e este é o maior índice da América Latina. Como o MEC olha para esses jovens?Bruno Alves de Jesus: O Ministério da Educação tem preocupação sistemática com a juventude brasileira, vem investindo de todas as formas para fazer com que esse resultado se modifique. Esses números são frutos de anos onde a educação no Brasil, principalmente no ensino básico, não foi levada como prioridade como deveria ser.Então, logo no início da gestão do presidente Temer, na época então ministro Mendonça Filho, se resolveu fazer a principal mudança na educação brasileira, que é o novo ensino médio, que busca dar mais protagonismo ao jovem, fazendo com que ele sinalize qual é o percurso formativo e profissional ao que ele deseja ter no futuro. No novo ensino médio, 50% da carga horária será voltada para base nacional curricular e a outra metade vai ser definido com base no itinerário do percurso formativo que ele decidir, seja na área de linguagem, na área de matemática, ciências da natureza, e curso técnico profissionalizante. E além disso, com essa preocupação, vem também o MedioTec, que é o ensino técnico, que tem esse objetivo mais especifico e objetivo para preparar esse jovem para o mercado de trabalho.Como eu falei no evento, o Brasil tem um grande desafio, mais do que gestão, de lei de regulamento, ele tem um desafio cultural, de fazer com que a sociedade principalmente o jovem não enxergue apenas a universidade como um caminho para o sucesso, invista também nos cursos profissionalizantes, tecnológicos, que o Brasil também precisa, e o Ministério da Educação vem trabalhando no fomento de outras áreas, não apenas o ensino superior e a vida acadêmica.Qual é hoje o principal desafio do jovem brasileiro para conseguir o primeiro emprego?Tudo começa e passa pela educação. Infelizmente nós temos um número elevado de brasileiros que deixam a escola: 83% de jovens que concluem o ensino médio não conseguem entrar no mercado de trabalho e nem seguem para o ensino superior. Na verdade, a gente precisa, de todas as formas, trabalhar para oferecer a toda criança e jovem uma educação pública de qualidade, respeitando as suas diferenças para que, assim, ela possa ser universal.Sabemos que isso também é um problema de geração. Temos pesquisas que apontam que, quanto maior for o nível educacional dos pais, maior será o dos seus filhos. Então é um trabalho que já foi iniciado. Com o novo ensino médio, com a política que já foi implementada no ministério da educação, agora também com o ministro Rossieli [Soares, da Educação], acredito que a educação brasileira vai caminhar na direção correta e que vai melhorar todos esses índices.Como você avalia a educação brasileira neste momento?Nós estamos trabalhando para cumprir as metas do PNE [Plano Nacional de Educação]. Em algumas metas, estamos bem atrasados, mas existe todo o esforço do MEC para que isso possa ocorrer. Além do mais, principalmente motivado pela evasão escolar, que tem vários fatores - sejam eles sociais-econômicos ou de segurança pública -, nós temos uma preocupação sistemática com a educação de jovens e adultos, porque se existe uma evasão tão grande [temos mais de 1,8 milhão de jovens "nem-nem"], significa que para eles concluírem a educação básica, vão ter que passar pela educação de jovens e adultos. E o MEC tem essa preocupação, que é investir nesse segmento, para fazer com que essa distância entre educação na idade própria e a que não ocorre na idade própria seja reduzida ao máximo - para que esse jovem recupere esse direito a cidadania e possa ser um adulto economicamente ativo.Na palestra, você comentou que as politicas públicas não chegam aos jovens periféricos, ele não sabe que pode ter voz ativa. O MEC tem algum plano para se aproximar desse jovem?Naquele momento estava falando das políticas públicas no geral, CNJ (Conselho Nacional de Justiça), nos demais ministérios. O MEC utiliza da própria rede para divulgar as suas políticas, temos apoio do Ministério do Desenvolvimento Social, que trabalha com o programa Bolsa Família, isso nos ajuda a fazer uma busca ativa, a saber onde estão esses jovens, saber em que situação eles se encontram. Em suma, a juventude, de fato, precisa ter conhecimento dos seus direitos. A partir do momento que este jovem está fora da escola, ele fica invisível. A partir do momento que não conhece seus direitos, não sabe como cobrá-los. E a gente observa que eles não têm conhecimento de muitas das políticas públicas oferecidas pelo MEC e pelo governo federal, que existe essa porta de entrada para que possam recuperar um tempo que foi perdido de alguma forma.Um exemplo que eu posso lhe dar é o da educação de jovens e adultos: ela tem uma particularidade muito grande, porque através das redes de ensino, nós não conseguimos falar com esse jovem. O jovem da EJA [Educação de Jovens e Adultos] não bate à porta da Secretaria da Educação, não bate à porta da escola pedindo aula. Temos que fazer todo um movimento para chegar até esse jovem e fazer despertar nele o interesse pela educação e mostrar que, através da educação, ele pode transformar a sua vida.Sobre o novo governo Bolsonaro, como está o clima no Ministério da Educação?O MEC está totalmente de portas abertas para a equipe de transição. Esse encontro já vem ocorrendo desde a semana passada, a transição já está ocorrendo a todo o vapor e tudo o que esperamos agora, independentemente de governo e de questões ideológicas e partidárias, é que se cumpra aquilo que é dever do Estado: oferecer a todo jovem uma educação pública de qualidade, respeitando sua diversidade, para que ela seja universal. Esse é o objetivo do MEC, independentemente do governo.*A jornalista viajou para Montevidéu a convite da Nestlé. LEIA MAIS: O que esperar da educação no próximo governo? O que pensa Ricardo Vélez-Rodríguez, futuro ministro da Educação

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  • 1 day ago

A capoeira foi o primeiro amor, mas não o último. A partir dela Lais Bernardes, de 45 anos, se reconectou com outras expressões artísticas e adotou para a vida a missão de, coletivamente, difundir e ocupar espaços da cidade com ritmos e danças que não estão tão presentes no cotidiano da maioria dos brasileiros, mas são fundamentais para contar a nossa história. Amante das danças, ela amplia sua paixão entre as aulas que leciona para universitários e nos encontros semanais do grupo.Filha de mãe baiana e pai cearense, Lais é carioca. Nasceu no Rio, onde a família - de sangue e de afeto - se reunia para celebrar as danças e a cultura nordestina. "Eram encontros de pessoas que encontraram no Rio de Janeiro um espaço de transgressão, mudança. Pessoas que tinham um desejo de um mundo melhor diante do que estava vindo, que eram os anos 1970", conta.Entendi que as danças tradicionais brasileiras tinham um papel importantíssimo na formação da dança brasileira.Este primeiro contato desabrochou em 1988, durante uma apresentação que viu em sua escola de uma mulher capoeirista. Ali, passou a frequentar encontros da arte que mistura esporte e música. "Nesses encontros eu entendi que as danças tradicionais brasileiras tinham um papel importantíssimo na formação da dança brasileira, da corporeidade brasileira", relembra ela, com a fala de quem tem a certeza de que defende a coisa certa.Em 1993, na Faculdade de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conheceu a Companhia Folclórica do Rio de Janeiro. O desejo de cursar dança na universidade não pode acontecer porque, nos anos 1990, a universidade não oferecia ainda o curso. Na companhia, Lais conta que descobriu qual seria sua área de atuação."Vi que há um campo de pesquisa que fazia sentido para mim: política, generosa, inclusiva, atuante e nossa. Ela mexe não só com o corpo, mas com os sentidos, com os afetos e tem uma pegada que me interessa. Então nesse paralelo fui buscando uma formação não só na educação física, mas também junto à dança contemporânea e às danças brasileiras", explica.Ela mexe não só com o corpo, mas com os sentidos.Hoje, ela forma futuros professores e leciona na disciplina Folclore e Técnica da Dança, no mesmo curso em que se formou, e enfrenta adversidade de desmistifcar o que é o folclore: "A maioria das pessoas chega com discurso que folclore é saci, boitatá, curupira... E aí quando começamos a abrir esse leque, com documentários, mestres e pede para sair da universidade, recomenda a casa do jongo, as rodas culturais, o mundo se abre".Para a professora, é importante retomar a inclusão da prática de dança nas aulas de educação física no ensino básico."Nas escolas, a educação física quase não trabalha a linguagem da dança, apesar de ser um espaço possível. A dança não aparece sistematicamente ali. Quando ela aparece, aparece em pontos isolados, espaços festivos. A gente vê também que ela aparece em sistemas extra-classe e com uma força eurocêntrica muito grande, em expressões culturais que são até bárbaras, mas podemos dar espaço para outras, em outros contextos e territórios. Temos que buscar outros territórios", analisa Lais.Os outros territórios, explica a professora, são aqueles que nos presenteiam com a cultura do coco, jongo, samba, frevo e outras expressões mais. Percebendo a necessidade de expandir o acesso para além dos muros da universidade, Lais criou o grupo Zanzar, em 2006: "Vi que tinha possibilidade de difundir esse conhecimento, criar essa acessibilidade cultural para quem não estava dentro da universidade. O grupo vem com a energia de colocar essa corporeidade e oralidade para o mundo".O Zanzar não é só meu, somos muitos, no grupo e na parceria.E completa: "O Zanzar não é só meu, somos muitos, no grupo e na parceria. Tem que ser, não adianta. Porque a cultura do coco eu posso até dançar, mas preciso do outro pra cantar, pra tocar. Tem todo um campo simbólico que é importante".O Zanzar tem oficinas semanais no Circo Voador, local escolhido por Lais para fazer as fotos que ilustram esta matéria e em toda última quinta-feira do mês, ocupam a praça dos Arcos da Lapa para dançar na rua. Mas o principal mote do grupo são os bailes, promovidos periodicamente com a potência de entrarem de vez no calendário carioca. O próximo acontece no Dia Nacional do Forró, e Lais lembra de "pedir licença", sempre com muito respeito, quando dedica-se a um ritmo.Essa entrega à dança é extremamente potente e coloca seu corpo atento para outras funções."O próximo passo é fortalecer o baile, colocar o baile num lugar bacana, pra ter a alegria de se encontrar. E as oficinas são para fortalecer esse corpo movente, que dança. Essa entrega à dança é extremamente potente e coloca seu corpo atento para outras funções, empodera muito. Quando a gente se move, fica mais seguro para o que é capaz", define.A dançarina que fala com o corpo, mesmo sem música, ressalta que o respeito é fundamental para lidar com profissões que exaltam a cultura de quem veio antes de nós. "A missão do Zanzar é difundir e respeitar o passado: africanos, ameríndios, os homens e mulheres que lutaram tanto, e que não têm, às vezes, espaço e reconhecimento. Nunca podemos desrespeitar", pontua.Ficha Técnica #TodoDiaDelasTexto: Lola FerreiraImagem: Valda NogueiraEdição: Andréa MartinelliFigurino: C&ARealização: RYOT Studio Brasil e CUBOCCO HuffPost Brasil lançou o projeto Todo Dia Delas para celebrar 365 mulheres durante o ano todo. Se você quiser compartilhar sua história com a gente, envie um e-mail para [email protected] com assunto "Todo Dia Delas" ou fale por inbox na nossa página no Facebook.Todo Dia Delas: Uma parceria C&A, Oath Brasil, HuffPost Brasil, Elemidia e CUBOCC.LEIA MAIS: Caroline Ricca Lee: O uso da memória como forma de expressão, arte e militância Bruna Benevides: A resistência da primeira mulher trans na ativa da Marinha brasileira Renata Varella: A dona do clube que reconstrói a autoestima de mulheres negras Yara de Cunto: A atriz e bailarina que insiste em desafiar o próprio tempo Wilma Lino Dutra: A menina perdida que se encontrou e hoje ensina o que é o amor Sonáli da Cruz Zluhan, a juíza gaúcha que não acredita em cadeia Tatiana Bastos, uma delegada de polícia na cruzada contra a violência doméstica

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  • 1 day ago

A última edição da Libertadores da América com final decidida em dois jogos — a partir de 2019 a competição terá um jogo único para definir o campeão — é, também, a primeira reunindo os dois maiores rivais da Argentina(Boca Juniors e River Plate) e, de quebra, a mais polêmica... E irônica.Polêmica por conta dos seguidos adiamentos que impediram, primeiro, a realização do jogo da Bombonera em sua data original. As fortes chuvas que castigaram Buenos Aires no dia 10 de novembro obrigaram o jogo, que terminou empatado por 2 a 2, a ser postergado para o dia seguinte.O segundo duelo, marcado para acontecer no dia 24 de novembro, foi marcado por uma enorme confusão na chegada do ônibus do Boca ao estádio Monumental de Nuñez, casa do River e, inicialmente, adiado para o dia 25.No domingo em questão, no entanto, nova confusão. O Boca alegou que não estava em condições de igualdade para disputar o Superclássico, pois um de seus principais jogadores fora ferido no ataque ao ônibus, e solicitou mais um adiamento.Após muitas especulações e comentários sobre a transferência para Assunção, no Paraguai, Doha, no Catar ou Miami, nos Estados Unidos, a Conmebol, entidade que comanda o futebol sul-americano, teve a 'brilhante' ideia de mandar a partida para o Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid, da Espanha.A decisão inusitada colocou fim à enorme polêmica e ficou marcada para este domingo (9), às 17h30 (horário de Brasília), com transmissão para o Brasil por meio da Fox Sports e do Sportv.Por outro lado, se encerrou a polêmica, acendeu nos internautas mais atentos a chance de criar uma série de memes, já que a Espanha foi o país que colonizou a Argentina e, portanto, o menos indicado para receber um torneio nomeado "Libertadores da América" (seriam Colonizadores?!).Veja abaixo as reações mais engraçadas na internet e, no domingo, acompanhe o que mais importa para quem gosta de futebol: quem será o campeão da Libertadores 2019?La final de la copa Libertadores de América se juega en España. pic.twitter.com/6IwUXWa5Tr — Agosto o lo otro ♦ (@jazzistico) November 29, 2018#cartaoverde Ainda não consigo acreditar que a final da libertadores da América será realizada na terra dos Colonizadores, na [email protected]@[email protected]@cartaoverde — Muramasa (@Muramas07489125) December 7, [email protected] Decisão da Libertadores em Madrid mudou o nome da competição, passará a chamar Colonizadores da América. Kkkkkk — Felicio dos Santos (@FeliciodoSantos) December 7, 2018River x Boca Final da Libertadores Domingo No SANTIAGO BERNABÉU pic.twitter.com/LFYYws7X80 — SÃO-PAULINO18 (@Loki_633) November 29, 2018Visualizar esta foto no Instagram.Conseguimos perder até a Libertadores pros europeus... 🤦♂🤦♂⠀ ⠀ Quer receber vários conteúdos envolvendo futebol e MUITA ZOEIRA? Então curta a página do @desolaoficial⠀Uma publicação compartilhada por Esporte Interativo (@esporteinterativo) em 29 de Nov, 2018 às 10:20 PSTImagens exclusivas da reunião na sede da Conmebol onde foi decidido que Madrid receberá a final da Libertadores da América! pic.twitter.com/hbTCdibxM4 — Humor Esportivo (@Humor_Esportivo) November 29, 2018Graças a Deus nem um time Brasileiro chegou na final da libertadores, imagine a vergonha, ter que disputar a final em Madrid.#libertadores#CopaLibertadores#Boca#River#Madridpic.twitter.com/54OwpNvWlj — Talisson Santos (@13_talisson) November 29, 2018

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  • 1 day ago

Figurinhas carimbadas, os cosplayers são uma atração à parte na CCXP. Famosos ou anônimos, veteranos ou marinheiros de primeira viagem, eles literalmente vestem seus personagens preferidos em busca de afirmação, aceitação ou mesmo por diversão.O termo "cosplay" nasceu no Japão, derivado da palavra "kosupure", uma abreviação com sotaque japonês do termo inglês "costume roleplay". Cosplay nada mais é que se fantasiar e representar seu personagem preferido, seja dos quadrinhos, cinema, series de TV, animações ou games."Não existe cosplayer professional. Cosplayer é cosplayer por amor", diz o paulistano Maurício Somenzari, que faz cosplay há 17 anos. Em 2006, ele foi o primeiro brasileiro a representar o País no World Cosplay Summit, o maior concurso do gênero no mundo. Ele participou ao lado de sua irmã, Mônica, e a dupla se tornou campeã mundial, colocando o Brasil no mapa do cosplay no planeta."Quando eu tinha uns 13, 14 anos, queria entrar de qualquer jeito no mundo na moda, mas sabia que minha família nunca aprovaria, que era uma carreira muito difícil, então, com o tempo fui extravazando esse desejo com o cosplay, porque também sou fã de mangás e games", conta Somenzari, único cosplayer tetracampeão mundial.É esse amor que também move a iniciante Juliana Lopez. Cosplayer há apenas 1 ano, essa é a primeira vez da maranhense na CCXP. Ela chama a atenção por sua semelhança com a Mulher Maravilha interpretada no cinema pela atriz israelense Gal Gadot: "É minha personagem preferida e eu fico muito feliz quando dizem que eu lembro muito ela. Ser quem eu quiser é o maior alegria de um cosplayer."A russa Irina Meier disse que até ela, famosa e admirada pela perfeição de suas representações, iniciou no cosplay para se auto-afirmar. "Eu adorava a cultura japonesa e viver esses personagens que eu adorava era uma forma de até me conhecer melhor."Em sua primeira viagem ao Brasil, uma das mais famosas cosplayers do mundo diz que demorou para pegar o jeito da coisa e achar seu estilo: "Meu primeiro cosplay foi horrível, mas eu não desisti. É incrível quando as pessoas se abrem para você por admirar aquele personagem que você está representando.""É muito bom viver muitas vidas, ser vários personagens, mas no final, o seu personagem preferido tem de ser sempre você. Nunca deixe alguém fazer você desistir de seus sonhos, de ser quem você quiser", conclui Irina. Mesmo sem participar de concursos ou até nem levar tão a sério o papel de cosplay, andando pela CCXP, mesmo que não queira, você acaba sempre esbarrando em personagens de diversas épocas e origens.Veja aqui alguns em que nós do HuffPost Brasil esbarramos na CCXP18:LEIA MAIS Artists’ Alley: O espaço merecido de quadrinistas independentes na CCXP Desenhistas e roteiristas celebram 55 anos de X-Men e legado de Stan Lee na CCXP CCXP 2018: Mauricio de Sousa traz chuva de novidades para fãs da Turma da Mônica

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  • 1 day ago

Logo em seu segundo longa de ficção, Tinta Bruta, que estreou nos cinemas na quinta-feira (6), a dupla Filipe Matzembacher e Marcio Reolon conquistou o principal prêmio do cinema LGBT no mundo, o alemão Teddy. Além disso, o filme dos cineastas gaúchos também ganhou os prêmios de Melhor Filme, Roteiro, Ator e Ator Coadjuvante do Festival do Rio, que aconteceu em novembro.Na trama, Pedro (Shico Menegat) é um jovem homossexual que vive acuado em um apartamento no centro de Porto Alegre que divide com sua irmã mais velha. Enquanto ele espera o veredito de um processo em que é réu em um caso de agressão, ele ganha dinheiro fazendo performances sensuais na internet. Apenas nesse ambiente online, ele pode ser ele mesmo, usando tintas neon como forma de expressão. Porém, quando ele descobre que outra pessoa está fazendo um show parecido com o seu e "roubando" sua clientela, seu mundo pode mudar radicalmente.Matzembacher e Reolon conversaram com o HuffPostsobre o filme, a repercussão dos prêmios, suas influências e o quanto a conturbada realidade política do Brasil nos últimos anos afetou seu trabalho.Leia a íntegra da entrevista:HuffPost Brasil: Por que vocês quiseram fazer um filme sobre pessoas indo embora, sobre abandono?Marcio Reolon: A vontade inicial começou muitos anos atrás. Nós somos de Porto Alegre e faz tempo que sentimos que a cidade tem se tornado um lugar mais hostil para os jovens. Principalmente quando entra na fase adulta, a maioria desses jovens tende a ir embora da cidade. Enquanto estávamos escrevendo o roteiro do filme, percebemos que dos nossos 10 amigos mais próximos, 6 ou 7 deles já não moravam mais em Porto Alegre.Filipe Matzembacher: Acho que isso é muito reflexo de um olhar que não privilegia o convívio social, a rua, a comunidade. Isso vai fazendo que a cidade vá se enclausurando, vá se fechando. Acaba se tornando uma cidade muito fria no convívio social, como uma cidade fantasma. É exatamente esse quadro que queríamos retratar no filme. Para nós era muito interessante criar um personagem que sofria de uma síndrome de abandono. Ele vai tendo essas diversas partidas ao redor dele.Para quem não é de Porto Alegre, a visão que se tem da cidade não é esse lugar tão desolador e até opressor que é mostrado no filme...FM: Se você conversar, especialmente com a juventude de lá, as pessoas vão se identificar com essa visão passada no filme. Porto Alegre já foi uma cidade muito progressista e interessante. Ainda temos essa memória viva da Porto Alegre com pessoas na rua, dos bares, da vida cultural efervescente, do Fórum Social Mundial [que aconteceu em 2001]. Mas essa cidade já não existe mais. Pelo menos daquela maneira. Eu acho que o esquecimento do espaço público enquanto um espaço de todos fez que a cidade fosse perdendo um pouco dessa cor. E nós quisemos esteticamente passar essa sensação no filme. Aquele centro em que o Pedro vive é um centro sem cor, meio em ruínas. As pessoas que vivem lá são quase fantasmas.Como o clima político do País nos últimos anos afetou a construção do filme?MR: Afetou muita coisa. A gente escrevia esse filme entre 2015 e, principalmente, 2016, que foi um momento bem complicado. Isso nos afetou muito. A partir do momento em que você vê a democracia do País ruindo e você começa a perder a fé nas instituições, isso afeta sua visão de futuro. Sabemos que as primeiras pessoas a sofrer os efeitos disso são os grupos que historicamente são marginalizados. E isso foi muito violento para nós. Boa parte do processo de escrita do roteiro se deu sobre sentimentos como raiva e desespero.FM: Já tínhamos a ideia dessa cidade "porto" e de um personagem que passa por uma situação de perseguição, mas também de resistência. De como é importante ele encontrar espaços mesmo em uma cidade que não te quer na rua. A importância de criar um grupo de afeto que vai fazer que você passe por esses tempos mais difíceis com menos sofrimento. A situação política e social é essencial para nossa história. Sempre pensamos no nosso filme dentro desse contexto.O final mais esperançoso foi até uma surpresa considerando todo o clima opressivo do resto do filme...FM: Não nos interessava explicar o que a instituição judiciária [durante o filme, Pedro espera pela resultado de um julgamento] tinha a dizer sobre o Pedro. O que nos interessava era a jornada psicológica dele, as relações que ele acabava desenvolvendo e como ele reagiria a elas. Para nós era muito importante criar um personagem homossexual que fosse reativo. Um ponto que sempre discutíamos era: como vamos conseguir criar um personagem que sofre essas opressões? Porque há um vício na retratação do homossexual na tela como um personagem que é só vítima. Para nós, era muito importante que ele fosse um personagem que nunca deixasse de reagir. Esse é um elemento que para nós sempre foi muito importante. Eu vejo aquele final e sei que o Pedro nunca vai deixar de reagir. Por isso achamos importante terminar daquele modo.Como foi para vocês ganhar o Teddy e o Festival do Rio, premiações de caráter bem distinto entre elas?FM: Foram experiências muito legais. Ambos são prêmios vencidos por vários realizadores que amamos e nos inspiramos. Mas mais legal ainda é ver um retorno tão positivo de olhares diferentes, de plateias diferentes. O Teddy é mais focado em filmes queer/LGBT+ e o Festival do Rio tem um júri muito diverso. Ver dois prêmios tão diferentes tendo esse carinho com o filme foi incrível. É muito motivador.Como surgiu a ideia das tintas?MR: Quando definimos a profissão do personagem, que ele seria performer de webcam, queríamos muito que ele tivesse alguma marca registrada. Algo que fosse principalmente visual. Queríamos muito trabalhar essas questões visuais, como a textura de imagem da webcam. Pensamos em elementos que poderiam corresponder bem a isso, e a ideia que mais nos agradou foi a das tintas neon, que para nós fazia total sentido, porque há uma relação das tintas com a própria existência queer. Algo que é performático e que obrigatoriamente te destaca de uma multidão cinza, heteronormativa. Isso é muito o que o Pedro vai viver no dia a dia dele quando ele está na rua, por mais que ele tente passar desapercebido, ele usa roupas que são até bastante pequenas para ele, como se ele já tivesse crescido para usar aquelas roupas. E uma vez que ele está em seu quarto ele consegue se expor e se expressar por meio de suas tintas. Por isso eu acho que o final é muito representativo para contar a jornada dele. Sem a ajuda de tinta nenhuma, ele consegue estar no meio de uma multidão – de que antes ele tinha fobia – dançando e mostrando um brilho próprio.Vocês falaram de influências. É claro que cada um vê elementos que fazem parte de suas próprias referências, por isso mesmo vi muito de o Wong Kar-wai [cineasta de Hong-Kong] no filme. Ele é um influência para o filme? Quais vocês poderiam ressaltar?MR: Interessante você falar isso. O Wong Kar-wai é um cineasta que a gente gosta bastante, mas não pensei na obra dele como uma influência direta no filme.FM: Acho que ele é um cara que tem uma preocupação grande de fazer filmes com afeto, e isso combina muito com o que nós queremos.MR: Dentro dos que vejo como uma influência mais direta ao Tinta Bruta tem o Fassbinder [Rainer Werner Fassbinder, cineasta alemão], Derek Jarman, Claire Denis...FM: Acho que o Paul Morrissey também. Ele lida com questões relacionadas à atuação que nos interessa muito.MR: Essa naturalização do corpo nos interessa muito. Falando nisso, também acrescento a Chantal Akerman a essa lista. E Nelson Pereira dos Santos.FM: Buscar a humanidade é uma questão que a gente vê como essencial para exemplificar aquelas pessoas/personagens na tela. Acho que esses são aqueles que nós sempre acabamos revisitando de uma maneira ou de outra dentro do processo de construção do filme.Como vocês acham que seria a vida do Pedro no governo Bolsonaro?FM: Não sei. Ele surgiu na pré "era Bolsonaro", mas com todos os indícios de que isso poderia acontecer. E como comentamos antes, ele certamente estará pronto para reagir. Ele percebeu a importância de estar rodeado de pessoas, e esse misto de afeto e de luta nunca vai deixar de existir para ele.MR: Acho que cada vez mais o grupo se mostra importante. De estarmos juntos e nos ajudar. Isso é fundamental.FM: Acho que o Pedro demonstra que aprendeu isso. Ele vai resistir.Quais os filmes brasileiros te marcaram neste ano?FM: Dos que estrearam já, tem o Histórias que nosso Cinema (não) Contava, que é um filme que olha para o nosso cinema entendendo a importância de ter uma arte mais plural para que consigamos compreender melhor nosso próprio País.MR: Deixa eu ver aqui no meu Letterboxd [rede social de preferências de filmes].FM: Ah, tem o Benzinho também! Eu acho que é um filme muito legal porque ele faz um exercício desse olhar do afeto. Isso é algo essencial para nós. É um filme que transborda afeto nas relações humanas e isso é um ponto bem interessante. Eu acho que o Benzinho é um filme que me marcou bastante. Outro é o Arábia. Ele consegue trazer uma outra perspectiva, dá voz a uma parcela muitas vezes esquecida no cinema nacional e também traz essa questão do afeto.MR: Tem o Baronesa também.FM: Sim! É um olhar super interessante da Juliana [Antunes, diretora do documentário]. É um filme muito especial.LEIA MAIS Cinesesc exibe 53 filmes nacionais na 'Retrospectiva do Cinema Brasileiro' 'Divino Amor', de Gabriel Mascaro, é selecionado para o Festival de Sundance 2019 Adelia Sampaio, a cineasta preta e pobre que ousou seguir seu sonho

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  • 2 days ago

Por mais que atores de Hollywood e estandes de séries badaladas arrastem multidões dentro da CCXP, a alma de qualquer fã das "comic cons" segue sendo os quadrinistas, artistas – famosos ou não (pelo menos ainda) - que deram origem a esse tipo de evento.Em 2018, o Artists' Alley, área que reúne quadrinistas e ilustradores brasileiros e estrangeiros traz 530 artistas divididos em 352 mesas. Nesse espaço, fãs podem adquirir HQs, ilustrações, quadros e uma série de outros ítens exclusivos. Além disso, é a oportunidade de conhecer quadrinistas consagrados ou se surpreender com o trabalho de artistas ainda desconhecidos para boa parte do público."Para nós é o evento mais importante do ano. É quando mais vendemos e mais pessoas passam a conhecer seu trabalho. O mercado de quadrinhos no Brasil ainda não está consolidado e nosso ano é pautado por feiras, sejam elas pequenas ou imensas como a CCXP", afirma Hector Lima, roteirista de graphic novels como Sabor Brasilis e A Ameaça do Barão Macaco e Mulherhomem ao HuffPost Brasil."Eu adoro a CCXP porque encontro público do Brasil todo. É por conta de eventos gigantes como esse, pequenas feiras regionais e até exposições, como a que está acontecendo no MIS [de São Paulo] que o quadrinho brasileiro está cada vez mais popular entre os fãs", diz o premiado cartunista, quadrinista e ilustrador Walmir Americo Orlandeli, ou simplesmente Orlandeli, como ele assina seus trabalhos.Orlandeli é o autor de Arvorada, graphic novel que faz parte do selo Graphic MSP, que fazem releituras de personagens clássicos de Maurício de Souza. No caso da Arvorada, o Chico Bento."Foi uma honra trabalhar com o Chico Bento. Sou fã do Maurício desde sempre. Mas foi um grande desafio também, porque eu tinha de manter a alma do personagem, que é do Maurício, mas dando a minha visão para ele. Ter esse carimbo de aprovação do Maurício é uma ótima forma de mostrar o trabalho de talentosos artistas brasileiros para um público maior."Veteranos, iniciantes, grandes e pequenosNo Artists' Alley há artistas de pequenas editoras independentes a gigantes do ramo, como Carlos Ruas, Ivan Reis, Mike Deodato, John Romita Jr, John Cassaday e Joe Rubinstein, por exemplo."Para mim está sendo uma experiência muito legal. Essa é a minha primeira vez, nunca tinha participado de um evento desse tamanho", explica Marcelo Araujo, designer gráfico que faz quadros tridimensionais de cortes de papel sobrepostos que criam um efeito tridimensional em obras que prestam tributo a filmes, livros, HQs e séries.Mas como conviver com artistas já consagrados fazendo quadrinho independente ou sendo um artista ainda desconhecido? "As pessoas podem vir aqui para conhecer o trabalho de um artista conhecido e acaba vendo meu trabalho. A CCXP traz todo tipo de público", justifica Araújo."Em uma edição anterior fiquei ao lado do estande de um desenhista estrangeiro muito famoso. Acabava atrapalhando um pouco o acesso à minha mesa, mas nada que prejudicasse tanto. Muita gente acaba vendo o seu trabalho e falando: Olha só, tem uns caras fazendo um trabalho bem legal que eu nem conhecia", aponta Hector Lima."Isso é muito importante para nós. Nosso mercado de quadrinhos ainda precisa crescer e esse espaço aqui é uma forma de entrarmos no mesmo circuito dos caras mais conhecidos por grande parte dos fãs de quadrinhos", completa Lima, que acaba de emplacar duas de suas histórias na revista de quadrinhos e ficção científica norte-americana "Heavy Metal", e com mais uma a caminho.LEIA MAIS: Desenhistas e roteiristas celebram 55 anos de X-Men e legado de Stan Lee na CCXP CCXP 2018: Mauricio de Sousa traz chuva de novidades para fãs da Turma da Mônica CCXP 2018: Painel de 'Game of Thrones' é a grande sensação do 1º dia do evento CCXP 2018: Maior Comic Con do mundo terá cobertura diária do HuffPost

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  • 2 days ago

Ele dizia: 'Se você não fizer o que eu estou falando, a sua doença vai voltar'Disse uma das denunciantes ao 'Conversa com Bial'Em entrevistas ao jornal O Globo e ao programa Conversa com Bial, da TV Globo, mulheres denunciaram o médium João de Deus, de 79 anos, por cometer abusos sexuais contra elas no momento em que procuraram auxílio espiritual na Casa de Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). Em nota, o médium negou e rechaçou "veementemente" as acusações contra ele.De acordo com informações do jornal O Globo, os casos teriam acontecido entre 2010 e fevereiro de 2018, e 12 mulheres denunciaram à imprensa os casos de violência sexual. Deste número, o jornal ouviu 8 delas. Já o programa do jornalista Pedro Bial afirmou ter ouvido 10 depoimentos, mas apenas 4 deles foram ao ar na noite desta sexta-feira (7).A coreógrafa holandesa Zahira Lieneke Mous foi a única vítima que aceitou ser identificada. Em entrevista ao Conversa com Bial, ela afirmou que procurou a "Casa" com três objetivos, um deles se curar de um abuso sexual sofrido no passado. "É um cenário bem bizarro. Você, de certa forma, se sente especial, acha que vai receber a cura", disse.Mous contou que foi orientada a ter uma consulta em um ambiente particular com João de Deus. Segundo ela, o cômodo contava com um banheiro grande e que nele tinha um sofá. No local, a coreógrafa ficou sem reação quando o médium a virou de costas e colocou sua mão para trás, na altura de seu pênis. Em um outro momento, ele a virou de joelhos de frente para ele, com a intenção de forçá-la a masturbá-lo.Enquanto isso, ele continuava falando da minha família e disse que eu deveria sorrir.Ela contou que, em um segundo momento, ele a levou no mesmo local e teve uma atitude com o mesmo padrão, mas deu um passo adiante penetrando-a por trás e oferecendo joias a ela. "Ele abriu a calça, colocou a minha mão no pênis dele e começou a movimentar a minha mão. Eu estava em choque. Enquanto isso, ele continuava falando da minha família e disse que eu deveria sorrir (...). Depois, ele se limpou, me levou ao escritório, abriu um armário de pedras preciosas e mandou escolher a que eu mais gostasse."A coreógrafa conta que durante 4 anos entrou em estado de negação do fato e que, na época, acreditava que poderia ser treinada como médium para ajudar outras pessoas. Por esses motivos, ficou em silêncio. Ela afirmou que, após um tempo, entendeu que precisava lidar com esse e outros traumas e decidiu compartilhar a história nas redes sociais."Tinha muito medo deles mandarem espíritos ruins, da minha vida se tornar miserável, de não conseguir dormir", afirmou. "Se fosse só eu, eu que engula, porque ele está curando milhares de pessoas, certo? Mas agora eu sei que ele está abusando de centenas de mulheres e meninas. Sei que muitas mulheres foram afetadas e por isso que estou aqui."Durante o programa, Bial ouviu ainda 2 brasileiras que também relataram abusos cometidos por João de Deus sob condição de anonimato.Em depoimento, a primeira entrevistada afirma que procurou a "Casa" em 2009, quando buscava a cura para um problema de visão que seu filho tinha à época. Ela diz ter frequentado o local por anos, até buscar ajuda para superar um divórcio, em 2013. Atendida de forma "particular" pelo médium, ela relatou que também sofreu abusos:"Ele disse que sabia que eu estava lá pelo divórcio, que ia fazer uma limpeza energética em mim", contou. Disse que eu precisava daquela energia que só viria daquela maneira. Quarenta e cinco dias depois, voltei sozinha e a entidade me pediu para ir vê-lo novamente. Fez tudo de novo". A segunda entrevistada contou que procurou tratamento espiritual após descobrir um câncer de mama. Na companhia do marido, ela disse que fez uma cirurgia espiritual comunitária no começo de 2018 e precisou voltar um mês depois e também foi atendida de forma privada pelo médium."Ele disse que estava quase curada, que eu tinha que prometer a ele que não podia dizer a ninguém sobre o processo de cura. Achei estranho, mas estava muito desesperada. Tinha muita confiança nele", disse. "Senti o membro dele nas minhas nádegas, ele comprimindo meu corpo. Comecei a chorar e pensava: 'Como vou sair daqui?". Tanto as denúncias ouvidas pelo O Globo quanto pelo Conversa com Bial, revelam um padrão de comportamento em comum. As vítimas tinham entre 30 e 40 anos, foram desacompanhadas à Casa de Dom Inácio e afirmam que o médium -- que estaria incorporado no momento -- indicava que deveriam encontrá-lo em particular e os abusos relatados pelas vítimas eram justificados como "limpeza espiritual". As respostas de João de Deus às acusaçõesJoão Teixeira de Faria, conhecido como "João de Deus", é um médium brasileiro conhecido internacionalmente. Desde 1976, ele realiza atendimentos espirituais na casa que batizou de "Dom Inácio Loyola", localizada em Abadiânia, no interior de Goiás. A cidade, de menos de 19 mil habitantes, chega a receber até 10 mil pessoas por mês em busca de cura para doenças e orientação espiritual. O documentário João de Deus - O silêncio é uma prece, sobre sua vida e a rotina de atendimento espirituais foi lançado em maio deste ano. Com fama internacional, em 2012, João de Deus recebeu a apresentadora Oprah Winfrey para uma entrevista em Abadiânia."Foi uma experiência muito forte. Eu ainda estou processando o que aconteceu. Eu estou maravilhada", disse a apresentadora em uma rápida conversa com o G1 à época.Ao programa Conversa com Bial, a assessoria de João de Deus afirmou, por meio de uma nota, que as acusações contra ele são "falsas e fantasiosas" e que "apesar de não ter sido informado dos detalhes da reportagem, ele rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos".O texto também questiona o motivo pelo qual as vítimas não procuraram as autoridades antes e afirma também que "a sala em questão é pública, qualquer um tem acesso a ela e jamais fica trancada".A assessoria ainda afirma que a situação "é lamentável, uma vez que o Médium João é uma pessoa de índole ilibada".Ao programa de televisão e ao jornal, vítimas relataram que não procuraram a polícia logo após os abusos por medo de serem perseguidas. Pelo mesmo motivo pediram para não serem identificadas pelas reportagens tanto impressa quanto televisiva.Segundo o Globo, esta não é a primeira vez que ele é acusado de crimes sexuais. Ele já foi acusado de sedução de menor, atentado ao pudor, contrabando de minério e por assassinato, mas não foi considerado culpado em nenhum deles.LEIA MAIS: 5 em cada 10 adolescentes e jovens mulheres já sofreram assédio sexual no Brasil, diz Datafolha 3 sobreviventes de assédio apresentam manifesto pós-Harvey Weinstein no Oscar O silêncio da atriz Uma Thurman sobre Harvey Weinstein e Quentin Tarantino chegou ao fim O choro do Naldo, a carta do Zé Mayer: Por que a vitimização não resolve De 'como você é bonita' a 'quando você vai dar para mim': Figurinista denuncia assédio de Zé Mayer

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  • 2 days ago

O Conto da Aia, série de sucesso baseada no livro homônimo da escritora Margaret Atwood, entrará para o catálogo do Globoplay, plataforma de streaming da TV Globo. O anúncio foi feito na CCXP 2018, em São Paulo. A série, 11 vezes vencedora do Emmy, é uma produção original do Hulu, e teve as duas primeiras temporadas exibidas no Brasil somente no Paramount Channel. Protagonizada por Elisabeth Moss (Mad Men), a série retrata o universo criado em 1985 por Atwood. Em uma sociedade distópica e teocrática, as poucas mulheres férteis são forçadas a servirem como "aias" das famílias dos "comandantes", a fim de aumentar a taxa de natalidade e criar um novo modelo de sociedade.A produção tem sido cultuada por crítica e público, por apresentar uma trama que faz denúncias enfáticas contra sistemas opressores, discutindo machismo e homofobia de forma marcante e atual. A terceira temporada, que segue sob direção de Bruce Miller, estreia em 2019, ainda sem data anunciada. Outros dois seriados populares devem chegar aos assinantes da plataforma logo no começo de 2019 são The Big Bang Theory e Young Sheldon. Ainda não foram divulgadas as datas das estreias.O mercado que o Globoplay pretende atingirO Globoplay foi lançado em 2015 como uma plataforma para telespectadores da TV Globo acompanharem programas da emissora que eventualmente haviam perdido. Hoje, além do conteúdo da TV, a plataforma reúne 16 séries internacionais, 6 séries exclusivas e cerca de 100 filmes internacionais.Os planos da plataforma para o próximo ano são de expansão de conteúdo. "Nos próximos três meses vai ser uma avalanche de conteúdo, que dará uma cara completamente diferente [para a plataforma]", disse diretor geral do Globoplay, João Mesquita, em encontro com jornalistas em São Paulo na última semana.De acordo com Mesquita, 100 séries internacionais devem ser colocadas no catálogo da plataforma streaming brasileiro até o final de 2019. A ideia é de que haja a estreia, em média, de uma série por semana. Na CCXP, o executivo afirmou que mil filmes internacionais foram adquiridos.O executivo contou que cerca de 20 milhões de usuários - entre assinantes e gratuitos - trafegam hoje pelo Globoplay. Quem não é assinante, no entanto, não acessa à íntegra de filmes, séries, capítulos de novela e programas da Globo, e são obrigados a assistir publicidade dentro da plataforma.Afim de conquistar e fidelizar novos assinantes, a plataforma também investirá em produções próprias. Sessão de Terapia, série brasileira que teve três temporadas exibidas pelo canal GNT – que faz parte do conglomerado Globo – ganhará uma nova temporada na plataforma dentro dessa estratégia.Os investimentos do Globoplay para firmar-se como uma atrativa opção no mercado de streaming - que tem hoje o domínio de plataformas internacionais com Netflix e Amazon Prime Video - também foram direcionados para o desenvolvimento de novas funcionalidades, como o opção de download de conteúdo para assistir quando não há conexão com internet.A nova fase da plataforma de streaming também permite assinaturas de combos com conteúdos do canal Telecine e do Premiere. A assinatura básica do plataforma custa hoje R$ 24,90.LEIA MAIS: 'O Conto da Aia' é a série mais brutal do momento: Por que não consigo parar de assistir? Em 'O Conto da Aia', a maior ameaça é uma mulher com uma caneta na mão A responsabilidade de interpretar Moira em 'O Conto da Aia', segundo Samira Wiley Margaret Atwood lançará sequência do clássico 'O Conto da Aia' em 2019

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  • 2 days ago

O deslocamento da Funai (Fundação Nacional do Índio) do Ministério da Justiça para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro (PSL) deve prejudicar a demarcação de terras indígenas e a mediação de conflitos por invasão de território. Essa é a avaliação do cacique Marcus Xucuru, uma das principais lideranças indígenas do País, e também de Cleber Buzatto, secretário-executivo do Cimi (Conselho Indigenista Missionário).Atualmente, o processo de demarcação passa necessariamente pelo Ministério da Justiça. Já a mediação de conflitos entre indígenas, madeireiros, garimpeiros e fazendeiros é feita pela Polícia Federal, instituição subordinada à pasta da Justiça — que será chefiada pelo ex-juiz Sérgio Moro."Com certeza haverá um impacto negativo. É como se [a Funai] perdesse um poder de polícia, de fiscalização e de proteção", disse o cacique Marcos Xucuru ao HuffPost Brasil.De acordo com o relatório mais recente do Cimi, em 2017 foram registrados 96 casos de invasão e exploração ilegal de terras indígenas e 20 casos de confronto violento.Coordenador da Apoinme (Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo), Xucuru afirma que o Ministério da Justiça é o único capaz de lidar com os conflitos. O cacique participou na quinta-feira (6) de um protesto em frente à sede do governo de transição, em Brasília, quando grupos indígenas divulgaram uma carta aberta a Bolsonaro. No documento, pediram que a Funai fosse mantida no Ministério da Justiça, mas não foram atendidos.Cleber Buzatto afirma que o Cimi "lamenta" a transferência da Funai."O processo de demarcação de terras é preponderante para os povos indígenas, e as estruturas de combate à violência são vinculadas ao Ministério da Justiça. Portanto, é o órgão que teria as condições mais adequadas para responder a essas demandas", argumenta.Bolsonaro já se manifestou diversas vezes contra a demarcação de terras indígenas no País e costuma dizer que é preciso integrar os indígenas à sociedade. Escolhida para comandar o ministério que cuidará da Funai, a advogada e pastora evangélica Damares Alves disse, ao ser anunciada ministra, que a questão das demarcações ainda será discutida com o presidente eleito e que "índio não é só terra".Para Buzatto, as declarações fazem parte de um esforço para "desqualificar" a pauta do movimento indígena. "A demarcação de terras e proteção das terras demarcadas é a demanda central dos povos indígenas do Brasil. Espero que a ministra possa compreender a situação a fundo e possa, de alguma maneira, contribuir com os povos", afirma o secretário do Cimi.A demarcação das terras indígenas é um direito garantido pela Constituição Federal de 1988. O processo começa com a realização de estudos antropológicos, pela Funai, para o reconhecimento da área como território de ocupação tradicional. O documento é enviado para o ministro da Justiça e, depois, homologado pelo presidente da República.O Brasil tem hoje 436 terras indígenas demarcadas, que correspondem a cerca de 14% do território nacional e são de propriedade da União.EvangelizaçãoA transferência da Funai para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos também traz o temor de que o novo governo inicie um processo de evangelização dos indígenas."Existe uma investida muito forte dos evangélicos para dentro das terras indígenas. Há casos graves, e a chegada de missões acaba interferindo diretamente nas crenças e tradições dos povos", afirma Marcos Xucuru.O cacique diz ainda que esse tipo de abordagem não acontece com seguidores de outras religiões. "A gente convive pacificamente, muito tranquilamente com outras religiões. Eu conheço os povos e posso dizer isso como muita propriedade. Muitos deixam de cultuar suas crenças e tradições depois que entram em contato com a igreja evangélica."Buzatto concorda. Para ele, o novo governo sinaliza que pode querer transformar a Funai em uma "agência de cristianização com viés fundamentalista". "Isso seria extremamente grave, uma vez que atentaria contra a Constituição, que reconhece a legitimidade da organização e dos costumes, crenças e tradições dos povos indígenas."Ao Estadão, Damares Alves negou que tenha planos de evangelizar os indígenas e disse que tal afirmação é "absurda". Ela adiantou, porém, que fará uma "mudança radical no tratamento com os isolados da Amazônia", mas não deu detalhes da proposta.A preocupação das lideranças indígenas e do Cimi se deve, em grande parte, à relação da futura ministra com a ONG Atini - Uma Voz Pela Vida, da qual é uma das fundadoras. A entidade, que diz atuar para "erradicar o infanticídio nas comunidades indígenas", responde desde 2015 a uma ação do Ministério Público Federal (MPF) por dano moral à comunidade indígena por conta da produção de filme de ficção sobre infanticídio indígena divulgado como documentário.Os procuradores pedem que a ONG seja condenada a pagar R$ 1 milhão. Em 2017, parte do pedido foi acolhida pela Justiça, que determinou que o filme fosse removido da internet.LEIA MAIS O que pensa a futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Com pastora, novo ministério terá desafio de separar religião e moral laica Bolsonaro terá que 'respeitar os indígenas', diz procurador do MPF

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  • 2 days ago

A bancada evangélica se prepara para desengavetar projetos e agilizar outros na legislatura que se inicia em 2019. Com uma bancada que passará de 90 para cerca de 120 parlamentares, a expectativa é que pelo menos 5 propostas de interesse do grupo ganhem força no Congresso.De acordo com o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), um dos caciques do grupo, a ideia é dedicar o 1º semestre à pauta econômica, com ênfase nas mudanças na aposentadoria, e depois engatar os projetos na área social."Depois da reforma da Previdência, vem o trator conservador", afirmou ao HuffPost Brasil.As pautas do grupo estão em consonância com o mote da campanha eleitoral que deu a vitória a Jair Bolsonaro (PSL). Estão na mira da bancada textos que implicam embates diretos com a oposição: Estatuto da Família, Estatuto do Nascituro e redução da maioridade penal, Escola sem Partido, além da reforma da Previdência."Ano que vem tem que dar prioridade à pauta econômica, indiscutivelmente, a reforma da Previdência e a tributária. Logo depois, [vamos] começar com as pautas que entendemos como prioridade no campo conservador."Perspectivas de votaçãoA expectativa do parlamentar é que a Escola sem Partido seja aprovada na Câmara ainda este ano. A oposição, entretanto, tem conseguido barrar. Para o deputado, é preciso "desaparelhar" a esquerda. "Educação quem dá são os pais. A escola tem que se dedicar ao ensino, que é o que não está fazendo."No Senado, o texto já tem um padrinho. O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) prometeu, em entrevista à GloboNews, fazer o possível para que o projeto ganhe agilidade na Casa. O filho mais velho do presidente também se comprometeu a alterar a proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal.O senador quer ficar com a relatoria do texto, aprovado pela Câmara em 2015, que fixa em 16 anos a maioridade penal no caso de crimes hediondos. "Esse é um projeto que grande parte da população espera e está parado no Senado", disse, ao elencar suas prioridades.Dentro da bancada evangélica é consenso que o texto aprovado pela Câmara é "tímido". "Crimes graves a gente tem que diminuir ainda mais essa idade. Basta ver a realidade do Rio de Janeiro, temos crianças de 11, 12 anos já portando fuzil", diz Sóstenes.Os estatutos da Família e do Nascituro também são textos em tramitação avançada no Congresso. Ambos também estão alinhados com o que pensa a futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.A advogada e pastora evangélica tem em seu histórico discursos ferrenhos em defesa da família tradicional, como estabelece o estatuto, e contrário ao aborto, o que defende a proposta que dá direitos ao nascituro.Pauta prioritária, além da reforma da PrevidênciaEscola sem Partido A Escola sem Partido é uma proposta que determina que professores não poderão usar sua posição para fazer apologia a correntes políticas, ideológicas ou partidárias. O texto está em fase final de tramitação na Câmara dos Deputados. Desde 4 de julho, os integrantes da comissão tentam votar o relatório final, mas não há consenso. A expectativa de parlamentares favoráveis ao texto é que ele seja aprovado na Câmara ainda este ano e entre na pauta do Senado no início de 2019.Estatuto da FamíliaAprovado na comissão especial e pronto para ir ao plenário, o Estatuto da Família estabelece que família é apenas a união entre homem e mulher. O texto enfrenta críticas dos defensores de modelos não-tradicionais, como famílias monoparentais, multiparentrais ou homoafetivas. Caso seja aprovado em plenário, o texto seguirá para análise dos senadores.Estatuto do NascituroO texto concede direitos ao feto. Com isso, a proposta proíbe o aborto em qualquer circunstâncias, já que mesmo antes do nascimento, o feto passa a ser considerado um sujeito de direito e por isso tem direito à vida. O projeto está parado na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados. No último dia 4 de setembro, o relator da matéria, deputado Diego Garcia (Podemos-PR) apresentou relatório pela aprovação, mas a matéria não entrou na pauta.Redução da maioridade penalA proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos foi aprovada no plenário da Câmara dos Deputados em 2015. Desde então o texto está parado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O texto chegou a entrar na pauta do colegiado algumas vezes, mas está parado há mais de um ano.LEIA MAIS Bancada evangélica enfrenta racha após decepções com Bolsonaro Partido de Bolsonaro é nova cara das bancadas evangélica e da segurança ‘Homem não foi feito para atividades de casa’, diz presidente da bancada evangélica

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Por Nina BorgesNa mesa de sua casa em São Paulo, homus, coalhada, berinjela recheada com castanhas, geleia de figo e azeitonas temperadas trazidas por conhecidos foram cuidadosamente dispostas. Seus pais e sogros enviam através de conhecidos pequenas lembranças do sabor de casa. O café com extra cardamomo toma conta da sala. A conversa flui em torno da mesa. São momentos como esse a que ela se refere quando diz que sente saudade da vizinhança. Hoje, são poucas as famílias árabes na região onde mora e as tardes podem ser solitárias sem ter com quem compartilhar o chá.Salsabil Matouk, 32, nasceu em Jableh, uma pequena cidade na costa da Síria, mas ainda pequena foi morar na Arábia Saudita com os pais, seus cinco irmãos e duas irmãs. Hoje ela estampa um mural de 20 metros na Avenida Minhocão, em São Paulo, e tem a Cozinha de Salsabil, um buffet de pratos árabes tradicionais, com o qual complementa a renda familiar.Mas sua formação não é em Gastronomia. Ela fez faculdade de Farmácia, na Jordânia, e lá conheceu o marido Salim, com quem é casada há 8 anos e tem 3 filhos: Jury, 7, Walid, 4, e Yasmin, de 1 ano e meio.Assim que se formaram e se casaram, o casal foi morar na casa que a família de Salim tinha em Douma, a 10 km da capital Damasco, na Síria. Lá Salsabil abriu sua própria farmácia e Salim trabalhava como gerente em uma representante farmacêutica. A vida era boa."Tudo tinha muita vida lá. As pessoas circulavam pela cidade a qualquer hora e os restaurantes e lojas não fechavam. Era seguro e cheio de vida."Mas em 2011 tudo mudou. A guerra na Síria foi devastadora. Metade da população foi forçada a deixar suas casas. Depois de 7 anos de guerra, mais de 5 milhões de pessoas são refugiadas sírias registradas e o país tem 6 milhões de deslocados internos. Estima-se que 500 mil pessoas tenham morrido. Casas, escolas e hospitais foram destruídos diante dos olhos do mundo. Cidades inteiras desapareceram.Tudo tinha muita vida lá. As pessoas circulavam pela cidade a qualquer hora e os restaurantes e lojas não fechavam. Era seguro e cheio de vida"Quando tinha bombardeio, todos os moradores desciam para o primeiro andar, pois era o lugar mais seguro para ficar. Quando amanhecia, saíamos para a rua e víamos prédios e casas destruídos e corpos nas ruas. Então limpávamos tudo. Eu não lembro muito dessa época, mas meu marido ainda sofre muito. Ele perdeu familiares."Hoje a maioria dos refugiados sírios vive em países vizinhos, como Jordânia, Turquia e Líbano, em situação de extrema pobreza: nove em dez refugiados sírios vivem em comunidades de acolhimento nos países vizinhos."Quando a guerra começou, nós ainda ficamos um tempo. Vivemos um ano com a guerra, indo para a Jordânia e Arábia Saudita, onde tínhamos família, quando as coisas pioravam, mas a gente não conseguia emprego e eles estavam dificultando a liberação do visto de permanência."Com o agravamento da guerra, Salsabil e Salim se viram sem escolha: teriam que partir. Eles já tinham uma filha, Jury, e Salsabil estava grávida do segundo. A situação ficava cada vez mais insustentável. Pensaram em ir para Alemanha ou Canadá, mas os países haviam dificultado a entrada de sírios. Então um conhecido da família sugeriu o Brasil. Graças ao programa de vistos humanitários estabelecido pelo governo brasileiro, conseguiram vir."O que eu sinto mais falta é da minha casa. Não consegui salvar nada, deixei tudo como estava. Na última vez que consegui voltar, meu passarinho ainda estava vivo, dentro da gaiola, no mesmo lugar em cima da geladeira onde havia deixado quando fugimos um mês antes. Coloquei ele em um potinho e levei comigo. Foi a coisa mais importante que peguei. Até meu álbum de casamento ficou para trás. Não tenho uma foto do meu casamento", lembra."Eu sabia que não íamos mais voltar, então peguei todas as plantas e coloquei no piso do banheiro com água. Pelo menos assim elas iam viver até quando desse. Eu tinha uma farmácia e não sei o que aconteceu com ela. Tive que trancar e deixar tudo lá, nem sei se está de pé ainda."Em 2014, Salsabil e Salim juntaram o que havia sobrado de suas economias e vieram para o Brasil em busca de uma vida em paz. Com a ajuda do Acnur (Agência da ONU para refugiados), conseguiram revalidar seus diplomas. Apesar disso, foi muito difícil encontrar emprego na área de formação. Salim hoje trabalha meio período em uma transportadora e enfrenta uma jornada de 2,5 horas até o trabalho. Para chegar, pega 6 conduções.Salsabil também revalidou seu diploma, mas teve que criar a Cozinha de Salsabil para gerar renda. Ela participou das oficinas do projeto Empoderando Refugiadas, apoiado pelo Acnur, onde recebeu assessoria para montar seu negócio.O Acnur atua na emergência da Síria desde o começo, sendo a principal agência da ONU em proteção, abrigo, serviços comunitários e distribuição de itens essenciais dentro do País. No Brasil, com o apoio de parceiros locais, a agência contribui com cursos de português, revalidação de diploma, documentação e atuando para que as famílias se integrem e tenham a chance de viver em melhores condições.Durante a guerra, muitas vezes não tinha eletricidade, nem água e tínhamos que estocar alimentos. Não tínhamos energia, nem sinal de celular, mas tínhamos vassouras. Batíamos no teto ou na parede, e a vizinha descia para tomar um café.Apesar do esforço de integração, Salsabil conta que sente falta do laço que havia entre as pessoas na Síria."Durante a guerra, muitas vezes não tinha eletricidade, nem água e tínhamos que estocar alimentos. Nós não tínhamos energia, nem sinal de celular, mas tínhamos vassouras. Assim batíamos no teto ou na parede e a vizinha descia para tomar um café."Ela fala diariamente com sua mãe pelo WhatsApp e acha uma pena que seus filhos estejam crescendo longe dos sobrinhos, que agora também não conhece. Mas, como em sua vida não parece haver muito espaço para nostalgia, ela logo arruma algo para fazer. Aprendeu a cozinhar sozinha, inspirada nas receitas da mãe. O hábito começou quando saiu da casa dos pais para estudar."Pra mim não existe 'não'. Se me perguntam se eu faço tal coisa, digo que sim mesmo sem saber e vou aprender até dar certo."Ansiosa para a produção de uma encomenda de quase 5.000 unidades de doces e salgados árabes, ela se despede de nós com o brilho nos olhos de quem está reconstruindo a vida ao redor de algo que faz com amor.*Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.LEIA MAIS: Acolher venezuelanos e outros refugiados é imperativo moral e obrigação legal do Brasil Bolsonaro cogita criação de campo de refugiados para venezuelanos Uma nova chance para refugiados no Brasil: A causa de Maria Beatriz Nogueira

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  • 2 days ago

Ela tem 29 anos e será uma das parlamentares mulheres mais jovens em 2019 no Amazonas quando assumir o cargo de deputada estadual. Eleita com mais de 26 mil votos, a advogada e defensora dos animais, Joana Darc, há 10 anos nem imaginava que um dia entraria para a vida pública para defendê-los. "Fui movida pela falta de políticas públicas voltadas para causa animal. Tive que fazer algo e cansei de esperar por apoio", diz em entrevista ao HuffPost Brasil.A carreira política de Joana começou em 2014 como vereadora. Ganhou na estreia da disputa eleitoral e chegou "causando" na Câmara Municipal de Manaus. "Até então era a única parlamentar em prol da causa animal. Que levantava para falar sobre o assunto na tribuna, pedindo apoio. Me fiz ouvir", conta. Entre projetos de lei e indicações ao Prefeito de Manaus, a manauara não ficou só na discussão na CMM e fez algo incomodava muitos, mas se mexia para agir até então. Amparou cães e gatos que sempre se abrigam aos arredores da casa executiva.Cansei de sugerir ideias para os políticos e resolvi agir."Assim que começou meu mandato, providenciei vacinas e castração para as fêmeas. Também colocamos coleiras em todos para identificação. Os guardas municipais e o pessoal da segurança, da limpeza, agora os alimentam", comemora a mudança que acabou virando projeto de Lei, aprovado este ano, que determina que todo o animal comunitário deve portar coleira com identificação, nome do tutor voluntário, contato, ser devidamente cadastrado no Centro de Zoonoses e possuir carteira de vacinação atualizada. O animal comunitário não pode ser capturado como animal errante, exceto, no caso em que esteja acometido por zoonose grave ou sem tratamento disponível, e que possa colocar em risco a saúde dos demais animais comunitários. "Um avanço grande em prol da causa", diz.A sementinha da proteção animal foi plantado e agora só cresce.Mas antes de ser essa voz atuante, Joana Darc, lutou muito para conseguir apoio do poder público para animais de rua, já que não existe um censo preciso. Apenas uma estimativa de 20 mil animais sem dono nas ruas em Manaus, segundo o último IBGE. "Férias é o pior período. É quando a gente tem mais registro de abandono. Os donos deixam os animais em feiras, supermercados. É triste, muito triste."A manauara sempre nutriu amor pelos bichos. Mas só começou a se envolver mesmo com a causa aos 19 anos quando presenciou um atropelamento envolvendo uma cadela com o filhote. A cena a comoveu. "O motorista não prestou socorro. Eu saí do carro, resgatei e cuidei. Daí, comecei a mover amigos que me apoiaram e a gente se transformou em um grupo de protetores", recorda.Não demorou muito para Joana e esses amigos fundarem juntos à ONG PATA em 2010 que já ajudou a resgatar mais de 30 mil animais, entre cães, gatos, preguiça, bode e até cavalo. "Comecei a estudar mais sobre direitos dos animais, participar de congressos e movimentos sociais para saber exigir suporte do poder público", recorda.O amor transforma uma vida.Joana sente que ainda falta muito a avançar, principalmente com relação à fiscalizações. "As leis que existem de proteção são voltadas para a saúde pública e não para o bem estar. Precisamos entender que eles [animais] fazem parte da nossa rotina e necessitam de qualidade para viver", crê.Por isso, Joana pretende arregaçar as mangas na Assembleia Legislativa do Estado para fazer mais por quem não pode se defender. "O abandono e maus tratos só vão acabar com políticas públicas eficazes e sensibilização. Não posso parar! Meu desafio será ainda maior. Quero levar essa conscientização para todo o Amazonas e acabar com a impunidade!", diz confiante.Ficha Técnica #TodoDiaDelasTexto: Samira BenolielImagem: Iana PortoEdição: Andréa MartinelliFigurino: C&ARealização: RYOT Studio Brasil e CUBOCCO HuffPost Brasil lançou o projeto Todo Dia Delas para celebrar 365 mulheres durante o ano todo. Se você quiser compartilhar sua história com a gente, envie um e-mail para [email protected] com assunto "Todo Dia Delas" ou fale por inbox na nossa página no Facebook.Todo Dia Delas: Uma parceria C&A, Oath Brasil, HuffPost Brasil, Elemidia e CUBOCC.LEIA MAIS: Tatiana Bastos, uma delegada de polícia na cruzada contra a violência doméstica Superação de abusos, preconceitos e abandono: A força de Renata Vasconcelos Bruna Benevides: A resistência da primeira mulher trans na ativa da Marinha brasileira Wilma Lino Dutra: A menina perdida que se encontrou e hoje ensina o que é o amor Patrícia Santos, a missão de revelar talentos ofuscados pelo racismo Caroline Ricca Lee: O uso da memória como forma de expressão, arte e militância Gabriela Masson, a Lovelove6: A quadrinista que retrata a sexualidade feminina

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  • 2 days ago

Roupas, livros, DVDs, joias, perfumes.... São muitos os itens que costumam constar nas listas de Natal, mas há um determinado tipo de amigo ou amiga para quem você sabe exatamente o que comprar, ou, pelo menos, que linha seguir para acertar em cheio na escolha.Estamos falando das pessoas que literalmente amam ganhar presentes relacionados à culinária. Para quem tem uma atração e um bom gosto irresistíveis por comer e beber bem, preparamos uma lista com ótimas opções para o Natal de 2018.As escolhas englobam desde lembrancinhas mais simples até refinados apetrechos hi-tech para deixar a cozinha do seu amigo ou amiga bem mais legal para as festas deste final de ano.Vamos a eles:Torradeira CuisinartVocê nunca mais vai pensar em deixar sua torradeira escondida na cozinha se ganhar essa verdadeira joia da Cuisinart. Projetado para torrar 4 fatias de uma só vez, o acessório conta com 1.800W de potência e aceita pães de todos os tipos, incluindo fatias de bolo. Possui a função Reheat, que reaquece a torrada sem queimar, e a Defrost, para descongelar aquele pãozinho que você guardou por um bom tempo no freezer.O mimo é produzido em aço escovado, material extremamente resistente, tem opções de cores e custa R$ 749 e está à venda no site da Cuisinart Brasil.Chaleira elétrica NostalgiaOutra opção bastante útil e sofisticada para quem adora cozinhar. A chaleira elétrica Nostalgia tem elegância, sofisticação e design retrô, que certamente agradarão à pessoa que for presenteada e darão um charme todo especial ao seu chá ou café.Ela possui capacidade para 1,7 litro e custa R$ 284 no site da Doural.Cooktop por Indução Gourmet Polishop TouchQue tal aproveitar o presentão de Natal para cozinhar seus pratos preferidos para a virada do ano? Isso será possível se você ganhar com esse modelo de cooktop. Com formato compacto, ele promete cozinhar seus alimentos favoritos até 80% mais rápido e sem perder as propriedades nutricionais. Pode também servir como réchaud em um jantarzinho romântico.O Cooktop por Indução Gourmet Polishop Touch custa R$ 349 no site da Polishop.Cesta de Natal... De olho no Ano NovoA Cesta de Natal da Kopenhagen é muito mais do que um "simples" presente de Natal. Composta por Papai Noel ao leite (140 gramas), Enfeite Dragê (50 gramas), Enfeite Chumbinho (50 gramas), Seleção de tabletes Natal (200 gramas), Petittone gotas (200 gramas), Coleção Mil Delícias de Natal (152 gramas) e Trufas Língua de Gato (180 gramas) a cesta é, na verdade, uma champanheira, perfeita para gelar a bebida — ou o espumante — para a virada do ano que também se aproxima. Custa R$ 272,50.Guirlanda e Árvore de Natal de chocolateAinda no delicioso mundo do chocolate, há opções mais em conta para alegrar e adoçar o Natal de quem ama comer e tem uma irresistível queda pelo cacau.O site da Cacau Show tem uma seção toda temática e, entre os principais destaques, estão a Guirlanda de Natal (R$ 54,90) e a Árvore de Natal de trufas. (R$ 32,90). Delícia!!!Cesta da Wine BrasilEssa opção é para quem ama comer e beber mesmo. A Wine Brasil tem uma seleção de cestas de Natal com produtos nacionais e importados da melhor qualidade.Essa da foto aí em cima é composta por azeite chileno, amendoim coberto com chocolate, antepasto, arroz, pistache torrado, panetone, vinho e espumante. Custa R$ 290 no site da loja.Cesta para quem ama vinhosEssa opção é para aquela pessoa que AMA uma tacinha de vinhos e aprecia a bebida dos deuses. A Casa Rio Verde oferece uma composição formada por 3 rótulos franceses: Brise Marine (Rosé), Châteu Toussin (Tinto) e Grand Cep Merlot (Tinto), além da Cesta Artesanal incovimes, ao preço de R$ 225.Uísques variadosO vinho é tradição, mas um bom uísque pode transformar qualquer aperitivo em uma refeição inesquecível. Para este Natal, um bom presente é a edição limitada White Walker, da Johnnie Walker.Com o nome inspirado nos enigmáticos White Walkers, da série de TV Game of Thrones, a bebida também foi desenvolvida de forma diferente. Com notas de açúcar caramelizado e baunilha, frutas vermelhas e um toque de frustas frescas, a bebida deve ser consumida bem gelada, diretamente do freezer. Custa R$ 119,90 no site The Bar.Panetones para todos os gostosQuem é apaixonado por panetone não vê a hora de a época de Natal chegar. Além de todas as delícias que acompanham as festas de fim de ano, os mais variados tipos de panetone são uma verdadeira tentação a quem é um apreciador da iguaria.A Ofner disponibilizou, em 2018, essa novidade aí em cima, batizada de Red Velvet, e que está sendo vendida por R$ 93,90 a unidade de 1 kg.A mesma doceria tem ainda uma gama bastante variada de sabores, incluindo avelã (R$ 93,90), doce de leite (R$ 81,90), mousse de chocolate (R$ 93,90) e uma caixa especial, de 2 kg, que está sendo vendida a R$ 249,90.Há também os panetones tradicionais e bem mais em conta do que os "gourmet". Para levar essas delícias para casa, o consumidor vai desembolsar entre R$ 9,90 e R$ 19,90, dependendo do supermercado (modelos de 500 g).Para adoçar a ceiaFechando as dicas para quem adora comer e beber e espera por um presentinho apetitoso neste Natal estão os docinhos.O que acha de presentear aquela pessoa especial com uma lata personalizada com 4 brigatones — brigadeiros sabor panetone — dentro?A lembrancinha, que vem também com 2 bombotones em uma lata dourada ou prateada com adesivo personalizado, tem tudo para ser o sucesso da festa e custa R$ 28. À venda na Madame Brigadeiro.E aí: gostou das nossas dicas natalinas? Então faça suas compras e surpreenda quem você ama neste fim de ano.

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  • 2 days ago

O presidente Michel Temer anunciou nesta sexta-feira (7) intervenção federal em Roraima até o dia 31 de dezembro, por conta da crise migratória com a entrada de cidadãos venezuelanos, agravada com a paralisação de agentes de segurança.Após meses de salários atrasados, agentes penitenciários deixaram de trabalhar e policiais civis deflagraram uma paralisação. Proibidos de fazer greve, policiais militares receberam o apoio de suas mulheres, que bloquearam as entradas e saídas de batalhões como protesto.Diante do agravamento da crise, a intervenção foi negociada por Temer com a governadora de Roraima, Suely Campos (PP)."Falei com a senhora governadora e disse que a única hipótese para solucionar esta questão, especialmente aquela de natureza salarial, seria decretar a intervenção até a posse, naturalmente, do novo governador, ou seja, até 31 de dezembro", disse Temer.Temer afirmou que, na conversa, a governadora disse que a situação "está se complicando"."Ela acha que de fato a situação está se complicando e que a melhor solução seria essa", disse o presidente.O Conselho da Defesa Nacional e o Conselho da República, que precisam aprovar a intervenção, serão convocados neste sábado (8). O decreto de intervenção, diz Temer, será publicado em seguida.*Com informações da Agência BrasilLEIA MAIS Segurança leva Roraima a cair no Ranking de Competitividade dos Estados Exército diz que 1,2 mil venezuelanos saíram do Brasil após violência ONG considera 'desumano' o pedido de Roraima para fechar a fronteira

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  • 2 days ago

Mesmo que hoje os quadrinhos não tenham mais o papel de destaque que tinham quando o formato das comic cons foi criado, lá em San Diego (EUA), em 1970, a 9ª arte ainda é a base para boa parte da cultura pop que fascina o público que lota ao redor do mundo os eventos do gênero.Um bom exemplo disso são os X-Men. Criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1963, o grupo de mutantes completa 55 anos em 2018 com direito à muita festa na CCXP 2018.A cereja desse bolo de aniversário foi o painel que ocorreu nesta sexta-feira (7) com importantes desenhistas e roteiristas que passaram pelas revistas dos X-Men em décadas diversas. Entre eles, ninguém menos que John Romita Jr, Scott Lobdell, John Cassaday, Joe Rubinstein e Peter Milligan."Nos identificamos tanto com os X-Men porque eles são como uma família disfuncional", conta Cassaday, artista que passou pela série Surpreendentes X-Men (Astonishing X-Men). Ideia compartilhada por Joe Rubinstein. "Quando você é marginalizado, não se sente como parte da maioria, encontre seus semelhantes e eles serão a sua família. Os X-Men e muitos de nós aqui somos isso", disse ao público.Rubinstein trabalhou em uma das minisséries mais icônicas da franquia, Wolverine (1982), a primeira história solo do integrante dos X-Men que acabaria se tornando o mais popular deles, principalmente depois da estreia do grupo de mutantes no cinema, em 2000."Eu tinha vergonha desse trabalho porque o Frank [Miller, famoso desenhista e criador de HQs como O Cavaleiro das Trevas e 300] estava desenvolvendo um estilo mais japonês, mas não me falou nada sobre isso. Acabei com os desenhos dele", confessou Rubinstein. "Mas não hoje. Ser parte dessa história foi algo muito especial."X-Men mais marcantes e Stan Lee"Para mim é a Tempestade. Eu sempre quis ser uma mulher negra com cabelo prateado", brincou o desenhista Romita Jr., quando questionado qual era seu X-Men preferido.Romita Jr., é, alias, da segunda geração de sua família envolvida com o universo Marvel. O pai do artista, John Romita, foi figura fundamental da editora nos anos 1960 e 1970, tendo criado, entre outros personagens famosos, o Wolverine. Romita, o pai, trabalhou muitos anos com Stan Lee, que também foi assunto entre os participantes do painel."Ele era um cara incrivelmente jovial. Mesmo já com mais de 90 anos seguia daquele jeito elétrico dele. Uma figura. Trabalhei com ele por alguns anos e ele nunca lembrava o meu nome. Isso porque eu tenho o mesmo nome do meu pai, que trabalhou com ele quase a vida toda", contou Romita Jr., fazendo a plateia cair na risada.Mas quem contou a melhor piada sobre o mestre da Marvel, morto no dia 2 de novembro, aos 95 anos, foi o roteirista Lobdell. "Um dia o Stan chegou em mim e contou que um dia vendo uma apresentação de James Cameron sobre 'Titanic', o diretor o viu na plateia e o chamou para o palco. As pessoas lá deviam estar se perguntando: 'quem é aquele velho com James Cameron?' E comentei para ele: 'Stan, eles provavelmente estavam pensando que você era o único sobrevivente vivo do Titanic'."Ele me xingou e disse: "Vou roubar essa, é muito boa".Batalha de artistasComo esquenta para o painel, uma batalha de artistas também celebrou os 55 anos dos X-Men. Adriana Melo e Ivan Reis tinham apenas 10 minutos para desenhar um personagem dos X-Men.O público apontaria o vencedor.Com passagens por séries como Homen de Ferro e Star Wars, Adriana Melo ficou conhecida por ser a primeira mulher a desenhar o personagem Justiceiro para a Marvel. Já Ivan Reis ficou famoso por seus desenhos que revitalizaram as séries do Lanterna Verde e do Aquaman na DC.Em clima descontraído, Ivan desenhou o Wolverine, enquanto Adriana deu forma a uma Tempestade bem estilosa. No final, o público decidiu por um merecido empate.LEIA MAIS CCXP 2018: Mauricio de Sousa traz chuva de novidades para fãs da Turma da Mônica Painel de 'Game of Thrones' na CCXP é a grande sensação do 1º dia do evento Maior Comic Con do mundo tem cobertura diária do HuffPost

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  • 2 days ago

O ator Rodrigo Santoro interpretará o personagem Louco no filme Turma da Mônica: Laços, que estreia nos cinemas em 27 de junho de 2019. Esse anúncio foi o grande destaque do painel Universo MSP (Mauricio da Sousa Produções) – Turma da Mônica, que ocorreu na tarde desta sexta-feira (7), na Comic Con Experience 2018(CCXP).Rodrigo Santoro fará o papel do personagem Louco em "Turma da Mônica: Laços", que estreia nos cinemas em 27 de junho de 2019. As primeiras imagens do ator acabam de ser divulgadas! #MSPnaCCXP#CCXP18pic.twitter.com/v0E7OHtTKq — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 7 de dezembro de 2018De New Orleans, onde filma seu novo projeto, Santoro mandou um vídeo para o público falando sobre a novidade. "Fiquei muito emocionado com o convite. Lembro que ficava sempre esperando o Louco aparecer no gibi, saindo de dentro de uma torneira ou algo assim, adorava a personagem", disse o ator."Dar vida ao Louco me permitiu explorar esse universo livre, lúdico e cheio de bom humor. A verdade é que pra não enlouquecer no mundo em que vivemos, é necessária a 'loucura' da infância", completou. Ele integra o elenco adulto da produção ao lados dos atores Paulo Vilhena, Monica Iozzi e Ravel Cabral.Mauricio de Sousa foi ovacionado na abertura do painel no qual, ao lado da filha Mônica Sousa, anunciou uma série de novidades para adultos e crianças fãs de seus quadrinhos.Entre as novidades da MSP para 2019 estão 4 novas graphic novels em parceria com a Panini Comics protagonizadas por personagens da Turma da Mônica: Mônica: Força 2, Capitão Feio 2, Piteco e Tina.O painel anunciou 4 novas graphic novels da Turma da Mônica: a sequência do "Mônica: Força", "Capitão Feio 2", "Piteco" e "Tina", de Fefê Torquato. #MSPnaCCXPpic.twitter.com/q8b38uoJbj — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 7 de dezembro de 2018Emicida subiu ao palco para anunciar a nova coleção produtos do personagem Jeremias, feitos em parceria com sua marca, a Lab Fantasma. No palco, o artista revelou que o personagem foi importante em sua trajetória e que cresceu lendo histórias com ele.O rapper Emicida subiu ao palco para anunciar os produtos do personagem Jeremias, feitos em parceria com a sua marca, o Laboratório Fantasma. #MSPnaCCXPpic.twitter.com/SmZWK2ciVZ — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 7 de dezembro de 2018Mauricio de Sousa anunciou também o lançamento de histórias da Turma da Mônica com personagens DC Comics. O inusitado crossover traz Cebolinha, Casão, Magali e cia. em enredos habitados por super-heróis como Superman, Mulher-Maravilha e Aquaman.Mauricio de Sousa anuncia o lançamento de quadrinhos da Turma com a DC - Liga da justiça. "Quando era garoto, nunca imaginei poder colocar meus ídolos super-heróis no meu trabalho", disse o cartunista sobre o crossover. #MSPnaCCXPpic.twitter.com/mU6YnDqixI — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 7 de dezembro de 2018Um segundo crossover também foi anunciado no painel. Trata-se da animação 2D Mônica Toy, que deve apresentar em breve histórias com outros dois personagens criados no Oriente e que são hoje famosos em todo o mundo: Hello Kitty e Astro Boy.E vem aí crossover da animação em 2D "Mônica Toy" com personagens fsamosos no mundo todo. "Fomos muito bem recebidos no Japão. Entre os personagens desse crossover está o Astro Boy, do Tesuko Ossamu, que é um ídolo meu. Estamos invadindo o Japão, diz Mauricio de Sousa. #MSPnaCCXPpic.twitter.com/UpxVumdRYt — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 7 de dezembro de 2018Mônica, que é diretora executiva da MSP, anunciou também a chegada de jogos dos personagens dos quadrinhos para PS4, XBox One e Nintendo Switch. Ela também contou detalhes sobre a Banca da Mônica, aplicativo que vai reunir gibis da turminha.Mônica, a filha de Mauricio, apresenta a Banca da Mônica, aplicativo que reúne gibis novos e antigos. #MSPnaCCXP#CCXP18pic.twitter.com/1LSdny5ry8 — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 7 de dezembro de 2018Uma outra novidade que fez a alegria da plateia foi a exibição em primeira mão do teaser de O Astronauta – Propulsão, animação adulta em 6 episódios inspirada no personagem criado por Mauricio de Sousa, que deve estrear na HBO em 2019.Essa é a primeira animação original do canal na América Latina.A plateia assistiu em primeira mão ao teaser de "O Astronauta - Propulsão", série animada do personagem da @TurmadaMonica , que deve estrear na HBO em 2019. pic.twitter.com/Oarsjm7noM — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 7 de dezembro de 2018Neste sábado (8), haverá outro painel da MSP totalmente dedicado ao filme Turma da Mônica: Laços. O diretor do longa, Daniel Rezende (Bingo: O Rei das Manhãs) conduzirá um bate-papo com Mauricio de Sousa e Monica Sousa sobre os bastidores da produção.Turma da Mônica: Laços é baseado na obra homônima lançada em 2013 pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, hoje a graphic novel brasileira mais vendida do País. Novos materiais inéditos do filme devem ser divulgados ao final do painel.LEIA MAIS: Cinesesc exibe 53 filmes nacionais na 'Retrospectiva do Cinema Brasileiro' 5 filmes de direita e 5 filmes de esquerda para entender política no cinema Universal Pictures Brasil lança portal voltado aos amantes do cinema

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  • 3 days ago

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, anunciou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) será chefiada por Adriano Marcos Furtado, atual superintendente da PRF no Paraná. Já o advogado Luciano Benetti Timm comandará a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor.No anúncio, Moro reconheceu a importância da PRF "não só na segurança do tráfego", mas também como "importante componente do sistema de segurança pública do País" e citou a atuação dos policiais na greve dos caminhoneiros.De acordo com o futuro ministro, Furtado é um policial de carreira que ocupou cargos de diretoria em Brasília e teve a gestão elogiada no Paraná por seus pares e comandados, assim como nas parcerias com Polícia Federal no estado.Sobre a secretaria ligada aos consumidores, Moro disse que é uma área em que não tem muito trânsito, mas que o advogado do Rio Grande do Sul escolhido têm "formação acadêmica sólida", incluindo mestrado nessa área e cursos no exterior.A intenção do juiz licenciado é reforçar a atuação preventiva no setor a fim de diminuir custos com resolução de conflitos individuais. "Há intenção de tentar atuar mais preventivamente nesses conflitos entre fornecedores e consumidores para tentar evitar que isso seja pulverizado em inúmeros conflitos individuais", afirmou a jornalistas.Na próxima semana, o comandante da pasta da Justiça prometeu anunciar o próximo secretário nacional de Justiça, para fechar a equipe de secretários e diretores de departamentos, cargos de mais alto escalão ligados ao ministério.

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  • 3 days ago

A advogada e pastora evangélica Damares Alvesassumirá o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo de Jair Bolsonaro (PSL) com forte resistência de setores da sociedade que atuam em defesa das minorias. Consultados pelo HuffPost Brasil, alguns dos principais nomes da luta pelos direitos no País foram unânimes em apontar a possibilidade de retrocesso.O maior desafio, na visão desses especialistas, é separar a religião da moral laica. Pelo forte viés religioso da ministra, o temor é que políticas públicas em defesa dos direitos das mulheres e LGBTs sejam escanteados. Damares já afirmou que trabalhará contra a legalização do aborto, embora essa seja a 5ª principal causa de morte materna. Em 2017, de acordo com o Ministério da Saúde, foram feitos 190 mil procedimentos em decorrência de aborto, como curetagem e esvaziamento de útero.[Leia mais sobre o que pensa a futura ministra aqui]Para a professora de Ciência Política da Universidade de Brasília Flávia Biroli, a indicação de Damares aponta para uma contradição na pasta, que tem objetivo de igualdade de gênero, mas estará vinculada ao caráter religioso. "Vai contra uma agenda histórica nacional e internacional do direitos das mulheres, além do fato de ser alguém que tem falas que mostram desrespeito à diversidade sexual."A professora destaca que não existe um canal de diálogo entre a futura ministra e os movimentos feministas. "Quando falamos de direitos, essa construção depende de demarcação de fronteiras entre direito e crença religiosa. Fala-se em direitos humanos com respeito à pluralidade religiosa, e ao mesmo tempo, se afirma tendo condição para um estado laico."O choque entre as afirmações e ações do governo também deixam dúvidas sobre quais diretrizes serão adotadas. Para a antropóloga Débora Diniz, co-fundadora do Anis - Instituto de Bioética, o momento é de alerta sobre qual vai ser a agenda de proteção dos direitos humanos. "Uma possível pacificação entre os movimentos conservadores e LGBTQI, é, na verdade, muito difícil se não for por uma pauta estritamente laica de direitos humanos no país.""O fato de ela ser uma religiosa não poderia e nem deveria importar para a condição de uma das políticas mais fundamentais para o desenvolvimento e para a igualdade como são os direitos humanos no Brasil", ressalta.O jeito como a futura ministra foi apresentada, como porta-voz da igreja, no entanto, gera consequências imediatas para as mulheres, LGBTQI e populações indígenas, segundo a antropóloga.No caso das mulheres, o impacto se dá no campo dos direitos reprodutivos, no qual a questão do aborto é fundamental. Para a população de LGBTI, que é uma das mais vulneráveis e ameaçadas nos seus direitos, preocupa o fato de a pauta religiosa geralmente não reconhecer como ponto de partida a simples existência dessa diversidade.ResistênciaProfessor de Direito da Unifesp e ativista de direitos humanos, Renan Quinalha endossa a visão de Débora Diniz. Segundo ele, a comunidade que mais corre risco é a LGBT, "que já é exposta à violência bastante grande". "Sempre houve políticas públicas muito precárias, sempre residuais, mas acho que agora, tendo este ministério, fortalece segmentos que querem o Estatuto da Família, que quer restringir o casamento LGBT"."Pode ser que o Supremo reaja, mas já é reflexo muito negativo, porque se retrocede muito: não é garantir mais direitos, tem que defender o pouco que conquistou."Em entrevista ao Globo, Damares disse nesta quinta (6) que o direito ao casamento homoafetivo não está em risco, e que é "um direito civil garantido". A expectativa de Quinalha é que haja uma reação. "Vai haver muita resistência do movimento feminista, que hoje é bem mais organizado. O governo vai encontrar muita resistência. Não está dado o retrocesso. Mas uma pessoa fundamentalista religiosa pode representar uma dificuldade para os direitos desses grupos."Além das políticas adotadas para defesa dos direitos das mulheres, da família e dos direitos humanos, o novo ministério também ficará responsável pela gestão da Funai (Fundação Nacional do Índio).Em entrevista concedida após confirmação de sua indicação para o futuro ministério, Damares afirmou que a "Funai não é problema, índio não é problema neste governo". "Nós entendemos [que o melhor lugar para a Funai] é o Ministério dos Direitos Humanos, porque índio é gente e índio precisa ser visto de uma forma como um todo. Índio não é só terra, índio também é gente."LEIA MAIS Damares Alves: O que pensa a futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Pastora evangélica será ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

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  • 3 days ago

Vingadores 4 ganhou o primeiro trailer na manhã desta sexta-feira (7), confirmando o subtítulo Endgame especulado pelos fãs dos heróis da Marvel. Em português, o longa recebeu o títulos de Vingadores: Ultimato. Junto com o vídeo, a Disney também anunciou a data de estreia do filme: 25 de abril de 2019.Vingadores: Ultimato dá continuidade à trama de Vingadores: Guerra Infinita (2018), com os Maiores Heróis da Terra - Capitão América, Homem de Ferro, Viúva Negra, Bruce Banner e Thor - travando nova batalha contra Thanos (Josh Brolin), após o vilão, munido das Joias do Infinito, destruir metade da vida no universo.LEIA MAIS: A Marvel mentiu para nós sobre 'Vingadores: Guerra Infinita' 'Deadpool 2' chega aos cinemas para tirar 'Vingadores: Guerra Infinita' do topo Vingadores - Guerra Infinita: As Joias do Infinito e o que mais você precisa saber antes de ver o filme

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God of War foi eleito o melhor jogo do ano no Game Awards 2018, cuja cerimônia foi realizada nesta quinta-feira (6), em Los Angeles, nos Estados Unidos. O jogo de PS4 competia com Spider-Man, Celeste, Monster Hunter: World e Red Dead Redemptions 2.Além do principal prêmio do "Oscar dos games", organizado pelo produtor Geoff Keighle, God of War também levou os troféus de Melhor Direção e Melhor Game de Ação e Aventura.O game chegou às lojas em abril passado, após 8 anos do terceiro jogo da franquia e leva a trama protagonizada pelo guerreiro Kratos e seu filho Atreus ao mundo da mitologia nórdica.No ano passado, o grande vencedor do Game Awards foi The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Em 2018, Red Dead Redemption 2 era o favorito para o prêmio principal, mas saiu da cerimônia apenas com os troféus de Melhor Narrativa, Melhor Design de Áudio, Melhor Atuação e Melhor Trilha Sonora.Veja a lista completa de ganhador do Game Awards 2018 logo abaixo:Jogo do Ano: God of WarMelhor Jogo em Andamento: FortniteMelhor Direção de Jogo: God of WarMelhor Narrativa: Red Dead Redemption 2Melhor Direção de Arte: Return of the Obra DinnMelhor Trilha Sonora: Red Dead Redemption 2Melhor Design de Áudio: Red Dead Redemption 2Melhor Atuação: Roger Clark como Arthur Morgan (Red Dead Redemption 2)Melhor Jogo com Mensagem Social: CelesteMelhor Jogo Independente: CelesteMelhor Jogo Mobile: FlorenceMelhor Jogo VR/AR: Astro Bot Rescue MissionMelhor Jogo de Ação: Dead CellsMelhor Jogo de Aventura: God of WarMelhor jogo de RPG: Monster Hunter: WorldMelhor Jogo de Luta: Dragon Ball FighterZMelhor Jogo para a Família: Overcooked 2Melhor Jogo de Estratégia: Into The BreachMelhor Jogo de Esporte/Corrida: Forza Horizon 4Melhor Jogo Multiplayer: FortniteMelhor Jogo Estudantil: Combat 2018Melhor Estreia Independente: The MessengerMelhor Jogo de E-sports: OverwatchMelhor Jogador de E-sports: Dominique "SonicFox" McLeanMelhor Time de E-sports: Cloud9Melhor Coach de E-sports: Bok "Reapered" Han-gyuMelhor Evento de E-sports: Mundial de LoLMelhor Apresentador de E-sports: Eefje "Sjokz" DepoortereMelhor Momento dos E-sports: Virada da Cloud9 vs FAZE na ELEAGUECriador de Conteúdo do Ano: NinjaLEIA MAIS: CCXP 2018: Painel de 'Game of Thrones' é a grande sensação do 1º dia do evento 'Game of Thrones': HBO anuncia data de estreia da temporada final 'Red Dead Redemption 2', a novidade que pode revolucionar mundo dos games

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  • 3 days ago

Amigo secreto ou a tradicional festa familiar, não importa. Acertar na hora de escolher um bom presente de Natal, de preferência gastando pouco, é o desejo de muitos brasileiros em tempos de crise, não é verdade?Pensando nisso, e de olho em um Natal cheio de alegria e diversão, o HuffPost Brasil foi às compras — ou melhor, às pesquisas — nas mais variadas lojas online e montou uma seleção de produtos que têm tudo para agradar a quem for presenteado.Além de bom gosto e criatividade, o critério principal utilizado para escolher os itens selecionados foi o preço. Procuramos presentes variados que não ultrapassaram R$ 80.Veja as opções e avalie qual objeto é mais adequado para qual amigo ou familiar seu.Garrafa e Porta celularEssa opção é para você que curte aquele treininho diário na academia ou na própria casa, mas não consegue ficar longe do celular.A garrafa e porta celular "Ligado no Treino" une em um só utensílio uma garrafa para você se hidratar durante o exercício físico e um porta-celular que te deixará ligado em qualquer notificação que chegar durante a malhação.Custa R$ 79,90 no site da Imaginarium.Panetones KopenhagenTradição no Natal é um bom panetone. E a Kopenhagen preparou uma seleção especial para 2018. Para ficar dentro do orçamento prometido, separamos o Black & White e o mais comum, de frutas.Cada um deles pesa 700 gramas e sai por R$ 79,90 na seção especialmente destinada a produtos natalinos do site da loja.Kit de respeitoEsse kit preparado pelas lojas O Boticário é uma opção excelente para quem quiser agradar ao filhão, pai, namorado...Composto por 4 produtos de uso diário — shower gel, espuma de barbear, loção pós-barba e desodorante aerosol — o kit Zaad é feito para a higiene dos homens. Custa R$ 77,90.Kit para difusor de aromas Cheiro de NatalE o que você acha de deixar os ambientes da sua casa com cheirinho de Natal? É isso o que esse kit para difusor de aromas da Botica de Banho promete.Composto por produtos que lembram pinheiro alemão natural, doces de mel e todo o clima natalino, é um presente que reúne bom gosto, criatividade e praticidade. Custa R$ 73,50.Caixa dos DesejosO sugestivo nome faz jus ao que promete. O kit preparado pela The Body Shop para 2018 contém 6 tipos diferentes de sabonetes com aromas e texturas que prometem agradar, literalmente, em todos os sentidos.O prazo de validade mínima do produto, segundo o fabricante, é de 6 meses, e cada kit custa, no site da loja, R$ 69.Calce seu super-herói preferidoQuem não gostaria de ter superpoderes para combater o mal? Como isso é possível somente no mundo da ficção científica, a Havaianas resolveu dar uma forcinha para, pelo menos, você se sentir um pouco mais poderoso ou poderosa neste fim de ano.Um dos muitos lançamentos da marca é a coleção com os principais super-heróis do planeta. Os modelos aí da foto – Super-homem e Aquaman – custam R$ 49,99 cada e estão disponíveis no site das Lojas Americanas. Para não perder nenhum compromisso no Ano NovoQue tal presentear aquela pessoa querida com uma agenda super diferente e estilosa? O modelo 2019 da agenda Arco-Iris é pequena, leve e muito transada.São 288 páginas em tamanho 9x16 cm, capa com efeito tridimensional e espaço de sobra para anotar todos os seus compromissos — da reunião matinal da segunda-feira à balada de sexta.Custa R$ 44,90 a unidade no site da Imaginarium. Almofadas fofinhasQuem não curte descansar após uma noite de brindes e brincadeiras natalinas encostando a cabecinha em uma almofada fofinha?Então, se você é uma destas pessoas, ou conhece alguém igualzinho a você, a opção é qualquer uma dessas fofurinhas aí da foto, à disposição no site da Riachuelo.Os modelinhos separados por nós custam R$ 29,90 (Minions) e R$ 39,90 (Frozen e listrada). No site da loja há outras opções tão ou mais fofas do que as separadas por nós. É só escolher clicando aqui. Espumante não pode faltarSe você curte tradição, está com o orçamento apertado, mas não quer ficar de mãos abanando na hora da troca de presentes, uma opção segura é um bom espumante.O De Bertoli Family Selection Brut pode ser a sua escolha. Com notas de flores brancas e tropicais no aroma, tem paladar seco, mas com agradável frescor. Custa R$ 29 a garrafa de R$ 750 ml (R$ 26,10 se for membro do Clube D) no site da Divvino.Lembrancinha personalizadaEssa opção de presente é original, custa pouco e pode ser personalizada da forma que quiser. O site da Elo 7 tem vários modelos de canecas de Natal. Além de lindas, podem conter fotos, o que certamente deixará o presente bem mais pessoal e exclusivo. Custa R$ 26,73 por unidade.LEIA MAIS Amigo secreto: Um guia para acertar na escolha do presente Cacau Show lança panetone sabor Petit Gâteau para o Natal

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  • 3 days ago

Vitaminas em goma são docinhas e deliciosas, o que faz desse tipo de suplemento um sucesso: eles são muito mais agradáveis que vitaminas em forma de comprimidos. Não é surpresa que esses produtos sejam responsáveis por 1 bilhão dos 41 bilhões de dólares do mercado de suplementos nos Estados Unidos, um crescimento de mais de 25% em relação a 2015, segundo a empresa de pesquisas de mercado IBISWorld.Mas será que elas são tão eficazes quanto as vitaminas tradicionais?Não há evidências de que um tipo seja superior ao outro, segundo Zhaoping Li, professora de medicina e chefe da divisão de nutrição clínica da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.Ela entende que as pessoas demonstrem certo ceticismo em relação aos ingredientes usados nas vitaminas em goma. "A goma é feita de gelatina", diz Li. "E tem outros ingredientes – glucose ou xarope de glucose. Muitas vezes há colorantes artificiais. E ácido cítrico, para agir como conservante."Sendo justa, acrescenta ela, todas as vitaminas – seja em goma ou comprimidos – passam por processamento químico, com materiais "inativos" que ajudam a dar forma ao produto. "Poderíamos ter as mesmas questões com qualquer comprimido", diz Li.De qualquer modo, há algumas coisas a levar em consideração. Veja abaixo o que os especialistas acham importante sobre suplementos em goma e vitaminas em geral.Lembre-se do açúcar adicionado das vitaminas em gomaAs vitaminas em goma costumam conter açúcar adicionado. É por isso que elas são gostosas, mas também por que muitos consumidores demonstram certa hesitação.Tudo depende da quantidade, diz Bonnie Taub-Dix, nutricionista e autora de Read It Before You Eat It: Taking You From Label to Table (leia antes de comer: do rótulo à mesa, em tradução livre). Como referência, ela afirma que um pacotinho de açúcar contêm quatro gramas de açúcar. EM comparação, se uma porção de multivitaminas em goma contiver 3 gramas de açúcar, além das vitaminas de que seu corpo precisa, o conteúdo relativamente baixo de açúcar não seria motivo de preocupação. O mais importante é considerar seu consumo total de açúcar, aconselha Taub-Dix. Menos de 10% das calorias ingeridas diariamente deveriam vir de açúcares adicionados, segundo as recomendações do governo americano."São 200 calorias, ou cerca de 12 colheres de chá, para uma dieta de 2 000 calorias", diz Taub-Dix. A nutricionista afirma que algumas pessoas podem precisar de mais de 2 000 calorias por dia, dependendo da saúde e do estilo de vida.Essa conta pode aumentar bem rápido, observa ela, especialmente se você é fã de iogurte, cereal matinal, molhos de salada prontos e cafés incrementados. Dietas com excesso de açúcar podem provocar hipertensão, aumento de peso, diabetes e doença do fígado gorduroso, condições associadas a um risco mais elevado de ataque cardíacos e derrames.Outra recomendação é prestar atenção nos dentes: alguns dentistas afirmam que os ingredientes responsáveis pelo sabor especial das vitaminas em goma também podem afetar sua saúde bucal (mas é claro que uma boa rotina de escovação ajuda a minimizar esse problema).Levando tudo isso em conta, diz Taub-Dix, não há problemas em tomar vitaminas em goma. Basta tomar cuidado com o consumo de açúcar na sua dieta como um todo e cuidar dos dentes.Lembre que nem todo mundo precisa de suplementos de vitaminasTanto Li quanto Taub-Dix afirmam que a grande vantagem das vitaminas em goma é o fato de que elas são mais "fáceis": como parecem uma guloseima, as pessoas tendem a tomá-las com maior regularidade. Mas é bom lembrar que nem todo mundo precisa de suplementação de vitaminas.As vitaminas são recomendadas quando há deficiências no organismo, que podem ser causadas por má alimentação, doenças, problemas de saúde ou gravidez. Você pode obter todas as vitaminas necessárias por meio da alimentação – e esse sempre deve ser seu foco principal. (Li afirma que o prato ideal contém muitos legumes e verduras, acompanhado de uma porção de grãos integrais e outra de proteína.)"Se você só come hambúrguer e batata frita e odeia salada, talvez seja um bom candidato para suplementação de vitaminas", diz Li.As pessoas em geral consomem mais calorias do que precisam, e ainda assim a ingestão de diversos nutrientes fica aquém da recomendação. Para os adultos, um consumo baixo de certos nutrientes e vitaminas – tais como cálcio, potássio, fibras, magnésio e vitaminas A, C e E – podem ser motivo de preocupação, segundo as diretrizes alimentares do governo americano. Se você tem filhos, também precisa certificar-se de que eles estão ingerindo cálcio, potássio, magnésio, fibras e vitamina E nas quantidades recomendadas.Certas pessoas têm necessidades mais específicas, incluindo idosos, quem sofre de diabetes e alcoolismo e pacientes que passaram por cirurgia para perder peso, vegetarianos e veganos.Não tem certeza se precisa de mais vitaminas? Consulte um médico ou um pediatra (se as vitaminas forem para seu filho). Eles podem identificar eventuais deficiências e recomendar suplementação, se for o caso. Lembre também que alguns médicos são parceiros de empresas que fabricam esses suplementos, então talvez você encontre marcas com preços melhores.Confira os rótulos antes de comprarPreste atenção nas prateleiras de vitaminas da farmácia e você vai perceber vitaminas em goma para recortes específicos da população, como mulheres ou crianças. Outros fazem referência a saúde do aparelho digestivo ou do sistema imunológico. Apesar das diferenças, é preciso prestar atenção em outras coisas.A vitamina A, por exemplo, é solúvel em gordura. Esse tipo de vitamina é absorvida no organismo com a ajuda de ácidos biliares, os fluidos usados pelo organismo para absorver gordura. Se você toma multivitaminas e um suplemento para melhorar a saúde do sistema imunológico, além da comida (como ovos e leite, por exemplo), e todos contêm vitamina A, afirma Li, pode haver problemas. O excesso de vitamina A – caso não haja deficiência -- pode provocar "falência do fígado", afirma ela.Já as vitaminas B são solúveis em água e, portanto, absorvidas com facilidade pelo organismo. "Caso você ingira mais que o necessário, elas são simplesmente eliminadas na urina", afirma Li.Consulte um médico para determinar suas necessidades individuais e evitar o consumo exagerado de vitaminas.Algumas vitaminas em goma não são vegetarianas ou veganasTambém é importante informar-se sobre a composição das vitaminas em goma. Algumas se anunciam como vegetarianas ou veganas, mas é sempre bom conferir.Muitos produtos usam gelatina, que pode ser produzida à base de pele, tendões, ligamentos e/ou ossos, segundo a organização People for the Ethical Treatment of Animals. Mas existe um produto chamado agar-agar, derivado de um tipo de alga marinha e que funciona como substituto dos derivados animais.Lembre-se que muitas vitaminas não passam por controles de segurança oficiaisA FDA, órgão do governo americano que regulamenta alimentos e remédios, considera as vitaminas em goma "suplementos dietéticos". As vitaminas em goma, portanto, estão sujeitas às mesmas regras de segurança, fabricação e rotulagem de qualquer outro suplemento, afirma Lindsay Haake, porta-voz do órgão.Mas suplementos dietéticos – incluindo multivitaminas – não precisam de aprovação da FDA para serem vendidos. De acordo com uma lei de 1994, a FDA é responsável por investigar produtos adulterados ou com informações enganosas no rótulo somente depois da chegada deles ao mercado. Isso significa que o controle de segurança e de aderência às regras depende das empresas."As empresas podem lançar novos suplementos sem receber aprovação prévia da FDA", diz Haake. "Na realidade, elas podem lançar novos produtos sem nem sequer notificar a FDA."O órgão do governo pode investigar as fábricas onde são produzidas as vitaminas – e tomar medidas punitivas caso seja necessário. Elas incluem cartas de alerta e até mesmo a abertura de processos. Se a FDA provar que um produto é inseguro ou que seu rótulo é mentiroso, a agência também pode determinar que ele saia de circulação.Como saber se sua vitamina em goma é segura? Uma dica é comprar de marcas conhecidas e estabelecidas, diz Li, pois elas tendem a ser mais consistentes em termos de qualidade.Cuidado na hora de dar vitaminas em goma para as criançasO fato de as vitaminas em goma parecerem guloseimas podem levar as crianças a tomá-las em quantidades além das recomendadas. Atenção para o rótulo: mantenha-as longe do alcance das crianças."Crianças gostam do que é doce, então elas vão comer mais do que devem", diz Li. Ela afirma que os pais devem supervisionar os filhos quando eles estão comendo vitaminas em goma – e certificar-se de que eles entendem que elas não são guloseimas.A ONG de saúde infantil Nemours recomenda: "Jamais diga para uma criança que o remédio tem gosto de doce". E isso também vale para vitaminas em goma.Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês.LEIA MAIS Como a indústria alimentícia usa a ciência para nos fazer comer mais junk food Bacon faz mal? O que os nutricionistas realmente pensam sobre a delícia Por que não estou perdendo peso? Especialistas explicam

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  • 3 days ago

"A revolução começa comigo, no interior.É melhor reservarmos tempo paratornar nossos interiores revolucionários,nossas vidas revolucionárias, nossosrelacionamentos revolucionários. A boca não vence a guerra."(Toni Cadê Bambara, Seeds of a Revolution: a collection of Axioma, passages and proverbs).Estamos cansadas. Os últimos anos têm sido especialmente exaustivos para as mulheres sistemicamente, no Brasil e no mundo. Nunca pareceu tão urgente falar de autocuidado como parece agora. E podemos observar que, quanto mais cresceu a turbulência política, cresceu também o interesse em autocuidado. A busca pelo termo no Google alcançou a maior alta em 5 anos nos Estados Unidos, um pouco antes das eleições de Donald Trump, no fim de 2016. O mesmo aconteceu no Brasil após a eleição de Jair Bolsonaro: o maior pico de busca pelo termo acontece exatamente agora, no período em que estamos.Ao mesmo tempo em que ativistas e militantes resgataram o termo criado por Audre Lordeescritora, negra, lésbica e ativista — em 1988, aconteceu o que sempre acontece quando um assunto vai para os trending topics do Twitter: cooptação."Me tornei uma 'antropologista-voyer' das mostras de #autocuidado em novembro de 2016, depois que vi uma foto no Instagram de uma mulher ruiva esfregando um pedaço de papaia na cara. 'Estou obcecada por esse produto de beleza natural', ela escreveu na legenda. 'Eu esfrego a pele do meu rosto toda manhã e tenho notado uma GRANDE melhora na minha aparência. #SELFCARE', finalizou. Há 1.6 milhões de imagens com essa hashtag no Instagram e mais milhões no Twitter e Tumblr, a maioria delas postadas em 2016", escreveu Jordan Kisner, colunista da revista The New Yorker, em artigo sobre o assunto.Hoje, são mais de 10 milhões de tags para #selfcare no Instagram.O termo tomou conta das redes e da grande mídia, muitas vezes utilizado por marcas em estratégias de marketing e vendas. Por uma busca na internet, autocuidado hoje é um conceito superficial. Nada e tudo, ao mesmo tempo. Esse artigo é, então, para relembrarmos o que é mesmo autocuidado para as mulheres.1. Não é autoindulgência, é cuidado genuínoRodelas de pepinos nos olhos, longos banhos de espuma e uma máscara de hidratante na cara. Essas não são as melhores representações de autocuidado. Embora autocuidado possa sim se relacionar a alguma dessas imagens, o termo tem um sentido muito mais profundo, principalmente para as mulheres. Não é sobre se satisfazer momentaneamente, mas se conhecer e se oferecer o que se precisa algo que traga benefício a médio ou longo prazo.O ato em si não importa tanto, mas sim o que está por detrás dele, a intenção. Um prato de comida saudável, por exemplo, pode ser um cuidado consigo, com a saúde, ou sinônimo de uma vida de dietas e prisões estéticas, ortorexias e distúrbios.Essa cooptação que o termo autocuidado sofre traz traços importantes da cultura patriarcal em que vivemos, a mesma que sequestra falas socialmente importantes e as utiliza numa lógica típica do sistema, a do status quo que impera, do establishment branco, masculino e elitizado que não busca, de verdade, por mudanças estruturais.Autocuidado aparece, inúmeras vezes, conectado a imagens de mulheres cuidando da aparência, da estética, da beleza e do corpo, com atos que podem ser facilmente entendidos como superficiais e fúteis. Traz junto, também, uma tradução apolítica e excludente da palavra: a ideia de autocuidado difundida hoje está a milhas de distância do contexto feminista, de luta por direitos civis, em que nasceu há 20 anos, excluindo mulheres negras e periféricas tais quais a própria mãe do termo, Audre Lorde.2. Não é superficial, bonito ou fácil"Drenada emocionalmente? Limpe seus cristais para ajudar a recuperar a sua energia.""A vida te ofereceu limões? Faça uma limonada.""Com essa agenda, você vai conseguir cuidar melhor de você e das suas tarefas diárias."As fotos de mulheres perfeitamente dentro dos padrões em sirshasana (posição de yoga invertida sobre a cabeça) ou lendo livros bonitos com uma xícara de chá ao lado fazem parecer que é simples, mas não é.Autocuidado é um processo, um aprendizado de vida para as mulheres. O mundo não nos ensina a cuidar de nós mesmas em um sentido profundo que pouco tem a ver com ir ao salão de beleza e se depilar de 15 em 15 dias. Aprendemos a cuidar dos outros, dos maridos, dos filhos, da casa, das coisas ao redor. Aprendemos também esse "cuidado" que o patriarcado nos oferece: cuidar de si para agradar aos outros, para estar agradável ao paladar alheio. E isso pouco tem de cuidado de verdade.Autocuidado, para as mulheres, tem a ver com se oferecer o que se necessita, buscar ajuda, redes de apoio, e também estabelecer limites, contornos. Saber dizer não em contextos de opressão, por exemplo, é um grande ato de autocuidado que não aparece nas fotos ou nas tags do Instagram. Porque não é bonito, palatável, nem vende produto algum — pelo contrário, assusta.3. Não é (mais uma) responsabilidade das mulheres"Nossa cultura atual de autocuidado coloca a pressão nas mulheres, para que "recolham os cacos" tratando bem de si mesmas. Mas cuidar de si pode não ser algo fácil por muitas de nós que passaram por traumas, ansiedade, depressão. Para muitas mulheres, ter uma atitude de resistência simplesmente não combina só com a ideia de se mimar todos os dias", disse Adebe Derango-Adem em artigo para a Flare.A auto-responsabilidade e a culpa surgem novamente através da representação de autocuidado que vemos por aí, numa confusão absoluta do termo. Cuidar de si não é uma responsabilidade das mulheres. A lógica é outra: de aprender, aos poucos e com a ajuda de outras, a se amar e ser compassiva consigo, se fazer bem e exigir que aqueles ao redor também façam mesmo quando a cultura reforça o contrário.4. O significado por detrás da frase famosa de Audre Lorde"Autocuidado não é auto-indulgência. É autopreservação. E esse é um ato de bem-estar político." — Audre Lorde disse essa frase no epílogo de A Burst of Light (Uma explosão de luz, em tradução livre), e, depois disso, a frase foi reproduzida centenas e centenas de vezes. Mas o que ela realmente significa? "Algumas de nós, diz Audre Lorde, não foram feitas para sobreviver. Ter determinado corpo, ser membro de determinado grupo, ser "determinada", pode ser uma sentença de morte. Quando você não deveria sobreviver como você é, onde você está, com quem você está, então sobreviver é um ato radical, uma recusa a deixar de existir, existir até o fim. (...). Nós temos que descobrir como sobreviver em um sistema que decide que a vida, para algumas, exige a morte ou exclusão de outras. Muitas vezes: sobreviver em um sistema é sobreviver ao sistema. Temos que ser criativas — sugere Audre Lorde, para sobreviver. Algumas de nós. Outras, nem tanto", disse Sara Ahmed em texto no blog feministkilljoys.Por uma perspectiva política e interseccional, quanto mais excluída do sistema é uma mulher, mais o autocuidado se torna um ato de resistência. Quando todo o aparato social está organizado para te oferecer bem-estar — educação, saúde, segurança — você não precisa se tornar criativa para sobreviver.É essa visão, política e interseccional, que o termo autocuidado merece. É nesse bojo que ele nasceu.Caso contrário, estaremos fazendo mais do mesmo: rebuscando padrões antigos de opressão, atropelando e excluindo algumas a fim de contemplar outras.5. Para mergulhar no tema, se junte a outras mulheresA Comum, plataforma de desenvolvimento humano para mulheres, lançou um especial de autocuidado com esse olhar: amplo, para além das receitas prontas.O conceito é explorado através de textos, práticas, encontros online e vídeos de histórias de quatro mulheres diversas, que percorreram caminhos tortuosos até encontrarem meios de cuidar de si mesmas. Giovana Camargo, Gabrielle Estevans, Aline Ramos e Priscila Barbosa contam, respectivamente, suas jornadas com o corpo em um contexto de obesidade, a mente em um contexto de depressão, relações em meio a traumas e trabalho em uma vida de fadiga e estresse.A plataforma funciona por assinatura mensal, e tem a opção de uma mulher financiar a assinatura de outra. Também, aceitam pedidos e histórias de mulheres que queiram participar oferecendo outros valores mensais ou trocas. O importante é que o conteúdo fique acessível.Seguimos juntas, em uma jornada de autocuidado que é mais antiga que nós, e que deve durar enquanto durar a sociedade patriarcal em que vivemos. Resistência, sempre.*Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.LEIA MAIS: Débora Câmara, a nutricionista que defende alimentação como autocuidado Como criar uma rotina de autocuidado que realmente funcione Marcia Tiburi: 'Feminismo não deve ser simplesmente murro em ponta de faca' Feminismo não é só empoderamento pessoal, é luta coletiva

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  • 3 days ago

Anunciada nesta quinta-feira (6) como chefe do recém-criado Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro (PSL), Damares Alves se autodefine, antes de tudo, como mulher e mãe."Sou educadora, advogada, mas, antes de tudo, sou mulher e sou mãe. Sou também pastora evangélica."Damares Alves também acumula experiência de mais de 20 anos como assessora jurídica no Congresso Nacional. Seu último cargo foi no gabinete do senador Magno Malta (PR-ES), aliado de Bolsonaro que acabou ficando de fora do novo governo.Sou educadora, advogada, mas, antes de tudo, sou mulher e sou mãe. Sou também pastora evangélica.A futura ministra diz ter sido escolhida pelo presidente eleito para dar atenção especial à infância."Nunca a infância foi tão atingida como nos dias de hoje. Vamos propor um pacto pela infância. A infância vai ser prioridade neste governo", disse em sua primeira entrevista coletiva após ser anunciada ministra, em Brasília.Damares Alves conta que sua trajetória na educação infantil começou nos anos 1980, quando foi professora e trabalhou com menores em situação de rua e usuários de drogas. Ela afirma ter sido estuprada aos 6 anos de idade e diz que o abuso lhe motivou a lutar pela defesa dos direitos das crianças.Contra o abortoOutra prioridade da gestão será a defesa do "direito à vida". A futura ministra é contra a legalização do aborto e afirma admitir a interrupção da gravidez apenas nos 3 casos previstos em lei: quando a gravidez é resultado de estupro; quando há risco de morte para a mãe; e em casos de feto anencéfalo."Nós queremos um Brasil sem aborto. Um Brasil que priorize políticas púbicas de planejamento familiar. Que o aborto nunca seja considerado e visto nesta nação como um método contraceptivo", afirmou nesta quinta-feira.Nós queremos um Brasil sem aborto. Um Brasil que priorize políticas púbicas de planejamento familiar.Damares afirma, contudo, que não se pronunciará sobre aborto na condição de ministra. A pauta, diz ela, deve ser discutida pelo Congresso Nacional. "Esta pasta não vai lidar com o tema do aborto. Vai lidar com proteção de vida, e não com morte", afirmou.Ao UOL, a futura ministra disse que não encara o aborto como questão de saúde pública. "Existem mulheres que buscam aborto e morrem, mas esse número não é tão grande. Primeiro, vou levantar os dados exatos, ver quem está morrendo. Mas não considero tema de saúde pública."Em um dos vídeos no YouTube com suas falas, ela afirma que é "o momento de a igreja ocupar a nação". "É o momento de a igreja dizer à nação a que viemos. É o momento de a igreja governar."Mulheres ribeirinhasDamares conta que já trabalhou com camponesas e pescadoras e afirma que a pasta da Mulher dará visibilidade a essas brasileiras "anônimas e invisíveis"."Será prioridade a mulher ribeirinha, pescadora, catadora de siri, quebradora de coco. Essas mulheres que estão anônimas e invisíveis virão para o protagonismo nesta pasta", disse a jornalistas. Ela afirma, ainda, que há mais de 1 milhão de ciganas e ciganos no Brasil e que dará visibilidade a essa população.A futura ministra já deu declarações controversas a respeito do que compreende ser o papel da mulher na sociedade. Em entrevista publicada em março pelo site conservador Expresso Nacional, Damares Alves disse que "a mulher nasceu para ser mãe"."A mulher nasceu para ser mãe. Também, mas ser mãe é o papel mais especial da mulher. A gente precisa entender que a relação dela com o filho é uma relação muito especial. E a mulher tem que estar presente."A mulher nasceu para ser mãe. Ser mãe é o papel mais especial da mulher.Para ela, o modelo ideal de sociedade seria um em que a mulher pudesse cuidar da casa e dos filhos, enquanto ao homem caberia o sustento da família."Costumo brincar de como eu gostaria de estar em casa a tarde toda, em uma rede, e meu marido ralando muito para me sustentar e me encher de joias. Esse seria o padrão ideal da sociedade. Mas não é possível. Temos que ir para o mercado de trabalho", disse, na mesma entrevista.Damares é mãe adotiva de uma indígena atualmente com 20 anos de idade.Funai e questão indígenaO novo ministério também será responsável pela gestão da Funai (Fundação Nacional do Índio), cujo papel é promover políticas para as populações indígenas. Hoje, a entidade está abrigada no Ministério da Justiça. Grupos indígenas fizeram nesta quinta um protesto em frente à sede do governo de transição para pedir que a Funai permanecesse na Justiça, mas não foram atendidos.A futura ministra é uma das fundadoras da ONG Atini - Uma Voz Pela Vida, que atua para "erradicar o infanticídio nas comunidades indígenas", segundo descrição no site da entidade.Alegando que só soube na quarta-feira (5) que sua pasta ficaria com a Funai, Damares disse que ainda não conversou com o presidente eleito sobre demarcação de terras indígenas, a demanda mais importante dos povos tradicionais, mas adiantou que não concorda com algumas demarcações.Sobre demarcação [de terras indígenas], vamos ter que conversar sobre isso. Eu questiono algumas áreas indígenas, mas é um assunto que vamos discutir.Bolsonaro já se manifestou diversas vezes contra o que considera uma "indústria da demarcação de terras". O presidente eleito costuma dizer que o índio quer ser "gente como a gente" e chegou a comparar indígenas em reservas a "animais em zoológicos"."Sobre demarcação [de terras indígenas], vamos ter que conversar sobre isso. Eu acredito que o presidente tinha informações muito importantes e embasamento para falar isso. Eu, particularmente, questiono algumas áreas indígenas, mas isso é um assunto que vamos discutir", disse Damares.Para ela, "índio não é só terra". "Índio não é só terra; índio também é gente."Direitos LGBTQuestionada na coletiva sobre direitos da população LGBT, a futura ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos disse que esta é uma pauta "delicada"."A pauta LGBT é muito delicada, mas minha relação com os movimentos LGBT é muito boa. Eu tenho entendido que dá para ter um governo de paz entre o movimento conservador, o movimento LGBT e os demais movimentos."Damares disse ao Globo que o direito ao casamento homoafetivo não está em risco. Com medo de que o governo Bolsonaro tome alguma decisão no sentido de acabar com o direito à união, garantido pela Justiça desde 2011, casais homoafetivos têm antecipado o casamento."É uma questão que já está praticamente definida no Brasil. É uma conquista deles. Direitos conquistados não se discute mais. Então, pra mim, é uma questão vencida, tanto é que o movimento gay nem tem mais isso como pauta, é uma questão superada, um direito civil garantido", disse a futura ministra.LEIA MAIS Pastora evangélica será ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Bolsonaro associa indígenas em reservas a animais em zoológicos Magno Malta fica sem mandato e fora do governo Bolsonaro

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  • 3 days ago

Alopecia areata é uma doença que atinge principalmente o crescimento e provoca a queda dos pêlos no corpo. A manifestação mais comum é nos cabelos, mas também há portadores de alopecia que perdem seus cílios, pêlos corporais, etc. A maioria das pessoas que têm a doença desenvolvem-na ao longo da vida, por motivos diversos. Entre os portadores, há ainda aqueles mais raros: os que já têm a alopecia desde o nascimento, que são casos raros. Este é o caso de Lolla Angelucci, ilustradora de 38 anos que convive desde sempre com a doença. Há 2 anos ela criou o projeto Sereias Carecas, para que outras mulheres como ela se sintam representadas em manifestações artísticas e saibam que, sim, são lindas.Eu venho de uma época que aceitação não estava na moda.Advogada por formação, Lolla conta que exerceu a profissão por 15 anos, até redescobrir no desenho a sua paixão. Até chegar nas Sereias Carecas, seu carro-chefe como ilustradora, ela passou por um longo processo de aceitação daquela característica nela mesmo. "As revistas femininas tinham foto de certo e errado em relação à figura da mulher. Eu venho de uma época que aceitação não estava na moda. Tudo que era fora do padrão, era contestado", conta a ilustradora ao HuffPost Brasil.A mãe de Lolla usava todos os métodos que descobria para tentar cessar a queda de cabelo da filha, mas em vão. Os médicos já tinham avisado: não vai ter jeito, no início da sua fase adulta eles vão cair por completo. E foi o que aconteceu. Já na faculdade de direito, ela se arrumava para uma festa do estágio quando chorou, sozinha no banheiro, pela primeira vez por ser como era. Naquela época, final da década de 1990, os cabelos ainda estavam falhados, e a imagem refletida no espelho era difícil."Hoje eu penso que ficou tudo bem, mas desse período em diante chorei muito no banheiro. Eu me emociono ao lembrar porque para mim era uma coisa muito potente, ainda é uma lembrança muito potente. Eu não esqueço isso", conta emocionada. Natural de São Carlos, interior de São Paulo, ela conta que era na sua cidade-natal que sentia mais pressionada a usar perucas ou lenços para disfarçar seus cabelos já ralos e as falhas provocadas pela alopecia. No ir-e-vir da vida, quando teve que retornar à cidade para trabalhar, calhou de trabalhar com pessoas que não acreditavam que a doença de Lolla não era câncer.A maioria das pessoas tinha um discurso parecido com 'você é muito bonita para uma mulher careca'."Até hoje, as pessoas não acreditam muito quando eu falo que não tenho câncer. Naquela época, iam perguntar para a minha chefe, que contava para a minha mãe, que já havia trabalhado no mesmo lugar. Minha mãe dizia que eu não tinha pena de fazer a minha chefe passar por aquilo, mas a culpa não era minha. Eu demorei muitos anos para entender que ninguém tinha nada a ver com isso. Sempre achei que não fazia sentido eu viver a minha vida e alguém vir e apontar pra mim", afirma.O principal ponto de partida para retomar toda essa autoconfiança foi um namorado que teve. Depois de usar muitos lenços, que faziam parte da rotina, Lolla apostou em sair um dia com a careca à mostra, e ouviu a frase que seria uma reviravolta no seu coração. "Ele dizia que me achava muito mais bonita quando eu estava lidando com o que me incomodava. Essa foi a chave, foi o momento principal de entender isso. Depois meu cabelo caiu, voltou, mas eu já sabia como lidar melhor", relembra, e explica: portadores de alopecia não ficam totalmente carecas, alguns lidam com o crescimento esporádico de alguns fios.Lolla explica que a maior dificuldade foi a solidão do processo, desde o início da vida adulta até hoje: "Eu tive esse namorado que me apoiou, mas maioria das pessoas tinha um discurso parecido com 'você é muito bonita para uma mulher careca'". Além de solitário, o processo é invasivo por parte de outras pessoas. A maioria aborda Lolla perguntando se é câncer, e tratam, diz ela, a pessoa careca como alguém digna de pena. "Eu estou na rua e as pessoas vêm me perguntar se passei protetor solar, no Carnaval um cara desconhecido quis ir na farmácia comprar protetor solar pra mim. O que as pessoas pensam, não sei", conta contrariada.Até hoje, as pessoas não acreditam muito quando eu falo que não tenho câncer.Diante de todos esses relatos e vivências, a ilustradora percebeu que era hora de ajudar também outras mulheres que passam pelas mesmas situações, e que ainda não aprenderam a lidar. A mulher que não imaginava, há cerca de dez anos, que seu desenho fosse "virar grande coisa", hoje ilumina com seus pincéis, cores e sorrisos solares como sua personalidade a vida de milhares de pessoas, principalmente por meio do Instagram."Acho que um dos motivos para ser tão difícil se aceitar e se ver bonita careca é que a gente não se vê em lugar nenhum. Você só vê pessoas carecas associadas ao câncer, como uma pessoa coitada que ficou doente e perdeu o cabelo. Acho que faltava personagens que eram carecas porque eram, simplesmente. E eu não preciso explicar porque a sereia que eu pinto não tem cabelo: ela não tem cabelo e é linda. Comecei a desenhar as sereias carecas nisso, de começar a fazer esse exercício de entender a falta de representatividade", explica. A figura das sereias, completa, é porque sempre admirou a beleza dos seres encantados.Acho que um dos motivos para ser tão difícil se aceitar e se ver bonita careca é que a gente não se vê em lugar nenhum.Hoje, Lolla brinca que é "nanoinfluencer digital", porque fala para outras mulheres carecas, que encontram na arte e nos textos dela um alento até então desconhecidos. "Uma vez encontrei uma senhora de 54 anos na praia, que tinha alopecia e disse que nunca tinha saído sem peruca. Ela me encontrou e disse que me admirava muito por eu andar careca. Naquele momento eu entendi que não usar peruca é um posicionamento político, e daí eu entendi que o fato de eu existir careca no mundo é um posicionamento", afirma. E completa: "Vão ter que me aceitar e aceitar as outras mulheres que vierem depois de mim, sabe? Porque para muitas mulheres é mais fácil sair na rua porque elas me viram".Além das Sereias Carecas, Lolla mantém junto com as suas outras duas colegas de casa o Casinha Lab. Lá, as três artistas também confeccionam acessórios de carnaval, brincos, e pretendem expandir para outros itens. Fora das artes, mas nem tanto, Lolla também é voluntária em uma ONG na Pavuna, na zona norte do Rio de Janeiro. Lá, trabalha a autoestima de crianças que, infelizmente, ainda se veem como inferiores em um mundo que afasta os "favelados". Para ela, a questão de suporte na construção dessas identidades também é fundamental: "No início, toda vez que eles falavam algo autodepreciativo, a gente sentava e discutia sobre beleza, origem da beleza".Vão ter que me aceitar e aceitar as outras mulheres que vierem depois de mim.Avaliação de todo o trabalho que tem feito até agora? Extremamente positiva: "Eu nunca pensei que iria mudar a vida de ninguém. Mas aconteceu não só com a galera que tem alopecia. Essa coisa de contestar os padrões mexeu com todos os meus amigos". Lolla também reconhece que o projeto e a troca com outras mulheres carecas influenciou sua própria vida. "Mudou muita coisa da minha percepção também. Isso para mim também foi importante, repensar o quanto a gente impõe, principalmente às outras mulheres, conceitos pré-estabelecidos de beleza, o quanto isso é desnecessário, aprisiona e machuca", finaliza.Ficha Técnica #TodoDiaDelasTexto: Lola FerreiraImagem: Valda NogueiraEdição: Andréa MartinelliFigurino: C&ARealização: RYOT Studio Brasil e CUBOCCO HuffPost Brasil lançou o projeto Todo Dia Delas para celebrar 365 mulheres durante o ano todo. Se você quiser compartilhar sua história com a gente, envie um e-mail para [email protected] com assunto "Todo Dia Delas" ou fale por inbox na nossa página no Facebook.Todo Dia Delas: Uma parceria C&A, Oath Brasil, HuffPost Brasil, Elemidia e CUBOCC.LEIA MAIS: Caroline Ricca Lee: O uso da memória como forma de expressão, arte e militância Ninfa Cunha: A mulher que escolheu fazer da dança o remédio para buscar a cura Bruna Benevides: A resistência da primeira mulher trans na ativa da Marinha brasileira Superação de abusos, preconceitos e abandono: A força de Renata Vasconcelos Patrícia Santos, a missão de revelar talentos ofuscados pelo racismo Ló Souza, a mulher que espalha afeto por onde passa Josina Cunha, a pioneira na exaltação da estética afrobrasileira

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  • 3 days ago

A tarde foi cheia de estrelas: Chris Columbus (Esqueceram de Mim e Harry Potter e a Pedra Filosofal) e Peter Jackson (O Senhor dos Anéis), Ricky Whittle (protagonista da série American Gods). No entanto, quem brilhou mesmo no primeiro dia da Comic Con Experience (CCXP) - que começou nesta quinta-feira (6) - foi a turma de Game of Thrones.O papo entre os criadores da série da HBO, David Benioffe Dan Weiss, e os atores Maisie Williams (Arya Stark) e John Bradley (Samwell Tarly) foi o único capaz de lotar o imenso auditório montado para os principais painéis do evento de cultura pop.O painel de Game of Thrones na #CCXP18 começou com espaço lotado e muito emoção diante da orquestra tocando o tema da série ao vivo! #GOTXPpic.twitter.com/W11cU4T9eC — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 6 de dezembro de 2018Em clima bem descontraído, o quarteto fez perguntas uns para os outros sobre suas vivências em Game of Thrones. Maisie, sempre bem humorada, fez o público dar risadas ao responder com qual personagem da série ela se casaria. "Com a Sansa. Ela é sexy", brincou a atriz falando sobre Sophie Turner, que interpreta a irmã de Arya na série."Se você pudesse casar com qualquer personagem, qual seria?" @Maisie_Williams responde: "Sansa. Ela é sexy." #GOTXP#CCXP18 — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 6 de dezembro de 2018Aliás, Maisie contou que assim que conheceu Sophie e soube que as duas fariam o teste juntas para os papéis de Arya e Sansa, sabia que as vagas seriam suas. "Foi o que achamos quando vimos o teste de vocês", comentou Dan Weiss, que acrescentou: "Vocês têm uma química incrível"."Desde o teste para o papel, eu sabia que eu faria Arya e Sophie faria Sansa", conta @Maisie_Williams. A atriz tinha 12 anos quando fez o teste. #GOTXP#CCXP18pic.twitter.com/KLKjrbqgT8 — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 6 de dezembro de 2018John Bradley também fez algumas gracinhas e arrancou aplausos do público quando contou que durante uma filmagem na Islândia se deu conta de como era incrível estar emu ma série como Game of Thrones e filmando em uma locação tão incrível: "Naquele momento percebi o quanto sou sortudo de fazer parte disso tudo. Só posso agradecer a todos os envolvidos na série. Eu sou um cara muito feliz por isso"."Quando filmava na Islândia, para a terceira temporada, eu estava em um lugarar maravilhoso e tive aquele sentimento tipo: 'estou nesse lugar maravilhoso e na melhor série do mundo. Eu sou muito sortudo!'", conta @johnbradleywest. #CCXP18#GOTXP — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 6 de dezembro de 2018David Benioff e D. B. Weiss enalteceram o trabalho de Maisie e John, contando como a experiência de vê-los crescendo durante as temporadas foi algo especial para eles.Sobre o futuro da série, Benioff disse que a dupla já sabia como terminaria a trama no final da terceira temporada. "Naquele momento tudo estava muito claro para nós", explicou Benioff que logo depois jogou um balde de água fria nos fãs que esperavam ansiosos pelo trailer da oitava e última temporada da produção."Desculpem-nos por não mostrar o trailer da última temporada. Queríamos muito ter feito isso, mas não deu", falou Benioff para uma plateia bem decepcionada. Mesmo assim, o quarteto deixou o auditoria principal da CCXP 2018 sob muitos aplausos.Após o painel, a HBO liberou um novo teaser da última temporada de Game of Thrones, cuja estreia está prevista para abril de 2019. Veja abaixo:Fire and ice. #GoTS8pic.twitter.com/ixHIsPjyhW — Game Of Thrones (@GameOfThrones) 6 de dezembro de 2018Mais bate-paposChris Columbus, o grande homenageado internacional do evento, abriu o dia de painéis falando sobre seu novo filme, Crônicas de Natal, que acaba de estrear na Netflix.Segundo o diretor, roteirista e produtor que tem seu nome ligado a clássicos dos anos 1980, como Gremlins e Goonies, o serviço de streaming é o caminho para grandes diretores que não encontram mais Liberdade para criar entre os grandes estúdios de Hollywood.#ChrisColumbus assina a produção de 'Crônicas de Natal', filme da Netflix estrelado por Kurt Russell e que acaba de estrear no serviço de streaming. #CCXP18pic.twitter.com/hAIBYwGPiV — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 6 de dezembro de 2018"Por isso caras como Cuarón [Alfonso Cuarón, cineasta mexicano] e Scorsese estão lançando filmes pela Netflix. É o futuro para diretores que querem criar com Liberdade", disparou Columbus.O dia seguiu com um divertido papo com o energético Ricky Whittle, o Shadow Moon da série American Gods, da HBO, que levantou a galera várias vezes com seu jeitão despojado e até, digamos, exibido. "Esperem para ver, a segunda temporada de 'American Gods' será maior e melhor. Mais sexo, ação e o Shadow Moon aparece pelado!", declarou para o público.#RickyWhittle contou que teve que ganhar músculos para estrelar "Deuses Americanos". #CCXP18pic.twitter.com/yYclOoQnrr — HuffPost Brasil (@huffpostbrasil) 6 de dezembro de 2018Acompanhe a cobertura da CCXP 2018 pelo HuffPost nos próximos dias também pelo Twitter.